Tite e seus três meias

O início de ano no futebol aqui, em terras tupiniquins, nunca é contagiante. Sempre leva um tempo para engrenar até os jogos entre os figurões, que ocorrem lá para frente na competição. É a questão debatida já há algum tempo sobre o valor dos estaduais.

O 4-2-3-1 corintiano com apenas um meia original: Douglas dinamiza, por dentro, com os pontas; Paulinho avança espontaneamente, como de praxe

O Corinthians começou o ano, do começo sempre debatido, de forma eficaz: batendo seus quatro primeiros rivais, todos por um gol de diferença, apenas. Da mesma forma com que finalizou o ano passado. E Tite, como não poderia deixar de ser, manteve o esquema da moda que exerce no alvinegro desde sua entrada no clube. Por este dado motivo, a conquista corintiana no Brasileirão do último ano foi a da perseverança, da convicção por parte de Tite. Pois chances para mudar, bem, deveras ele tinha.

Faltavam opções para o gaúcho – que ele simplesmente resolveu com o revezamento entre Alex e Danilo. Apesar da regularidade de Paulinho, o mais exaltado da esquadra no final do ano que já passou, e de seu companheiro de setor, Ralf, o que faltava aos alvinegros era mais um meia que pudesse dinamizar mais facilmente com os outros dois ‘pontas’ – fossem Willian, Emerson ou Jorge Henrique.

Ao contratar o velho conhecido Douglas – que teve uma passagem com ótimos momentos em 2009, na conquista do Paulistão e da Copa do Brasil -, o Corinthians ganha em qualidade – evidentemente – num setor em que as opções eram devidamente limitadas para exercer a função de meia central. O ex-Grêmio tem recursos apurados para ser uma outra boa opção, mas sabe que, certamente, será uma de suas últimas chances para jogar razoavelmente bem num time de alto escalão em âmbito nacional. O canhoto é bom, mas carrega desconfiança aos ares de Parque São Jorge.

Com o catarinense figurando dentre as possíveis escolhas de Tite, o dilema surge, bem objetivamente, voltando as atenções aos três meias principais do time: Alex, Danilo e o próprio Douglas.

De forma sucinta, Tite deve consistir com os dois primeiros atuando de forma mais espontânea e natural, mas, cedo ou tarde, Douglas, já candidato a ser nº 10, se sucederá a um posto de titular. A questão será mais afunilada quando o assunto for a Libertadores, e o técnico terá de fazer escolhas mais certeiras. Opções, porém, ele tem.

Para modificar um jogo contra um ‘cachorrão’ na competição que os torcedores corintianos mais ambicionam, Douglas pode figurar consideravelmente nas relações de convocados. A chave para ele será assimilar a importância de jogar onde se precisa de uma opção após uma passagem irregular no Grêmio. Suspeitar do ex-10 do Corinthians nos anos de 2008 e 2009, hoje, é algo muito aceitável. Tite agradece por uma saída alternativa, apesar de todos os poréns muito existentes do meia.

Douglas - voltando para tentar voltar

Por: Felipe Saturnino

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