Archive for ‘Cariocas’

31/07/2011

As causas para a derrota de um líder

O Corinthians sem dúvida ainda é o melhor time do campeonato no geral. Que não se questione, por isso ainda é líder.

Mas é de se ressaltar a virada que sofreu diante o Avaí, hoje, em SC.

Até pelo fato de o Corinthians não errar tanto e, talvez até mais importante, pelo fato de o Avaí ser um dos piores da competição.

Deu-se que o Corinthians enfrentasse uma equipe que lhe garantiria alguns pontos importantes na Ressacada. E é muito mais time.

Pois é. Quando o 4-2-3-1 de Tite enfrentou a espécie de 4-4-2 de Gallo – desdobrado em 4-3-1-2 ou algo do gênero – sabia-se que veríamos um confronto tático interessante. Até pelo fato de os corintianos levarem vantagem no meio-de-campo e, de outra forma, também serem mais incisivos e efetivos no ataque, com William aparecendo pelo lado direito. Ah, e tem de se falar que Danilo vinha fazendo uma partida muito boa.
O meia central corintiano atraía para si o volante avaiano, Marcos Paulo, o que fazia da equipe catarinense mais vulnerável, sem mais proteção. Pois bem se sabe que os zagueiros da equipe de Alexandre Gallo não são dos mais confiáveis.
O problema para Tite começou quando Danilo se retirou por lesão. Isto é, a principal arma técnica e tática no momento do jogo estava se retirando.
Quando Alex entrou em campo, esperava-se um nível de jogo semelhante ou melhor ao de Danilo. Errado.

O camisa 12 do Corinthians – sim, Alex é o 12 – entrou para confrontar Marcos Paulo, mas encontrou um Avaí diferente no campo de batalha. Com Diogo Orlando e Cléverson, a equipe de Gallo poderia chegar melhor ao ataque e, da mesma forma, ter mais ajuda no combate. E Alex atraiu Marcos Paulo para si. Porém, simplesmente ele fez um jogo horroroso e os meias mais defensivos do Avaí fizeram uma segunda etapa segura.

O erro maior do Avaí na etapa inicial foi atuar com um volante saindo no combate direto a Danilo, dando mais vulnerabilidade para a defesa, possibilitando infiltrações – vide subidas de Fábio Santos pela esquerda. Mas, Gallo reparou o erro e compôs seu meio-de-campo com maior responsabilidade. E isso se mesclou com o fato de Alex ter feito um jogo muito fraco.
Os volantes corintianos também pouco fizeram no ataque e também sofreram com o Avaí, nas investidas mais centralizadas de jogo – o Corinthians desarmou pouco para seu normal.

Com isso, o campeonato ganha mais vida. Um time que parecia imbatível, hoje, mostrou algumas deficiências. O Corinthians depende muito de seus volantes, e também de uma atuação razoável de seu meia central. Por isso Danilo é fundamental no esquema.
Pelo menos, temos um campeonato mais nivelado nesta 13ª rodada. O Corinthians é seguido de perto por Flamengo – que derrotou o Grêmio com ótima atuação de Ronaldinho – e São Paulo – que perdeu em casa para o Vasco, e não pôde se aproximar da equipe alvinegra.

Agora que entraremos em agosto, os corintianos compensarão um jogo chave diante o Santos, que perdeu do Atlético-PR nos minutos finais, em partida fraca de PH Ganso. Borges se destacou.

Agora, a briga pelo título se afunila entre corintianos, flamenguistas e são-paulinos, seguidos por palmeirenses e vascaínos. Os três primeiros se matarão até o fim. Os últimos dois vão segui-los de perto.

Por: Felipe Saturnino

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09/06/2011

Ao São Paulo líder e o Vasco campeão

O São Paulo venceu o Atlético-MG ontem, merecidamente. Não que tenha sido brilhante, mas, de fato, foi mais time. Bem armado, se impôs nos momentos iniciais do entrave que terminou com o triunfo do time do ex-renegado Carpegiani, por 1 a 0. A equipe agora lidera o Brasileirão.
O São Paulo passa por um período de reformulação de time; a equipe de hoje tem muito jogadores da base da equipe. Ontem, Wellington, Casemiro, Lucas, Luiz Eduardo e claro, Ceni, eram os principais “canteranos”. E com esses jogadores, PC Carpegiani apostou no 4-4-1-1, com um desdobramento do 4-4-2 para que Lucas flutuasse livremente pelas duas linhas de 4 homens do São Paulo no jogo. A linha da faixa intermediária era composta por Rodrigo Souto, Wellington, – este atuando pela direita – Casemiro, jogando pelo lado esquerdo e explorando as jogadas pelo lado de Patric, com Carlinhos Paraíba atuando mais por dentro, para dar suporte à criação de jogadas. Vale ressaltar que o São Paulo não tem um meia que tenha um estilo “Ganso”. A condição de funcionamento do meio-de-campo tricolor é compartilhado desde o volante Wellington até o flutuante Lucas, meia que circula livre pelo esquema do São Paulo. A equipe vai se achando, apesar de não ter um jeito e esquema de jogar definidos. Esperemos pela volta de Luís Fabiano para reparar se o 4-4-1-1 no Sampa prevalecerá.
As melhores chances criadas pelo Atlético surgiram quando seu lateral Patric subiu ao ataque, dando trabalho no combate no entrave diante de Juan lateral tricolor, que sofre muito quando tem que dar combate a um homem do adversário.
No jogo de ontem, o Atlético teve muitas chances. Muitas. Não as aproveitou. Quando disse que o Sampa se impôs no início, isso se deu porque seus homens de meio-campo conseguiram monopolizar as ações diante de um Atlético ainda sonolento em sua faixa intermediária. O de mais que me chama atenção é a hesitação e o jogo circunstancial deste São Paulo das primeiras três rodadas. É muito cedo para prognóstico, mas fato é que o time de Ceni, quando acumula vantagem após uma imposição, hesita em atacar e se torna um time de defesa, dando a bola ao adversário, mas não cedendo espaço. Se o adversário fosse pouco mais competente, teria empatado o embate. Talvez se deva à atuação mais ousada do Atlético nos momentos da etapa complementar. Também pode se dever à apatia nos momentos da segunda etapa em relação aos volantes do tricolor paulista. Mas o fato é que as circunstâncias que o São Paulo passa durante um entrave e cede a bola ao adversário são verdades e têm de ser resolvidas. Às vezes, você tem que hesitar em hesitar, de contrário, poderá somar um ponto apenas. Fosse o Atlético mais eficiente e o resultado seria diferente.

O Vasco voltou ontem do lugar que jamais deveria ter deixado: o pedestal dos maiores do Brasil. Rebaixado em 2008, a equipe foi do pior ao melhor momento em 10 anos, já que em 2001 o clube venceu a Mercosul.
Armado inteligentemente em um 4-3-1-2 que Gomes adotou no Vasco, o time perdeu mas ganhou a Copa do Brasil. Congratulações à equipe que merece, por sua grandeza, os títulos que já possuía e, acima de tudo, o título mais recente e um dos mais importantes da história do Clube de Regatas Vasco da Gama.
Dedicatória também ao Coritiba, outro que, apesar de rugir das profundezas da Série B após um ano péssimo com recordações à 2009, veio da segunda divisão e habitou os ares de final de Copa do Brasil.
Dedicatória também à Ricardo Gomes, que de renegado no tricolor paulista passou de técnico campeão no Vasco.

Mudança circunstancial de assunto:
E a convocação para a Copa América? Foi boa?

Por: Felipe Saturnino