Archive for abril, 2012

30/04/2012

O primeiro hat trick de Neymar num clássico. Azar do São Paulo

A equipe de Leão perseverou – não por inteiro no embate: o golpe de misericórdia competiu a Neymar, assim como os outros três tentos do visitante no Cícero Pompeu. Mais uma atuação ‘world class’ da figura mor do futebol nacional na contemporaneidade.

Interessantemente, o técnico do maior time das três cores de São Paulo pontuou Cícero na titularidade da única posição restante do meio-de-campo, e o preferiu a Fernandinho. A opção, como todas, apresentava um ponto e um contraponto, muito objetivos: com sua entrada, a equipe acumulava toque mais qualificado, e tocaria horizontalmente a bola – diferentemente de Fernandinho, que avançaria com sua velocidade pelo campo, distribuindo menos o jogo. O canhoto camisa 16 fazia do São Paulo a semelhança do Santos: dois 4-3-1-2s, ou até mesmo dois 4-2-3-1s tortos, falsos – atente para a ilustração.

Cícero foi importante para a dinâmica meio-campista do São Paulo apesar da derrota e fez do time um 4-3-1-2/4-2-3-1

E não, os motivos da derrota são-paulina foram os menos táticos possíveis. Foi, pois, o talento do garoto de seus 20 anos, número 11 dos praianos, que decretou a derrota.

Aliás, isto é uma meia verdade: Paulo Miranda auxiliou os visitantes na empreitada. E muito. Na primeira bola defensiva do jogo, um erro total e confusão trouxeram o primeiro golpe à cara do time são-paulino: penal que foi convertido com segurança por Neymar – e será que ele pensou em Lio e Cristiano ao bater este? O zagueiro, que já não é tão confiável quanto parece, contrastando com o bem mais qualificado e seguro Rodolpho, errou mais uma vez, no tento seguinte. Contudo, desta vez, Piris não concedeu a cobertura que tanto Neymar necessita para ser contido. O lateral paraguaio, que teve no jogo um inferno a ser resolvido – que não foi -, estava na outra ponta de jogo, lado esquerdo, e apenas olhou Ganso que deu um belo passe para Neymar marcar o seu. Não deu outra.

Por tudo, o São Paulo, de forma prática, começou o seu desafio de vencer o Santos pela primeira vez neste formato de Paulistão – já que fora eliminado nas duas edições anteriores pelos alvinegros praianos, e em 2009 sucumbiram ao Corithians – perdendo. O penal de Neymar foi muito, muito cedo. Um erro. Grave.

Mas Neymar também era fatal. Mais do que o usual.

Os tricolores permaneceram na pressão, perseveraram o possível, e ainda marcaram com Willian José na segunda etapa, possuindo tempo para uma reação – no mínimo uns 20 minutos para tal feito. Casemiro apareceu, o time tocou mais a bola, rodou mais o jogo. Lucas partiu para as bolas – como é do feitio. Neste ponto, Leão já havia modificado a estrutura tática: de 4-3-1-2 – ou um ‘fake’ 4-2-3-1 – para lídimo 4-2-3-1. Jadson não está confiante. Ainda não. A opção por Fernandinho foi aceitável, e aceita.

E Dênis aceitou Neymar.

Na bola traiçoeira, na mínima deixada de espaço, o santista percebeu e arrematou: Dênis falhou – frango na certa. Deleite dos santistas – não era para menos. Neymar conseguia um feito inédito: seu primeiro hat-trick na história de um clássico. E 102 gols com a camisa do Santos.

E Piris levantou Neymar.

Mas o lance foi ‘cômico’: Neymar provoca, faz o drible por fazê-lo, sem traçar objetividade, e Piris faz falta – porém, ainda toca na bola. Neymar foi rodado em campo. Mas decerto ficou satisfeito com mais uma atuação cheia de brilho.

Ao São Paulo, que tentara agredir o jogo inteiro a equipe santista, o baque foi forte. O time não conseguiu mais ter força ao ir avante. Talvez ainda não seja o momento deste novo tricolor figurar na galeria dos campeões nos anos 2010s. A pena para eles é que a culpa foi toda de Neymar. E sua dependência no Santos é evidente, ainda que não protagonize nenhum defeito ao ter isso.

Afinal, depender de craques é mais do que natural. Por mais que sejam prodígios, se sabem lidar com a responsabilidade, conseguem fazer mágica. Provavelmente, se não fosse por Neymar, o São Paulo teria vencido. A equipe agrediu em grandíssima parte do entrave. Mas azar dela que Neymar estava à beira de seu hat trick. O primeiro em jogos clássicos.

Neymar - a foto não é tão boa (particularmente), mas vale a dança pelo 102º

Por: Felipe Saturnino

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27/04/2012

As ‘tragédias’, os penais e a despedida

A semana, futebolisticamente, entrou para a história.

E não só por ocorridos tão óbvios por suas grandiosas repercussões – claro que me refiro às penalidades perdidas por Lionel e Cristiano -, e sim por um contexto mais amplo de todos os eventos, todos mesmo.

Os dois penais representam, separadamente, as eliminações dos poderosos Barcelona e Real Madrid. Mas as próprias eliminações do maior torneio do mundo – perdendo ainda para a Copa do Mundo, mas não por tanto quanto se pensa – são relacionadas, de forma única, quando visa-se a figura mor de ambos os clubes. E ambas desapontaram-nos de forma impactante. Mesmo que uma delas tenha feito dois tentos, e ainda que um deles tenha sido gerado partindo do ponto de batida de penal.

Mas Messi e Ronaldo, que já estão presentes na história do esporte e são protagonistas de seus esquadrões, por mais que tudo – e para mais que tudo – protagonizaram – como não poderia deixar de ocorrer – seus respectivos entraves, diante dos azarões ‘Blues’ e dos bávaros. Nada, porém, como o pensado. Foram os fundamentais no enredo por motivos impensáveis, inimagináveis, dignos de vilões da melhor classe. E quando se vêem as batidas de pênaltis, fica claro o ponto aqui defendido.

E o Barcelona, assim como o Real Madrid, obteve a vantagem de dois gols no embate disputado em casa, contra o Chelsea – que é o único não-vencedor da competição entre os quatro semifinalistas. O problema mesmo foi em momentos posteriores ao do segundo gol, momentos brevemente posteriores, aliás: Lampard, em escapada pela direita, deu boa bola para o volante brasileiro Ramires, que teve frieza à suficiência para abater Valdés com um belo gol de cobertura. A vitória barcelonista constituía, agora, uma derrota no agregado.
E o Real Madrid abriu o placar bem cedo – diferentemente da equipe de Josep Guardiola. Di María arriscou, Alaba pôs a grande mão na bola e tudo se seguiu em penal.

Ah, o penal.

Mas aquele, do início do jogo no Santiago Bernabeu, Cristiano converteu. Teve, naquela hora, a eficiência que Messi não teve para bater o ainda excelente Petr Cech. O tão bom, Manuel Neuer, viria a brilhar em momentos mais afunilantes e ainda mais decisivos. Afinal, não tínhamos uma semifinal decidida em prorrogação há algum tempo.

Ronaldo, que é um fenômeno mas não o ‘Fenômeno’, fez mais um para o Madrid, e concedia o poder de passagem à final em Munique ao time de Mourinho, que atuava com seriedade.

Ah, o Pepe.

O beque madridista fez pênalti em Gómez, que convertido foi por Arjen Robber – que deve ter tido uma semana dificílima visto o que foi especulado sobre sua briga com Ribéry.
O Barcelona, com 2 a 1 contado a pró, sofreu com a retração das linhas do Chelsea, que fora adaptado a um 4-4-1 – na verdade, era falso, pois Drogba fazia um trabalho fundamentado na recomposição de setores mais defensivos.

Ah, Fernando Torres.

O jogo em Madrid prosseguiu à beira da tensão prevista, e foi para uma prorrogação tensa de dignidade de Champions League.

Em Barcelona, porém, atentem: Messi cobrará um pênalti. E pode – deveria – dar a classificação aos ‘culés’ para a próxima fase – deveria ter dado, já prevendo o que ocorreu. Atentem, porém, para um fato mais exuberante do que a própria figura do gênio da 10 ‘blaugrana’: Messi já perdeu um penal no ano – dois aliás, mas um no Camp Nou diante o Sevilla. Fixação ocorre mesmo no período posterior à batida de penal do argentino: ele perdeu, pela terceira vez no ano, um pênalti.

Afinal, o argentino é humano. Por mais que custe acreditar. Pois custa, muito. Messi contrasta diversificadamente com sua própria figura, composta por seus magníficos feitos, feitos em tão pouco tempo de forma tão fenomenal, elegante e clássica.

Ah, Cristiano.

Assim como o argentino, o luso é fenomenal. Ah, é humano também – mais que Messi. Ronaldo é menos elegante e clássico, mas é mais explosivo, mais deslumbrado, e, ainda assim, extremamente qualificado tecnicamente.

Ainda assim, é um humano tal qual Messi é, e permite-se, daí, um penal mal batido. Enquanto Lionel tirou muito de Cech, e arrematou com relativa força sua batida, Cristiano, que já havia feito o seu de pênalti, tirou pouco de Neuer, o que não o torna um goleiro de menor excelência que Cech.

Para tornar ainda mais irônico, o maior brilho foi de Fernando Torres (estátua de 50 milhões de libras). O Barcelona tomou um contragolpe que sacramentou sua vida na Copa dos Campeões. O Madrid simplesmente foi inapto à conversão de penais.

Duas noites distintas, que paralelas, são bem comparáveis. Pelo menos da visão dos penais. Contudo, é claro que as noites tiveram outros fatos que elevaram a tensão de ambas equipes, que terminaram suas participações com legítimas tragédias, em Camp Nou e em Santiago Bernabeu.

Por tudo que envolve a rivalidade Barça-Madrid, desde o cunho político avaliado e discutido de forma contínua, tanto quanto o atual, que coloca paralelamente figuras das equipes para rivalizarem, compondo mini-confrontos, a semana ficou para a história por uma talvez esperada, mas ainda assim surpreendente coletiva do reservado Pep Guardiola, que determinou o fim de sua estadia no ainda maior time do mundo.

A figura de Josep, por mais que tudo – e para mais que tudo – era o símbolo da elegância, plasticidade, pacificidade, exuberância e diversos outros aspectos que representavam, justamente, a figura do time do Barcelona fora do campo de trabalho. Esses únicos aspectos que compõem o melhor time do mundo e o treinador são transportados à história e fazem parte dela na história do esporte. E fazem uma grande parte nessa história.

Por todos e a Pep, agradecemos por tudo que nos foi mostrado até o dado momento, de forma tão ímpar quanto o caráter do maior time que vi jogar até hoje.

Pois sim, Guardiola disse adeus aos ‘blaugranas’. Mas ainda mantém o mesmo panorama da sua figura, requentada com todos os aspectos introduzidos à equipe catalã.

Ah, Pep. A semana, futebolisticamente, entrou para a história.

Guardiola - a característica vestimenta

Por: Felipe Saturnino

21/04/2012

A maior vitória do Real de Mourinho

O Real Madrid, e nenhum outro time do planeta, pode se sustentar diante o Barcelona de forma agressiva. Isto é, não pode se atacá-lo. Ou até melhor: não consegue-se atacá-lo.

A ação reativa (contragolpe) é a única arma exuberante do repertório madridista que pode mesmo ‘ferir’ o Barcelona. Mesmo que a qualidade total da equipe da capital deixe esse fato para trás. Pois deixa. E muito. Mas a qualificação para retrair as linhas e sair de forma vertical, em velocidade, é a única coisa que se tem para ‘assustar’ os catalães. O problema é que dificilmente funciona, pois necessita-se de absoluta atenção em todos os instantes do jogo.

Em mais um bom clássico, Madrid e Barça protagonizaram um fato novo nesta história que percorre a temporada europeia, ansiando por um encontro entre ambos na final da Liga dos Campeões, em Munique: a neutralização.

Experimentaram o fato por uma atuação mais do que segura dos volantes Xabi Alonso e Sami Khedira. O time de Mou retraiu as linhas e reduziu o espaço, como é de praxe diante o Barça. Mas hoje tinha um algo a mais que diferenciava esta ocasião das outras, tornando-a exceção. O Madrid se defendeu de forma exímia, e não errou.

Meia verdade: errou, no gol barcelonista, mas é a única menção.

A equipe de Pep Guardiola seguiu sua contínua modificação: 4-3-3, 3-4-3, e até teve linha de quatro no meio-de-campo. Daniel Alves prosseguia na ‘altura’ do campo segundo essas mudanças: fosse 4-3-3, ele viria a ser um ponta-direita. 3-4-3, parte média do campo.

Mas a diferença foi que o Real conseguiu jogar, conter a equipe do Barcelona e contra-atacar. Foi bem-sucedido também no jogo aéreo. O gol de Khedira, aliás, surgiu após cabeçada de Pepe, com uma falha de Valdés – obviamente não tão escandalosa como aquela do jogo do primeiro turno, mas ainda assim uma falha -, o que fez com que o volante alemão constasse no primeiro gol do placar em Camp Nou.

E mesmo com Coentrão, o Real Madrid se virou. O português foi designado para a lateral-esquerda apesar de seus pesares do revés do Bayern na Allianz Arena, na passada terça-feira. Na linha média-ofensiva, o Madrid oferecia Mesut, Angel e Cristiano ao ataque. E um Benzema, em grande forma, partindo para o jogo.
É óbvio que esperávamos que o misto desses grandes talentos, uma hora, poderia vir a nos dar algo de mais significativo contra um dos maiores esquadrões da história do esporte. Mourinho só havia obtido uma vitória dentre os diversos jogos entre os gigantes: aquela na Copa do Rei, no Mestalla.

Todavia, apesar daquele acerto tático do 4-1-4-1 ter representado um triunfo que, por fim, representou o primeiro e único caneco de José no comando do Madrid, hoje a vitória pareceu mais significativa.

As circunstâncias influenciam na avaliação geral. Se aquele jogo foi em campo neutro, isolado, aqui a situação era pró-Barcelona. No inferno que deve ser para o Real Madrid, venceu o time da capital. O 4-2-3-1, apesar da descrença relativa às experiências com o Barça, foi mantido. Coentrão, idem.

O que mudou, até mais do que o princípio tático de redução de espaços, foi a atitude madridista. Foi um jogo muito bem conduzido, sem ‘pressure’ – apesar de ter sido com muita. Mas a pilha natural foi levada, de acordo com o contexto, e compôs a maior vitória do Real Madrid em algum tempo sobre os melhores do mundo – e melhores da história.

Além da neutralização tática, a psicológica auxiliou o Real Madrid a faturar – perdão, a praticamente faturar – o 32º caneco da sua história. Messi não brilhou – fez sua atuação mais tímida em um clássico em algum tempo. Dessa vez, o segundo melhor do mundo o fez. E neutralizou o maior rival dois minutos após o empate, com um belo gol após a ótima bola de Özil. O tento que veríamos que, ao final, constataria a primeira vitória do Real de Mourinho no Camp Nou. Provavelmente a maior, por todo seu contexto.

Cristiano - mostrando que há vezes em que o segundo melhor pode ser melhor que o primeiro

Por: Felipe Saturnino

06/04/2012

O problema do Santos: Neymar e o volume

A questão vai afunilar nos próximos momentos de Libertadores, mas a opinião é válida desde agora: o Santos é o melhor time da competição. Mas não é o melhor NA competição!

O panorama: Inter mais móvel, mas Santos agressivo - principalmente na segunda etapa - com Neymar e o volume de jogo crescendo

A mudança na preposição, apesar de ser muito breve e quase não dizer nada – ou não mostrar nada ao leitor – diz muito – e mostra muito. Pois, dentre todos os brasileiros no maior torneio das Américas, o Fluminense é o ‘melhor’. Mas não o é legitimamente. É parcialmente, momentaneamente; circunstancialmente.

E são motivos bem simples que compõem e retocam a situação.

Neymar, o ponta-esquerda do 4-2-3-1 santista, é a máquina de absurdo talento e sobrenatural precisão que rege o resto do time. Seu trabalho é o mais fundamental, por ser o mais fundamental; é claro que se posta muito no questionamento de seu tamanho repertório e de sua capacidade acima da média, mas o garoto tem de arcar com as consequências defensivas – ele também compõe o corredor com o seu companheiro no flanco canhoto.

Além de tudo, decide num lance com a ligeira fintada e pode também levar um beque para a barca do inferno – Moledo que o diga. A pegada no santista no minuto 43 do segundo tempo de jogo foi feia. Até possivelmente para expulsão direta com vermelho. Não foi o caso.

A temática central, todavia, é a dificuldade em dar conta do 11 e do resto do time: por isso o considerar o mais qualificado de todos os nacionais na Liberta. O volume do jogo do Santos é intenso também, apesar de um Inter ‘envolvente’ com frequentes modificações na linha média-ofensiva de três atuantes – Dátolo, Dagoberto e Tinga jogaram por ali. E, também, apesar do gol rapidíssimo de Nei. Rafael nada fez: apenas admirou a magistral cobrança – que não condiz com a qualidade do lateral por completo, certamente.

Ainda assim, o Santos, por ter mais qualidade, envolveu e absorveu o Inter em questão de tempo. A compactação de Damião foi importante no período de vantagem: ele retornava para sustentar uma posição mais profunda no campo, formando uma linha ofensiva de quatro homens. É essa compactação tão fundamental que consiste a marcação.

E o jogo foi muito pouco atraente da vista tática: dos 4-2-3-1s, o mesmo dialeto, ambos conhecendo-se e utilizando o mesmo panorama sistemático. A diferença era que Ibson recuava um pouco no flanco direito, compondo um setor mais fundo no campo e gerando a ‘variação’ do 4-2-3-1 ‘torto’. O colorado era mais ‘reto’.

O Santos empatou aos 26, com Kardec – sem piada espírita. Gol de cabeça, após Juan cruzar. O uso do flanco direito da defesa do Inter foi o trunfo. Basicamente por Neymar.

Não tivesse sido Muriel, o Santos teria vencido. Na certa.

O ponto é que, mesmo diante de desvantagem, os paulistas souberam lidar com a situação, e foram guiados progressivamente pelas atitudes do melhor brasileiro que há em atividade – que partiu para as bolas, como é do feitio.

Com a presença de qualidade no meio-de-campo (a conexão Ganso-Neymar-Arouca) e presença forte nos flancos (principalmente o esquerdo) a equipe santista tende ao favoritismo nos confrontos seguintes para a Libertadores. Apenas cessará a participação se for possível neutralizar Neymar, primeiramente; a equipe cairia muito sem o craque mor, mas ainda assim seria razoavelmente perigosa.

Mas com ambas as razões para apontá-lo como melhor brasileiro DA competição atuando em conjunto, será difícil deter a equipe de Muricy. Neymar e o volume de jogo crescem, em dependência, mas auxiliam-se mutuamente.

E quem dera aquela espetacular bola do garoto entrasse: o mais espetacular ainda, Muriel, pegou.

Neymar - partindo para as bolas

Por: Felipe Saturnino