Archive for ‘Arsenal’

09/01/2012

Voltando

“Thierry Henry is back!!!!!!!!!!”

O comentário é de Robin Van Persie, avante do Arsenal que hoje não atuou no jogo contra o Leeds United pela FA Cup. Mais especificamente, é de seu twitter oficial.

A sacada da volta de Henry é sutil: relembrar os tempos de glória do Arsenal, que não ganha um título há pouco mais de 7 anos. Óbvio que, também, há o motivo romântico da história: o grande ídolo volta para o clube que te consagrou e que te fez viver os melhores momentos de sua brilhante carreira no meio futebolístico.

Aliás, Henry, voltando ao Arsenal, faz bem ao futebol. É bom ter o ‘cara’ ou ‘ex-cara’ do seu time, e faz bem ao time londrino, naturalmente. A equipe vem se recuperando na Premier League e enfrentará o Milan na Champions, pelas oitavas. Ainda assim, não é uma esquadra confiável por motivos claros: apesar de Van Persie ser o ‘cara atual’ do elenco do time de Wenger, os formadores do 11 inicial, os restantes, são jogadores jovens, promessas, que não me dão tanta confiança assim. Afinal, o trabalho de Wenger todo é baseado em cima da promessas.

Mas, o destino, ou melhor, o futebol – já que não sou um grande credor de ‘destino’ – é genial. Na volta do craque francês ao time do Emirates, o 227º tento pela equipe. Mais romântico do que tudo no esporte que amamos.

Afinal, acima de tudo, a importância do número 12, pelo menos pelos próximos dois meses no time, não é concedida ao Arsenal somente, mas transborda o significado e se amplifica, torna-se mais importante do que é. Henry, com a categoria de sempre, fez o tento que levou o Arsenal à 4ª rodada da Copa da Inglaterra. E pouco importa se, no momento, o clube não está nos momentos estelares. Henry, afinal, como disse Van Persie por seu twitter, está de volta. Bem-vindo de volta e bem faz ao futebol você, Henry.

Henry - de volta às origens da consagração

Por: Felipe Saturnino

13/09/2011

O jogo dos pobres meio-campos

De um lado, Song, Arteta e Benayoun. De outro, Kehl, Bender e Kagawa. Ainda existem os “wingers”, mas, nos 4-2-3-1s de Borussia Dortmund e Arsenal, os miolos da faixa central do campo foram pouco produtivos.

Primeiramente, o erro de Klopp. O alemão foi de Kehl e Sven Bender. Dois volantes que são pouco criativos, que pouco adicionam à qualificação na criação. Kagawa, o bom japonês, fez um jogo muito mediano para sua tamanha qualidade. Perdeu um gol no início do jogo, mas não pôde fazer muito atuando sobre os volantes londrinos, Song e Arteta.
Sim, o Arsenal também repetiu o 4-2-3-1, e, sem querer tornar proposital, fez o jogo ficar espelhado. Afinal, o esquema da moda passa pelo mundo. E Wenger dá ao Arsenal a cara do esquema há algum tempo.
Periféricos, dois jogadores que ajudam muito na abertura de espaços e na infiltração de jogadores mais recuados, pois afunilam o jogo e são velozes o bastante para ultrapassar os adversários. Gervinho, com muita velocidade e pouco técnica, ao lado de Walcott, são os dois que exercem a função no Arsenal. Mas no miolo de meio-de-campo, um problema. Benayoun, Arteta e Song. Parece um trio apurado, mas não é. O israelense tem o toque que cadencia o jogo, Arteta qualifica a saída de bola, e Song marca e protege a zaga. Mesmo assim, o Arsenal precisa se acertar. Na Premier League, a equipe tem somente 4 pontos. Na Champions League, um empate em Signal Iduna Park não é mau negócio, mas o time precisa de um ‘jeito‘ na parte central do campo.

O 1 a 1, num jogo que foi movimentado mas que pouco me convenceu sobre as duas equipes, configurou um resultado justo. O Borussia, mesmo com Götze, não conseguiu atacar eficientemente pelos flancos – mesmo sendo muito superior nos últimos 15 minutos de entrave.

Nos últimos momentos, o Borussia foi para o ataque, passando do 4-1-4-1 ao 4-1-3-2 em algumas substituições. Só não compreendo o erro de Klopp, escalando Kehl, e, assim, empobrecendo a qualidade técnica do time num setor tão fundamental para indicar progressão no campo adversário.

Sem falar que Kehl ainda perdeu a bola no gol do bom Robin Van Persie, centroavante no Arsenal. E, ainda, não nos esqueçamos do golaço de Perisic, croata do Borussia. Sem pulo, um chute que desmontou Sczesny. Nada ele pôde fazer para impedir o empate. No fim, foi justo.

Reação pós-gol - Perisic consegue o empate

Por: Felipe Saturnino

25/08/2011

Na fase de grupos, nenhuma morte declarada

A UEFA sorteou os grupos para a primeira fase dentro da Champions League 2011/2012.

No grupo A o anfitrião da final encabeça a lista do grupo mais difícil, mas que não é o da morte: Bayern de Munique, Villareal, Manchester City e Napoli. O time alemão e os bilionários de Manchester são os favoritos para as oitavas. Napoli e Villareal podem incomodar, mas, ainda assim, estão em um patamar de disputa mais baixo que os dos dois figurões do grupo.

Palpite: Manchester City
2º Bayern de Munique
3º Napoli
4º Villareal

Pois sim, o City pode ficar por cima no primeiro grupo. Com o time que tem, reunindo peças de valor mais do que qualificadas, a equipe de Mancini pode levar a primeiro posição. E pra mim, leva. Os anfitriões bávaros ficam com o vice no grupo. Napoli vai para a Liga Europa.

Pelo B, a Inter de Milão não poderia esperar melhor resultado no sorteio. Afinal, além de encabeçar, caiu em um grupo folgado, com times facilmente “batíveis”. CSKA, Lille e o Trabzonspor, substituindo o Fenerbahçe, envolvido em escândalo na Turquia, completam a lista no grupo B.

Palpite: Inter de Milão
2º Lille
3º CSKA
4º Trabzonspor

O time francês do tão bem avaliado Eden Hazard se classifica para as oitavas; os interistas passam facilmente pela fase inicial; CSKA vai para a Liga Europa.

A chave C reúne dois campeões europeus: os ingleses do Manchester United – tricampeões, com títulos em 1968, 1999 e 2008 – e os portugueses do Benfica, bicampeões na década de 60 – 1961 e 1962. São os favoritos no grupo, que é completado pelo time da terra de Federer, o Basel, e pelo atual campeão romeno, o Otelul Galati, time que tem apenas 47 anos de existência.

Palpite: Manchester United
2º Benfica
3º Basel
4º Otelul Galati

Os Devils do United liderarão o grupo – pois são mesmo melhores que os portugueses -; o Benfica é segundo. O time suíço, predileto por Federer, vai à Liga Europa. Os romenos comemoram o quarto lugar, simplesmente por habitarem a Champions League.

O D é o grupo com mais títulos – 9 do supercampeão Real Madrid e 4 do Ajax, hoje de Frank de Boer. Pois, assim sendo, os dois são favoritos. Não, no caso, apenas o time de Mou é; o Olympique de Lyon vai brigar com o tetra Ajax, e ainda reencontrará os madridistas – serão 6 encontros em 3 edições de Liga dos Campeões.

Palpite: Real Madrid
2º Ajax
3º Lyon
4º Dinamo Zagreb

Os croatas ficam com a quarta posição no grupo D; os holandeses se classificarão e os franceses passam para a antiga Copa da UEFA, hoje Liga Europa; os madridistas passam com relativa tranquilidade.

O grupo E é equilibrado: Chelsea – ainda em montagem com André Villas-Boas -, Valencia, que perdeu Juan Mata para o próprio time londrino, e o Leverkusen, de destaques como Schurrle, Kiesling e um vicecampeonato na Bundesliga. Ainda assim, o cabeça-de-chave é o favorito para avançar como primeiro; o Valencia briga com os alemães. Os belgas do Genk terão que jogar o que podem, o que não podem, o que nunca imaginaram e o que nunca pensaram em imaginar para ir avante na Liga dos Campeões.

Palpite: Chelsea
2º Bayer Leverkusen
3º Valencia
4º Genk

Os ingleses são líderes; o time alemão, idealizado por Jupp Heynckes, hoje no time de Munique que recebe a final do evento, fica em segundo lugar, brigando até a morte com o Valencia, este que fica em terceiro; os belgas não jogam o impossível e ficam na última posição na chave.

O F tem um Arsenal perigando com as primeiras colocações, e um Olympique de Marselha vicecampeão com Didier Deschamps na Ligue 1, na última temporada, e ainda campeã da Supercopa da França, em tempos mais recentes. Porém, o destaque fica com um ótimo Borussia Dortmund que tem tudo para avançar como primeiro no grupo F.

Palpite: Borussia Dortmund
2º Arsenal
3º Olympique de Marselha
4º Olympiacos

O time de Jurgen Klopp, sensação na última temporada, passa para as oitavas sendo a primeira no grupo; o time de Wenger sofre mas também vai em frente; Deschamps leva o Marseille à Liga Europa; Olympiacos pode roubar pontos dos figurões do grupo.

O Porto encabeça o grupo G, completado pelo Shakhtar da Ucrânia e pelo Zenit de São Petesburgo, time russo. O Apoel do Chipre também figura.
A sensação é que os portugueses avançam, ainda com os ucranianos. O Porto pode sim perder pontos com a equipe campeão da Liga Europa – então Copa da UEFA – em 2009, falo do Shakhtar. O Zenit vai à Liga Europa.

Palpite: Porto
2º Shakhtar Donetsk
3º Zenit
4º Apoel

Mesmo sendo teorizado como o primeiro da chave, o Porto tem que ter cuidado com o jogo diante o time de Donetsk, na Ucrânia. No mais, a ordem será a do palpite.

No grupo H, Barcelona, Milan, Bate Borisov e Viktoria Plzen. Ponto.

Palpite: Barcelona
2º Milan
3º Bate Borisov
4º Viktoria Plzen

Com tudo considerado, nenhum grupo da morte declarado. Assim sendo, o sorteio da Champions deixou a desejar. Ao menos, nenhum figurão terá óbito, então, teremos ótimas oitavas-de-final – assim espero.

Por: Felipe Saturnino

24/08/2011

Vida longa à Szczesny

O Arsenal está se desmontando em peças de valor muito pequeno. A equipe já deixou de ter Cesc Fàbregas e Samir Nasri, jogadores badalados, talentosos, técnicos e fundamentais para o francês comandante dos Gunners, Arsène Wenger.

Pois com a filosofia do francês, de somente revelar e não consolidar o jogador, – de fato – o Arsenal pena um título há 7 anos.

Nada que influenciasse os comandados de Wenger para serem derrotados pela Udinese. O resultado ao Arsenal foi satisfatório, pois está nos grupos da Champions.

Jogando em um 4-2-3-1 inicial, o time de Wenger se modificou. Mais um jovem, Frimpong, se juntou aos Gunners. Com Ramsey como meia central do meio-de-campo com três meias ofensivos, o Arsenal reunia Gervinho e Walcott como meias mais extremos no campo.
O marfinense, Gervinho, fez seu melhor jogo com o Arsenal. Porém, ainda precisa de uma atuação mais estável e regular, com mais prós do que contras. A atuação de hoje foi uma demonstração do que ele pode fazer – sim, ele pode um pouco mais. Walcott, apesar de seu gol, precisa cessar com acontecimentos que culminam em perda de chances, como aquela que Handanovic – o bom arqueiro esloveno – pegou, após uma das duas ótimas jogadas de Gervinho pela esquerda.
A segunda boa foi a que gerou o gol de Van Persie, o atacante com o maior faro de gol no time. O tento foi o de empate, pois antes, Di Natale mostrou como se faz um gol de cabeça bem feito. O avante italiano tem técnica de centroavante sobrando.

O jogador da Udinese – que repetia o 4-1-4-1 da terça anterior, com saída de Armero pela esquerda – tem tudo que um centroavante precisa. Não seja por isso, foi o goleador das duas últimas temporadas do campeonato italiano.
Mas aquele penal não poderia ser perdido. Sim, Di Natale perdeu um pênalti aos 13 minutos da etapa complementar.

Ao Arsenal, a classificação tira Wenger da corda bamba. O francês vive um momento delicado no cargo da equipe londrina e, pode sim, sair do lugar que a ele hoje pertence. Mas a este ponto da temporada uma negociação não é tão provável assim.

E Wenger deve agradecer muito ao brilhante arqueiro Szczesny. Pois se Di Natale perdeu – e não poderia perder – não foi pelo fato de ter batido mal. Longe disso. Szczesny saltou para pegar a cobrança. Vida longa a ele.

Szczesny - vida longa ao polonês

Por: Felipe Saturnino

16/08/2011

Criação, filosofia, problemas, maturidade e juventude

Walcott - o jovem e talentoso de um Arsenal muito confuso


Arsène Wenger, notoriamente, é sabido como um dos maiores treinadores do futebol. Afinal, não é por qualquer coisa que um técnico se mantem num cargo por tanto tempo, e com a eficiência que tem.

Porém, sabe-se também que sua eficiência há tempos não é refletida em títulos. Desde a temporada 2003-04, os Gunners simplesmente não ganham títulos. E tem uma explicação.

Sabendo e conhecendo Wenger, creditamos os sucessivos fracassos do Arsenal à filosofia do clube. Ou do próprio Wenger – de fato, é a do treinador.
Tivera ganhado a Carling Cup diante o Birmingham, em fevereiro do ano atual, e a pressão sobre os ‘garotos’ do Arsenal certamente seria menor.
Mas a sina continuou e o clube permaneceu sem título, depois de 7 anos.

A saída de Fàbregas mostra o que o clube forma: jogadores que se formam e deixam a instituição.

Desde a criação de base, o Arsenal volta seus garotos ao clube com uma grande atenção. Mas não crê em alternativas mais experientes para dar maturidade ao grupo atual. E se necessita disso. Fica mais claro e evidente.

Hoje, diante a Udinese, Wenger não dirigiu os Gunners no campo, mas sim, dos camarotes do Emirates – punição em respeito às reclamações do jogo diante o Barcelona, pelas oitavas da Champions deste ano. A equipe não se achou em campo e, jogando em um 4-3-3, o jovem Ramsey, outro bom nome da base, decidiu o jogo com um passe.

Mas o time não conseguiu desenvolver a criação na partida. Muito pela vantagem da Udinese no meio-de-campo – sabendo que possuía 5 jogadores e o Arsenal três. O que não tira o demérito dos londrinos quando se refere ao jogo em si. Com Rosicky jogando mal, o time do técnico francês não conseguiu fazer ligação e dependeu basicamente de suas jogadas laterais, com Theo Walcott, ou de um lampejo de Aaron Ramsey. Gervinho fez um jogo fraquíssimo, o que acarretou em problemas na sua movimentação. O avante da Costa do Marfim não se achou em campo, e ‘circulou’ pelo campo de batalha.
O destaque para a Udinese fica para a vantagem que a equipe tomou no meio-de-campo, prendendo seus volantes para as saídas periféricas do bom apoiador Isla e do ex-Palmeiras, Pablo Armero. Tivera ele convertido sua chance em gol e o Arsenal estaria mais do que encrencado.

Mesmo ganhando, mais uma vez, o time de Wenger não parece confiável. O reflexo de uma filosofia de criação do técnico que, transmitida diretamente ao clube, gera prejuízos na produção de jogadores enquanto seus times se desenvolvem apenas de ótimos jovens valores, mas não de experientes certezas. A seca de títulos só reforça a tese.

Wenger - filosofia do francês parece ter fracassado

Por: Felipe Saturnino

12/08/2011

Os figurões na Premier League

Como no Velho Mundo as ligas estão começando a se movimentar – na Alemanha, já se movimentou – nada melhor do que apresentar previas do times figurões ao título no torneio da Terra da Rainha.

Fiz algumas análises sobre transferências, pontos fortes da equipe e alguns carmas das esquadras favoritas no campeonato.

Manchester United

Nas compras:
Ashley Young (meia)- Aston Villa – 18 mi £
David de Gea (goleiro) – Atlético de Madrid – 16 mi £
Tom Cleverley (meia) – Wigan – 3 mi £

Nas vendas:
John O’Shea (lateral-direito) – Sunderland – 4 mi £
Wes Brown – (zagueiro) – Sunderland – 1 mi £
Owen Hargreaves (volante) – sem time

Em Old Trafford, agora na terra do maior campeão inglês de todos os tempos, o United vem forte como sempre deve ser. Sir Ferguson deve permanecer no 4-4-1-1 proposto no ano passado para a Champions League e também para o decorrer da temporada nacional. Com os meias Nani e Young, a faixa intermediária do campo fica melhor preenchida e mais qualificada nas jogadas laterais – já que Young é um nato condutor de bola, tal qual Nani. Os volantes Carrick e Anderson – a possível dupla inicial – tem qualidade suficiente para executar uma saída de bola eficiente, mesmo ambos sabendo de suas limitações. Carrick, como primeiro volante, não tem uma saída meio/ataque tão boa, mas o brasileiro Anderson pode facilitar um pouco mais o trabalho de ligação aos meias. Rooney cumpre uma função mais especial, sendo o jogador mais ‘flutuante’ em campo, surgindo ao lado de Chicharito, este mais fixo, e ao mesmo tempo aparecendo no meio-de-campo, concedendo suporte aos meias, Nani e Young.

Pontos principais: Evrá apoia bem pelo lado canhoto, apesar de não ser o mesmo lateral que foi titular na conquista da Champions de 2008; Young e Nani vão abusar da velocidade e farão diferença em jogadas laterais, atuando da ponta para dentro. O craque é Wayne Rooney, com esperança de uma função importante, mesmo tendo ‘válvulas’ pelos lados.

Meta: o título é muito possível, por todos os motivos apresentados pela equipe de Ferguson, mais acima.

Chelsea

Nas compras:
Lucas Piazón (meia) – São Paulo – 6,5 mi £
Oriol Romeu (volante) – Barcelona – 4 mi £
Romelu Lukaku (atacante) – Anderlecht – 19 mi £

Nas vendas:
Nemanja Matic (volante) – Benfica – 4 mi £
Michael Mancienne (zagueiro) – Hamburgo – 2 mi £
Yuri Zhirkov (meio-campista) – Anzhi Makhachkala – 13 mi £
Jeffrey Bruma (zagueiro) – Hamburgo – 440 mil £

No Chelsea, que também fechou com André Vilas-Boas para esta temporada, as coisas não se modificaram tanto. O elenco é competitivo na mesma medida em que era o ano passado, porém, Ancelotti não conseguiu formar um time que fosse bom o bastante para desbancar o figurão inglês, o Manchester United. Na equipe do italiano, muitas vezes se usava o 4-3-3, ou havia uma mudança com Anelka mais trequartista, sendo o vértice adiantado do losango. O time sempre teve bons nomes, mas não emplacou na temporada. Mesmo com Fernando Torres, um ótimo atacante, que mesmo depois de fazer jogos fracos para seu nível, continua sendo um atacante de altíssimo nível. A boa saída com os volantes, Ramires, Essien e Mikel pode funcionar. Esta é apenas uma ideia para a formação inicial. Pode não ser a escolhida pelo português Vilas-Boas para a estreia diante do Stoke City.

Pontos principais: Ashley Cole é fundamental no apoio pela esquerda, com Ramires dando sustentação por aquele ponto do campo. Com Mikel e Essien, o Chelsea tem uma proteção sólida para a zaga, que deve ter o brasileiro David Luiz ou até mesmo Ivanovic, com Bosingwa fazendo a lateral-direita, no caso. Aliás, pelo lado direito, Vilas-Boas encontra problemas. Desde os tempos de Mourinho no Chelsea, a equipe não consegue consolidar um bom lateral pelo lado. Paulo Ferreira, em seus bons tempos, fazia um apoio um pouco qualificado ao ataque. Bem, mas era Paulo Ferreira em seus bons tempos.
Recordemos também que Didier Drogba, com situação indefinida no Chelsea, pode sair ou pode ficar. A equipe diante da situação contratou Romelu Lukaku para uma função de centroavante.

Meta: o título é possível, mas os fatores contribuintes como a montagem do time de Vilas-Boas e a própria adaptação do treinador ao ambiente da equipe londrina podem pesar na hora decisiva. Mesmo assim, é interessante almejar planos grandes para o Chelsea da temporada 2011/2012. Jogadores a equipe tem, falta um técnico que una todos estes como um time.

Liverpool

Nas compras:
Charlie Adam (meio-campista) – Blackpool – 7 mi £
José Enrique (lateral-esquerdo) – Newcastle – 7 mi £
Jordan Henderson (meia) – Sunderland – 15 mi £
Stewart Downing (meia) – Aston Villa – 20 mi £

Nas vendas:
Milan Jovanovic (atacante) – Anderlecht – 704 mil £
Paul Konchesky (lateral-esquerdo) – Leicester City – 1,5 mi £

O Liverpool, do ídolo Kenny Dalglish como técnico, tem bastante time para ameaçar Chelsea e Manchester na ponta do campeonato. A equipe de Luis Suárez, Andy Carroll, Meirelles e Lucas – o brasileiro da seleção – funcionou no final do campeonato passado – vencendo jogos e levando a equipe até a Liga Europa. Neste ano, a tendência é melhorar e vencer a Premier League no formato atual pela primeira vez no clube.
Na zaga, a equipe de Dalgish tem Jamie Carragher, veterano da equipe, mas as outras posições não demonstram muita segurança. Glen Johnson fez uma temporada regular, mesmo sendo titular na Copa do Mundo com o desastre britânico. Fabio Aurélio é bom jogador, mas tem suas limitações defensivas. Do mesmo sofre Emiliano Insúa, o argentino. Mesmo assim, o time tem tudo para ganhar jogos importantes e brigar lá em cima.

Pontos principais: Dalglish deve usar o time com uma linha de quatro. Digo isso pois no ano passado fez experiências com três zagueiros. Deram resultados, mas a equipe tem elenco para jogar em um 4-4-2. Se Glen Johnson emendar uma boa sequência de jogos, a equipe tem apoio qualificado pela direita. José Enrique foi contratado para suprir a necessidade na lateral-esquerda, enquanto na zaga Carragher e Skrtel devem atuar. O time tem saída boa com Lucas e Meirelles, mas pode faltar ligação sem Gerrard atuando. O ataque tem Suárez e Carroll. Sim, os avantes são bons o bastante para um time como o Liverpool. Kuyt pode aparecer como titular, assim como Downing, na estreia diante o Sunderland.

Meta: pelo início, dou o Liverpool como um time para a zona da Champions League. Se a equipe se arrumar, pode arrancar para atrapalhar os ‘chefões’, United e Chelsea.

Arsenal

Nas compras:
Alex Chmaberlain (meia) – Southampton – 12 mi £
Gervinho (atacante) – Lille – 10 mi£

Nas vendas:
Gaël Clichy (lateral-esquerdo) – Manchester City – 6 mi £
Denílson (volante) – São Paulo – 600 mil £

Arsène Wenger terá mais uma temporada nos Gunners, a 16ª, aliás. O grande treinador francês tem problemas para armar o time no início da Premier League. Fàbregas ainda pode aparecer no Barcelona e, por isso, Wenger tem algumas dificuldades. John Wilshere e Song deverão compor a dupla principal de volantes na temporada. Com isso, Nasri pode passar para a meia-direita, sabendo que Gervinho pode atuar por aquele lado. Walcott pode jogar como um atacante pelo lado direito Van Persie centralizado. O elenco do time da capital inglesa é ótimo, mas com um esquema tão agressivo e incisivo, pode-se sofrer.

Pontos principais: no 4-3-3 proposto por Arsène Wenger, a equipe tem Song como volante protetor, tendo Wilshere, o bom volante gunner, pela esquerda do tripé de meio-de-campo. Porém, neste caso, Wilshere é um meia, dando suporte para as jogadas de criação, ao lado de Nasri, pela direita. Com Gervinho e Walcott, a promessa é de muita velocidade e muitas jogadas laterais, com participação de Sagna, pela direita. Centralizado, Van Persie funcionaria como um centroavante que circula livremente pelo campo, participando das jogadas que desenvolvem a evolução do Arsenal. O problema é na proteção, com Song atuando antes dos zagueiros, agindo na marcação. Mas que o time é bom, sim, é, de fato.

Meta: o título não começa sendo disputado pelo Arsenal. A equipe começa almejando uma vaga na Champions. Mas tem chances de título, basta evoluir como um time que agride e não deixa ser agredido.

Manchester City

Nas compras:
Gaël Clichy (lateral-esquerdo) – Arsenal – 7 mi £
Stefan Savic (zagueiro) – Partizan Belgrado – 10 mi £
Sergio Agüero (atacante) – Atlético de Madrid – 39 mi £

Nas vendas:
Shay Given (goleiro) – Aston Villa – 3 mi £
Felipe Caicedo (atacante) – Levante – 800 mil £
Jérôme Boateng (defensor) – Bayern de Munique – 11 mi £

O City promete fazer uma temporada melhor do que a anterior. A equipe foi terceira o ano passado, mas hoje briga até mesmo pelo título. Com os nomes que possui, o time de Mancini é bom. O problema continua sendo a atitude diferente que a equipe toma quando enfrenta um adversário figurão. Neste caso, o City já é um dos figurões ingleses, e pode vencer quem quiser. Mas é quase certo que o italiano comandante da equipe pode não ser o melhor indicado para o serviço de treinador.
O time do Manchester pode e deve atuar no 4-4-2 para o início da temporada: a equipe deve ter David Silva, Touré, De Jong e Milner no meio-de-campo, ainda com opções como Adam Johnson, e no ataque há Agüero e Carlos Tévez. Com um time desses, pode-se vencer qualquer outra equipe. O problema é formar uma equipe coesa, com tantos investimentos e bons resultados, mas que ainda poderia ser melhor.

Pontos principais: com Clichy pela esquerda, o City tem apoio e suporte para David Silva. As jogadas podem acontecer com Kun Agüero, também. Os dois avantes da equipe de Manchester podem se alternar como primeiro e segundo atacantes. James Milner atua mais periférico, porém afunila mais o jogo. Importante também é o trabalho de Yaya Touré, segundo volante que participa tanto da marcação quanto da criação no meio-de-campo, ajudando De Jong em tarefas mais defensivas.

Meta: o título é possível, sim. E com a melhor – e maior – contratação desta janela, a de Agüero, o City se credencia como candidato ao título. O problema é administrar tantas opções como Dzëko, Barry, Kolarov, Balotelli e Adebayor. Mas time forte e elenco, o City tem mais do que suficiente para brigar com Chelsea e United.

Tottenham

Nas compras:
Não contratou

Nas vendas:
Jamie O’Hara (meio-campista) – Wolverhampton – 3,5 mi £
Jonathan Woodgate (zagueiro) – Stoke City – agente livre

O time de Redknapp jogou a Champions no último ano, mas não conseguiu se manter lá nesta temporada que passou. A equipe é boa, mas não tem tanto calão para brigar com os figurões United e Chelsea, com o City surgindo por trás.
Mesmo assim, há nomes interessantes na equipe. O galês Gareth Bale, meia que joga pela esquerda e também pode executar função de lateral-esquerdo, é habilidosíssimo, veloz e técnico demais para sua função. Van der Vaart, mesmo não jogando em seu auge, pode fazer estragos quando joga em nível alto. Aaron Lennon é o outro winger, assim como Bale é, que joga pela direita, dando sustentação ao ataque e suporte para a defesa.
O problema no começo será a contusão de Sandro. Huddlestone deve atuar nos jogos iniciais. Mas o brasileiro fará falta.

Pontos principais: o apoio de Hutton pela direita é bom, mas Lennon é bastante efetivo nas jogadas por aquele lado. Bale é muito bom jogador, como já dito, e participa ofensivamente e defensivamente, cobrindo a posição de Assou-Ekotto, camaronês que tem deficiências o homem-a-homem para o combate. Luka Modric é o destaque como segundo volante. O croata é muito bom jogador e dá suporte para a ligação, ao lado de Rafael Van der Vaart. Mas os problemas nas laterais são muito prejudiciais ao Hotspur.

Meta: a vaga na Champions League será mais do que uma conquista ao Tottenham. A equipe é boa mas tem seus limites.

Com as análises feitas, agora vou dar meus palpites para os primeiros da tabela:

Chelsea – campeão
United – vice-campeão
City – 3º lugar
Liverpool – 4º lugar
Arsenal – 5º lugar
Tottenham – 6º lugar

Por: Felipe Saturnino

10/03/2011

Messi faz “doblete” e Barça supera Arsenal; Totthenham segura e avança na Liga dos Campeões; Schalke e Shakhtar vão sonhar alto

Acabaram-se metade dos confrontos da oitavas da Champions League.

No Camp Nou o todo poderoso Barcelona bateu o Arsenal e mostrou porque é mesmo o melhor do mundo e um dos maiores times que todos vimos jogar. A equipe demonstrou todo seu limite, jogando um futebol que ninguém almeja superar, pelo menos pelos tempos atuais.
A equipe de Pep Guardiola venceu os ingleses por 3 a 1, com Messi novamente deixando suas marcas – foi seu sexto gol em quatro apresentações contra o Arsenal. O argentino fez um golaço encobrindo o goleiro Almunia e depois só tocando para fazer. Depois, como ninguém consegue ser “sofisticado como um jogador de playstation” toda hora, ele bateu simples e garantiu a vaga barcelonista com 4-3 no placar agregado.
Ao Arsenal resta sentar e chorar. Jogadores a equipe londrina tem – faço exceção ao dinamarquês Nicklas Bendtner, o Washington da Dinamarca. Só que o Barça é diferente, tem time demais. E parece que novamente vai caminhar ao título da Liga, o que seria seu quarto. Se a arbitragem interferiu, pode até ter interferido. Mas, quando se trata do Barcelona, não se pode dar o mérito ao árbitro e sim à equipe catalã. Pode bater palmas.

Falando de outro time londrino e rival do Arsenal, o Totthenham Hotspur conseguiu eliminar o Milan, sem tomar um golzinho sequer. Se você for dizer que se retrancou, e daí? Pouco importa. Não se pode tirar o mérito do bom trabalho de Redknapp no comando dos Spurs. O time londrino é bom.
Ao Milan resta o Scudetto e a Copa da Itália.
Destaque para a boa atuação de Pato, que levou perigo ao compatriota Gomes em diversas vezes, mas a bola não quis entrar.
E Ibra. Só três gols na Liga em toooooda carreira. Que vergonha…

Mudando o assunto, vamos pra Shaktar e Schalke. Sonham alto. Primeiro, tenho que parabenizar a equipe ucraniana pela apresentação contra a equipe da capital italiana, a Roma. 3 a 0 na volta. 6 a 2 no placar combinado. A equipe conta com no mínimo 4 brasileiros na formação inicial – são eles Douglas Costa, William, Luiz Adriano e Jádson, convocado por Mano.
O Schalke 04 de Raúl passou pelo Valencia. E iria ser legal em termos você ter um Schalke e Real. Só pra ver o Raúl voltando ao Bernabeu, só que com outra camiseta.

Palpites para as outras oitavas:

Manchester United x Olympique de Marselha – vitória do time de Ferguson. A equipe é boa e consistente demais para perder em casa, e ainda mais pro Marseille.

Bayern de Munique x Inter de Milão – Leonardo faz bom trabalho na equipe nerrazurri mas a vantagem do time de Munique é larga se você olhar com cuidado para um confronto de nível como este é. Eu sei que no geral a Inter é mais time, mas o Bayern passa com um empate.

Chelsea x Copenhaguen – Chelsea atropela em Stamford Bridge. De três a zero pra cima. A equipe é boa e está se acertando. O foco é a Champions, então, nada melhor do que uma atuação de gala; ainda pode ser o dia de Torres.

Real Madrid x Lyon – Quando Florentino Pérez contratou Mourinho o motivo era passar das oitavas da Liga dos Campeões. Chegou a hora da verdade. Mourinho está aí para o Madrid passar, e acho que vai fazê-lo passar. Vitória do Real. Arrisco o placar: 2 a 0.

Siga-me no twitter: felipesaturno

Por: Felipe Saturnino

07/03/2011

Futuro e presente

E a minha dúvida é como sempre, persistente. Continua do mesmo jeito de sempre. Eu sei que temos o favorito, mas agora com uma desvantagem, e temos o franco-atirador que agora sim, possui uma vantagem a prezar no Camp Nou.

Amanhã Barcelona e Arsenal farão definitivamente um dos melhores duelos do ano até agora. E é verdade. Podemos ver a equipe catalã se classificando – novamente – para as quartas da Champions League. Ou poderemos ter a chegada tão esperada da moda do momento, – se é que podemos dizer assim – o Arsenal.
E quem tem mais chance de levar? Pra mim, o Barça tem mais chance de triunfar em Camp Nou. Só que se o Arsenal fizer um golzinho que possa fazer, mela todo o caminho do melhor time do mundo.

Já deixei claro meu ponto: claro que ver o Barcelona seria ótimo, além do mais, é a equipe que joga o melhor futebol no mundo atualmente. Mas os meninos de Wènger não vieram para brincar. Estão crescendo, e provaram que podem vencer um título de grande importância, mesmo após perder a final da Carling Cup para a equipe do Birmingham. E seria bom demais termos o Arsenal mais a frente pela Champions.

Outra coisa que temos que dizer aqui é que os londrinos podem ser os catalães do futuro. Óbvio que a estrutura tática pode e deve mudar. Só que o estilo de jogo se aproxima bastante, no toque de bola, na movimentação, na intensidade para atacar.

Você é futuro ou presente? Eu sou presente. Eu sou Barça. Mais uma vez.

Siga-me no twitter: felipesaturno

Por: Felipe Saturnino

27/02/2011

Jejum sobrevive: Birmingham bate Arsenal na final da Carling Cup

A equipe de Arsene Wènger, que estava procurando um pequeno título para comemorar e para acabar com o jejum de títulos desde 2005. E acontecia que hoje era o dia para tal feito. Mas, novamente, o Arsenal falhou.

Para o Arsenal, o que ocorreu foi talvez o desperdício de conquistar o único título da temporada – já que o United lidera na Premier League, e o time londrino pega o Barcelona que, mesmo estando em desvantagem, é o Barcelona.

Para o Birmingham, sensacional. Um time sem grandes valores a ressaltar como talentos dentro de campo conseguiu vencer o Arsenal, um dos melhores do mundo.

A questão é que a juventude do time inglês se afirmou no jogo contra o Barcelona. Poderia muito bem ter vencido a Carling Cup – a Copa da Liga Inglesa – e acabado com essa pressão sob os ombros dos mesmos e do pobre Wènger. Mas não foi o que aconteceu.

Siga-me no twitter: felipesaturno

Por: Felipe Saturnino

17/02/2011

O contra-ataque que derrubou o melhor do mundo

No jogo de ontem, dava uns 55% de chance para o Barcelona matar o jogo das oitavas da Champions League já em Londres. Claro que também acreditava muito em um possível triunfo londrino, mas como era o Barcelona, tem de se alterar o cenário. Mesmo jogando em casa, o Arsenal já sabia que do outro lado do campo havia um time com Messi, Iniesta, Xavi, Villa e outros.

Mas, também tem de se dizer que o Arsenal é um time que, mesmo não tendo aquele jogador fora de um nível comum, tem algumas joias que, futuramente, podem se tornar craques de nível absurdo. E é verdade. Basta olhar pra Walcott, Nasri ou até mesmo, o jovem volante Wilshere, um dos melhores em campo no jogo dessa quarta.
O que acontece é que o Arsenal tem algumas “promessas” enquanto o Barcelona tem jogadores consagrados. Por isso não levava tanta fé que o Arsenal derrubasse um time como o de Guardiola. Óbvio que não vencer por total o maior do mundo, mas já mostrou que tem força para tal. O poderoso contra-ataque do time londrino postado em um 4-2-3-1 com Eboué como lateral-direito, Clichy na esquerda e na linha de volantes com Wilshere e Song – volante mais fixo. Os três mais postados à frente eram Walcott – um winger, como falam os ingleses, pela direita – e Nasri pela esquerda executando quase a mesma função, mesmo não entrando diagonalmente como o jogador inglês. Fábregas era o jogador mais centralizado e próximo de Van Persie, que era o “único” atacante no esquema do francês Arsène Wenger. O Barça atuava no eterno 4-3-3, com Busquets fixo, Xavi pela esquerda e Iniesta pela direita; Messi era o falso centroavante que tanto falam, Pedro pela direita entrando diagonalmente e Villa fazendo o mesmo.

E foi Villa que colocou a vantagem no placar para o time catalão. Na tradicional enfiada de bola entre os zagueiros, Villa tocou na saída do goleiro Szczesny.
O Arsenal no começo da partida havia pressionado, mas agora não conseguia manter sua marcação avançada contra o Barcelona. O que se percebia é que a arma era o contra-ataque. Walcott era o jogador mais acionado para realizar a ação. E foi ele que puxou o mais perigoso da primeira etapa, depois de cruzamento de Fabregas para Van Persie que foi interceptado por Abidal.
O que ocorria era que o Arsenal crescia. O Barcelona não matava, e realmente poderia – tivera Messi marcado em duas chances e a fatura estaria já mais do que paga. Foi aí que Van Persie apareceu para o empate. Um gol que pensava que jamais faria. E fez. E empatou. E botou fogo no Emirates.
E como já citei, o contra-ataque era a arma da equipe londrina. E foi assim que a equipe chegou ao tento da virada: Nasri foi lançado por Cesc Fabregas e teve a paciência de levar a bola e tocar para Arshavin vindo da esquerda para entrar e finalizar. 2 a 1.

Foi um contra-ataque fatal. Em uns 3 ou 4 toques a bola estava no pé de Arshavin que teve toda sutileza para tocar para o gol.

A situação agora é a seguinte: um empate basta para o time da capital inglesa. Porém – como é de praxe, sempre tem um mas – o Barcelona de Josep Guardiola só tem que fazer um golzinho para levar a vaga. E acho que Wenger não vai querer armar um time fechado só para empatar. Afinal, o Barcelona pode muito bem passar por qualquer barreira.
E se o Arsenal fizer um gol no começo? Pra mim, só aumenta a vantagem. O Barça pode muito bem ir lá e colocar 3 gols a seu favor, e levar a decisão para a prorrogação.

Quem leva?

Eu sou Barça. Mas seria interessante ver os meninos do Arsenal nas quartas eliminando um Barcelona.

Siga-me no twitter: felipesaturno

Por: Felipe Saturnino