Archive for ‘Champions League 2010/11’

04/08/2011

Velho Mundo

O continente europeu é, com certeza, o que nós mais no aprofundamos quando estamos estudando, ainda na escola. Os acontecimentos que lá ocorreram nos influenciam muito aqui. Aliás, influenciam o mundo.

O chamado ‘Velho continente’ foi o centro da Idade Média – que se fale, os acontecimentos mais relevantes desse período ocorreram lá. A decadência feudal originou o capitalismo, que já deriva de um porte maior e mais abrangente que qualquer outro já desenvolvido.
Na Idade Moderna, as Grandes Guerras – referidas mais comumente como Primeira Guerra Mundial e Segunda Guerra Mundial.

É no Velho continente, ou melhor, no Velho Mundo – sim, outra nomenclatura para o continente europeu – que também estão os campeonatos europeus, – por isso que falamos da Europa – os de maior renome no cenário mundial do futebol.

Temos a Barclays Premier League ou simplesmente Premier League, – o campeonato inglês – a Lega Calcio, – Serie A do campeonato italiano – a La Liga – o tão badalado campeonato espanhol – e o campeonato alemão, a Bundesliga.

A Bundesliga foi a última na citação acima, porém começará nesta sexta-feira, com a estreia do campeão atual do torneio, o Borussia Dortmund – veja o calendário do blog.

A Premier League começa no dia 13, daqui a dois sábados. O campeonato mais emocionante desses europeus – na minha opinião. No dia 20 de agosto temos o início de La Liga, o campeonato espanhol. É a liga de futebol mais badalada no mundo. O motivo vocês sabem, não é? Além do mais, ter um Barcelona e um Real Madrid no mesmo campeonato é algo autoexplicativo para sinônimo de badalação.
Para terminar, também tem-se o campeonato italiano. Na bota, temos os jogos começando no dia 27 de agosto.

Temos, antes da ligas nacionais, as supercopas – a da Inglaterra é domingo, e da da Itália é no sábado.

Não podemos esquecer também da Ligue 1 – liga francesa que começa no sábado – e da Liga Sagres, que se inicia no dia 14 deste mês.

Lembro ainda que temos a Champions League. Por isso, volto uma outra hora para falar da maior competição interclubes do mundo.

Por: Felipe Saturnino

29/05/2011

Simplesmente, Barcelona

O Barcelona não é um clube de futebol. É uma escola do esporte bretão, que une filosofia de jogo à execução mais categórica e elegante que já tenhamos visto deste mesmo esporte. Unir finesse, exuberância, elegância e alguns outros atributos que posso citar é algo que o faz ser o que de fato hoje é: o melhor time do mundo. Talvez, da história.

Messi é um dos maestros. Mas de fato, quando pega na bola, é o que quer ditar o ritmo por si só. Xavi e Iniesta são os outros dois que comandam o meio-de-campo com mais maestria ainda. Mas eles são jogadores de menor ” arrogância”. Geralmente, não fazem isso. E verdade seja dita, a arrogância no termo aqui colocado não é em um mau sentido. É no dos melhores da palavra.

Porque para definir Messi, não tem muita coisa. Não tenham medo se ele vir a ganhar mais uma Champions League no ano que virá. Não temam se por acaso, marcar mais 50 gols na temporada 2011/2012. Messi é craque, é gênio. Ou melhor, parece entrar nesse estágio.

O United me decepcionou. Começou o jogo de uma boa forma: marcando forte e consistentemente o Barça no seu campo de defesa. Pouco resultou. Em 5 minutos, se deu ao Barça o direito de tocar a bola de cá pra lá, virar daqui pra acolá. O United tomou um baile. E foi de uma forma bem pior. A equipe deu muito espaço ao time de Pep Guardiola. Xavi, Iniesta e Messi atuaram como sempre. Dessa vez, porém, tinham mais espaço na confusa marcação dos Devils, que hoje não assustaram em nada o Barça. Acho que Ferguson deveria ter começado com Fletcher. Pois, não o fez. Teve a audácia de não colocá-lo, mostrando confiança. O Barça fez o primeiro, e o United empatou. O Barça manteve o nível enquanto o United nem almejou um lampejo de perigo de gol. Um dos times mais frios da Europa hoje conseguiu se complicar no jeito de marcar. E o United é bom, aliás, muito bom time. Somente atuava contra um dos melhores esquadrões da história. O maior time que eu já vi jogar em toda minha vida.

Alguns jogadores do United puderam somente ver o ao Barcelona. Park e Valencia foram dois deles. Dois que não viram a bola hoje, lá em Wembley. Dois dos muitos do United que não conseguiram deter o Barça. Aliás, um time que dificilmente pode ser batido.

Mas, é claro que o United merece ser vice. Cito novamente aqui: é muito bom time. Porém, o Barcelona foi simplesmente, o Barcelona.

Um pouco do jogo: O United começou bem, mas não pôde para o esquadrão de Guardiola. Depois de começar em pressão, o Barça se propôs a jogar em seu tradicional estilo de jogo. Deu certo. Pedro fez o primeiro em Wembley, após um passe magnífico de Xavi Hernández. E cabia mais ao Barcelona, que jogava com espaços e muitas brechas no Manchester Unnited displicente na marcação. Confusão entre Park e Giggs, que se alternavam na esquerda, era um dos pontos que o Barcelona jogava ao seu favor no jogo. Até que Rooney foi lá e deixou sua marca de tento. Depois de boa jogada entre ele e Giggs, que estava impedido, o inglês chutou e marcou. 1 a 1. Nada que impedisse o gol de Messi na segunda etapa. Bonito. Lindo foi o de Villa, que tirou a bola do alcance do seu adversário à frente e ainda tirara de Van Der Sar. Brilhante.

Messi incorpora o sentido do Barcelona. É mais que um time, é mais que um craque.

Por: Felipe Saturnino

27/05/2011

A divindade do futebol arte e o pragmatismo do futebol circunstancial: Barcelona e Manchester são opostos na final de amanhã

Era 14 de setembro do ano que passou. O Manchester United, com um time de pouco brilho e sem grandes estrelas, fez uma estreia medíocre diante de um Rangers que nada amedronta os figurões europeus há tempos, no jogo de abertura da primeira rodada da fase de grupos da Liga do Campeões da Europa. O 0 a 0 digno de time médio jogando em casa contra o Rangers não deveria deixar os torcedores dos “Devils” tão pessimistas, mas poderia deixá-los de cabisbaixo, com o realismo diante das perspectivas que o time de Ferguson apresentava. Também no mesmo dia, o Barcelona, mais favorito do que nunca para levantar a taça da maior competição do mundo, estreara e vencera o Panathinaikos em apresentação que não deixou dúvida alguma sobre a equipe de Guardiola. Mesmo estando atrás do Real Madrid na Liga espanhola, o Barcelona ainda tinha de fato, o futebol mais divino do mundo.

Aconteceu que o Manchester evoluiu. Ou melhor, o Manchester evoluiu para um patamar de regularidade, para não falhar mais em jogo algum. O time se encaixou para atingir o ápice da meia temporada, na partida diante do Blackburn, que a equipe de Manchester levou por 7 a 1. Depois desse jogo, o time entrou na liderança do campeonato britânico, e de lá não saiu nunca mais. Bastou ao Chelsea chegar bem para disputar novamente o título da Premier League. Aconteceu de o United elevar o seu jogo ao máximo e derrotar o Chelsea por 2 a 1. A equipe de Ferguson começou a temporada de forma questionável. Mas, a equipe se acertou para ser campeã do inglês e disputar a final da Champions League. Seu jogo é circunstancial. Se precisa da bola, faz de tudo para tê-la. Se joga com um time de maior apego para com a mesma, deixa a equipe adversária ficar com ela e sai rápido para armar seus contragolpes. Se joga com um time de mais valores individuais, aumenta o nível do jogo para se tornar no conjunto que sabe jogar um futebol de primeira. Marca bem, tem seus jogadores notáveis e atua com frieza quando precisa.
O Barcelona tem estilo eterno. Precisa da bola, joga com ela, toca com ela, corre com ela, cruza com ela, dribla com ela, corta com ela. O jogo mais bem jogado é o da equipe catalã. O esporte bretão talvez jamais tenha visto algo como um time desse. Praticar o futebol com tanta maestria, sutileza e elegância só o Barça é capaz de praticar. O único time que conseguiu atacá-lo, jogando de igual pra igual por certo tempo foi o Madrid, utilizando a tática de ocupação de espaços e marcação avançada aos meias do Barça. Foi o único time que conseguiu atacar e inibir um pouco o que é o futebol barcelonista. Serviu para a Copa do Rei. Para a Champions League, não. A fórmula tática ruiu ao que Messi pegou na bola. E pegou duas vezes. E fez dois gols.

Ao que de um lado pode se ver o melhor futebol da história do esporte, talvez o Manchester United mesmo vencendo o Barça, esteja sempre marcado por atuar no tempo de um dos maiores esquadrões que já tivemos a chance de ver jogar. Mas, o que ressaltaria mais a história brilhante que o time de Ferguson já possui seria de fato vencer o Barcelona do toque de bola e movimentação, numa final de Champions League, atuando com um jogo de pragmatismo e de sem tanto renome que o de origem catalã. Ao Barcelona, seria a consolidação da temporada de futebol mais vistoso que já se viu. Talvez tenha sido. Messi, Iniesta, Xavi, Villa, Pedro, Daniel Alves são alguns dos nomes que compõem a melhor equipe do mundo.

O pragmatismo vs. o futebol arte. O jogo de amanhã será o jogo de muitos anos, que vai ser lembrado com a manchete de “O Manchester que conseguiu vencer o time de Messi” ou a de “O time de Messi que ditou as regras em Wembley“.

Amanhã é dia de final de Liga dos Campeões. Não perca, de jeito algum.

Guardiola comanda o time que pratica o futebol mais vistoso e lindo no mundo

Ferguson é dono do time que aplica o futebol mais pragmático e inteligente da Europa

Por: Felipe Saturnino

04/05/2011

Empate entre Barcelona e Real fecha série histórica Barça-Madrid

Acabou a diversão dos meses de abril e de meados finos de maio. Os confrontos entre catalães e madridistas se fecharam na partida desta terça-feira, em Camp Nou. O empate em 1 a 1 mostrou o que foi o confronto geral, equilibradíssimo. Com uma vitória para cada lado, e dois empates, acabou a série Barça-Madrid.

No balanço geral, ficou em igualdade. 1 a 1 em vitórias.
Porém, o Real Madrid venceu a Copa do Rei enquanto o Barcelona conquistou a tão desejada por clubes europeus, vaga na final da UEFA Champions League. Isso que faz a série ser triunfal aos barcelonistas fanáticos. Além de tudo, a equipe mostrou que não abandona seu estilo clássico derivado das raízes mais fundas da filosofia da equipe de Barcelona.
Para o Real Madrid, se a série não terminou em otimismo, pelo menos mostrou que a equipe é capaz de vencer. Nem que seja com uma atuação que exija o máximo da disciplina tática de seus jogadores. Desde os mais ofensivos até os menos. De Cristiano Ronaldo à Pepe. Falando em Pepe, fosse o mesmo não tivesse feito a falta escandalosa em Daniel Alves, talvez a história do jogo tivesse sido diferente. A expulsão do luso-brasileiro simplesmente demoliu o esquema tático de Mourinho. E aliás, para aqueles que acham que é covardia, simplesmente é uma das maneiras que mais funcionou contra o melhor time do mundo. Foi ótimo por dois jogos, no terceiro, Pepe foi embora e Messi, brilhante, fez o que fez. Merecido. Ah, e tem outra coisa. Talvez o jogo mais solto da série entre as duas equipes tenha sido este último, na volta no Camp Nou. Pena que só foi no último. Mesmo assim, dou minha nota de melhor jogo da série, aglobando atuação de ambas as equipes como o jogo da final da Copa do Rei. E claro, na ida, tivemos a melhor atuação de um jogador na série: Messi. O jogo que menos gostei, entre outras coisas, estão abaixo:

O JOGO: Final da Copa do Rei, 20/04/11 — o jogo pode ter sido a melhor partida do Real Madrid, mas foi o melhor jogo da série. Entenda que o mas implicíto na sentença anterior está relacionado diretamente com o fato de o time madridista praticar o futebol de marcação forte e ocupação de espaços. O Barça joga com a bola. E dou a minha nota, pois o jogo mesmo não tendo a melhor atuação de um jogador somente, teve o melhor conjunto, com ambos atacando e também sabendo se defender.

O JOGADOR: Ida das oitavas-de-final da Champions League — o tal de Messi fez uma das atuações mais primorosas. Não se compara a que fez contra o Arsenal. Aquela foi de jogador de Playstation. Mas esta, para a série, e o que representa a rivalidade, foi uma das melhores de sua carreira. O primeiro tento de simplesmente posicionamento e antecipação de Messi se misturam com o segundo gol de habilidade que o argentino de Rosário possui em seu sangue. Fato, dado e constatado. Craque genial.

O JOGO QUE MENOS GOSTEI: Campeonato Espanhol, 32ª rodada — o jogo menos empolgante da série. Outro fato dado e constatado. O jogo, que servia de certa forma, como uma experiência para Mourinho, foi o menos badalado da série ao meu ver e deu outros muitos. Porém, os gols marcados foram feitos por jogadores muito badalados: os antagônicos Messi e Cristiano Ronaldo, ambos com penais.

Guardiola ou Mourinho: Nessa eleição, que já teve post, fiquei com Mourinho. Porém, Guardiola que só parece renovar a chama do vencer para os catalães e fez algumas mudanças táticas na equipe tem de estar no mesmo nível que o português. Com tudo isso, Mourinho perdeu um pouco de seu prestígio. Nada que o faça perder o que entende do futebol, e o que o faz, para mim, pelo menos hoje, o melhor. Guardiola, mesmo assim, vence o confronto da série mostrando que fala o necessário e, se preciso, dá suas cutucadas. Mourinho tem que aprender alguns modos.

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Por: Felipe Saturnino

03/05/2011

Impossível é Deus pecar

Se hoje é impossível o Madrid virar pra cima do Barça? Não. É difícil. Aliás, muito difícil. Fazer um gol no Camp Nou não é tarefa para qualquer um. Dois gols, é ainda mais difícil. A única equipe que obteve a proeza de marcar dois gols no Barça no Camp Nou foi o todo poderoso Hércules. Depois desse time, ninguém mais conseguiu. NINGUÉM. Nem o Arsenal, que venceu por 2 a 1 e perdeu de 3 a 1 na volta. Nem tampouco o Madrid, que perdeu de 5 a 0 na ida do campeonato espanhol.

E mesmo perdendo o primeiro jogo da série da Champions League em casa, para o Madrid, não é impossível. É muito difícil. Pois Real Madrid tem jogadores fora de série. O melhor elenco do mundo. Apenas não tem o melhor time. Este título pertence ao rival catalão.

Acima de tudo, que hoje tenhamos o melhor jogo da série. Que Real Madrid enfim, jogue ofensivamente, sem desmerecer a estratégia que funcionou por dois jogos. Que C. Ronaldo e Messi pratiquem futebol e, acima de tudo, tenhamos um jogo jogado e não com encenações aos juízes e lances que desmerecem o significado do clássico.
Que o jogo seja o melhor possível e, se impossível não é, tenhamos um pouco de emoção.

Porque impossível é Deus pecar.

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Por: Felipe Saturnino

28/04/2011

Mourinho é covarde? Pepe foi expulso justamente? Guardiola é o melhor técnico que há? As perguntas e respostas

Depois de uma quarta-feira movimentada, chego hoje com uma outra proposta de texto. As perguntas que mais tenho ouvido no decorrer de meu dia. E as perguntas que também faço às pessoas que convivo com, e aquelas que também se interam nas informações e sei que me daram respostas consistentes e coerentes.

Pois é. Vamos ver se estão de acordo como será o post de hoje:

1 – O aspecto fundamental de um indivíduo que escreve artigos é demonstrar claramente a sua opinião. Deixo aqui, então, minha opinião sobre as perguntas.

2 – Outro aspecto é o de aceitar as discordâncias, obviamente, tendo uma base argumentativa. Por isso, caro querido leitor, não tenha medo de deixar o que você acha do que estou, aqui e agora, escrevendo.

3 – Ressaltando o ponto, comente. O espaço é seu, como todas às vezes, é. Se tiver pergunta, questione. Se quer responder, responda.

Vamos ao que interessa.

Mourinho é covarde?

Para mim, mentira. Se todos se referem aos jogos da série Barça-Madrid, ou ainda fazem menção ao confronto da volta das semi da Champions League do ano passado, estão errados. Na minha opinião.
A Inter, por exemplo, tinha uma vantagem a defender. E se defendeu, e muito bem. Porém, tinha proposta de jogo. Contra-ataque, puxado por Sneijder, ou até mesmo Eto’o. O que acontece é que não ficou efetiva a proposta interista. Concordo plenamente quando alguém diz que o Barça monopolizou as ações. Está certíssimo. Porém, a tática não foi sem proposta e nem houve anti-futebol, para mim.
No jogo da Copa do Rei, o Madrid achou a fórmula, que deu certo. Avançar as linhas de marcação, ocupando os espaços do campo em fim de dificultar o jogo de passe do Barcelona. A equipe se compactava quando o time catalão atacava, e teve como trunfo a formação do meio-de-campo, que avançava para marcar o tripé barcelonista. Todavia, no jogo de ontem, Pepe foi expulso e Messi perdeu seu “marcador natural” na partida. Com o espaço que Messi tinha, voltando para buscar jogo e a falta de ocupação de espaço que Pepe proporcionava com sua expulsão, era fácil adivinhar que uma hora o Barça faria o gol. Messi então começa a jogada do seu primeiro gol na aprtida, tocando para o Afellay. Começa de trás, voltando para buscar jogo, com um Real Madrid também muito confuso com sua marcação, que enfim, é por zona. E era uma zona, também. Messi desfilou com brilhantismo em campo.
Para terminar, Mourinho não é covarde. Ele é estratégico, se comporta de acordo com o time que tem, e há vezes que é teimoso. Contudo, não é retranqueiro. O Chelsea não era assim. A Inter não era absolutamente “defensivista”. Mourinho é tático, estratégico e seguiu a fórmula que havia funcionado anteriormente. Dessa vez, porém, não funcionou.

Pepe foi para fora justamente?

Para mim, foi. Praticou o jogo perigoso que poderia ter acabado de um jeito pior para Daniel. Eu teria expulsado. Enfim, Wolfgang Stark, na minha percepção, estava certo. Além do mais, não era para tanto.

Guardiola é o melhor que tem?

Essa é complicada. Eu ainda considero, nem que seja por um pouquinho, José Mourinho melhor que Pep. E não é como pessoas por aí falam. “Com o time do Barcelona, qualquer um como técnico ganha o que quiser”. Guardiola, porém, faz mais do que isso. Ele manda Pedro e Villa trocarem posicionamento quando um não está bem, escala o remendo do Barça de forma coerente com lógica. Usa os jogadores certos, e, além de tudo, conseguiu fazer a função de Messi se tronar mais abrangente. O argentino, agora, participa das jogadas desde o meio-de-campo até sua conclusão.
Voltando ao ponto, Mourinho, ao menos para mim, é um pouco mais técnico. Talvez sejam os mais diversos títulos que conquistou nas diferentes ligas que disputou e os times que montou. Porém, Guardiola parece que motiva o time que simplesmente não perde o brilhantismo. É o melhor técnico que tem, empatado com Mourinho. E se tem melhor, Mourinho está à frente por um pouquinho de nada. Pouquinho mesmo.

Leitor, comente. Deixe sua opinião geral na caixinha.

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Por: Felipe Saturnino

27/04/2011

Messi faz 52º tento na temporada, e mostra o distintivo do Barcelona

O jogo de hoje foi quase igual aquele do Campeonato Espanhol, que terminou em 1 a 1.

Pois é, foi quase. Só falo que foi quase pois os jogos se assemelhavam por exemplo, em seus respectivos enredos. O Real teve um expulso naquele como nesse jogo. Daquela vez, a equipe achou um pênalti. Desta, não achou não, não mesmo…

O Real Madrid utilizou aquela formação, naquele mesmo estilo. Um meio-de-campo com tripé de Xabi Alonso, Pepe e Lassana Diarra. O primeiro jogava, como característica, centralizado. Lassana Diarra era o volante que atuava pela direita e Pepe atuou na esquerda. Iam à frente Cristiano Ronaldo, – centralizado – Özil, que jogava pela direita e o argentino Di María, atuando no lado esquerdo.
Porém, o Real Madrid não suportou ao Barcelona. Talvez tenha errado pois os passes e os toques sutis que a equipe barcelonista trocava no meio-de-campo fossem imparáveis. Na verdade, não eram. Hoje, o Barcelona demonstrou que não tinha muito jeito de perder. A equipe de Pep Guardiola mudou seu jeito de jogar. Messi, o cara, apareceu pro jogo, pediu a bola, partiu pra cima, criou jogada, entre outras coisas.
O que o Messi representou no jogo foi o fundamental. Foi o que o Barça não teve na Copa do Rei, sem querer desmerecer o Real Madrid, que realmente foi melhor. Aliás, é difícil estabelecer um critério na análise: Messi não jogou o que pôde como hoje no dia da final da Copa do Rei e por isso o Madrid foi campeão? Messi foi apagado naquele jogo. Mas aceitar o jogo com demérito porque Messi não fez o que podia é errado. O Real Madrid jogou aquele jogo como ninguém tinha feito contra o Barcelona.
Dessa vez, foi diferente. Messi jogou muito. Não se pode desprezar o homem de 50 gols numa temporada, unicamente. O que Messi pode fazer transcende uma tática, uma estratégia de jogo. Ele pode romper barreiras, desmontar esquemas, quebrar recordes. É por isso que fez o que fez.

Claro que posso citar aqui também a expulsão de Pepe, não tão legal. Foi, ao menos para mim, justa. E devo afirmar que até a expulsão, o Real Madrid estava mais incorporado ao jogo. Mas, para que tanto? Pepe demoliu a tática de José Mourinho, que ainda é o melhor técnico que há. Porém, agora, vai ter que engolir o desgosto de perder do maior rival, do rival que mais provocou durante a semana.

E enquanto isso, Messi mostra o distintivo do Barça ao Bernabéu. Após jogada de Afellay pelo lado de Marcelo, saiu o gol. O brasileiro errou, deu espaço para o holandês cruzar e Messi penetrou na defesa madridista e, como o melhor, antecipou a zaga para depois, vencer Casillas. E o segundo foi uma pintura. Foi brilhante.

Messi mostrou sua categoria, seu finesse, elegância e sua habilidade ao Bernabéu mais uma vez. Em alguns momentos, o conjunto raro de essas características pode transformar um jogador em unanimidade mundial. O estágio de Messi, hoje, é esse.

*Para muitos que reiteram uma análise tática, o jogo foi quase igual ao primeiro da série. Só não foi porque Messi reinou. A tática madridista de fórmula antibarcelonista foi implantada, mas, dessa vez, não foi páreo para Messi em um dia como outros. Se Messi tivesse ficado como no jogo anterior da série, diríamos e elogiaríamos a estratégia do Madrid. Mas, como sempre, mas, aconteceu o que aconteceu. E o que eu acho é: se o Madrid fez na Copa do Rei, poderia muito bem ter feito hoje. A fórmula consegue até fazer Messi jogar mal. Hoje, porém, o mesmo voltou para buscar jogo, e nos fez pensar e dizer que, novamente, está em nível de estágio para o melhor do mundo.

Brilhantismo em pessoa - Lionel Andrés Messi é o gênio no Bernabéu

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Por: Felipe Saturnino

26/04/2011

Sir Alex Ferguson e a consistência: Manchester United e a sua sina

Sir Alex Ferguson é a imagem do Manchester, e o mesmo é a sua semelhança. Como se transformar em chefe máximo de uma entidade que abrange tantas diferentes visões como um clube? Ferguson lhe ensina.

Sir Alex Ferguson é o Manchester incorporado. O jeito de se comportar, o jeito de jogar, a maneira como dá de ombros se os outros não se encantam com seu futebol.

Hoje, a consistência do United ficou de lado. Na verdade, não ficou de lado. Somente foi incorporada por um futebol “mais convincente”. A equipe de Alex Ferguson é uma das de respeito. É aquela que você sabe que vai dar trabalho, nem que seja mínimo. É aquela que do “velhinho” que consegue, mesmo mascando um chiclete todo jogo, usando um óculos e desfilando elegantemente pelos estádios ao redor da Europa, formar todo ano um time de respeito. Com ou sem Cristiano. Com ou sem Tévez.

Tudo isso acima foi para dizer que o Manchester está na final da Champions League, mesmo sem a segunda semifinal ter sido jogada. A vitória digna de aplausos contra o Schalke 04 em Gelsenkirchen deixou mais do que clara a capacidade o Manchester United. Um time de Giggs, de Chicharito, de Park, de Carrick, de Vidic, de Ferdinand, de Rooney, de Van der Sar e de Sir Alex Ferguson exigem respeito. E muito.

O jogo de hoje foi um verdadeiro massacre. O Manchester só não goleou porque Manuel Neuer tem um dom para defender bolas. E pegou tudo. Aliás, ressalvo o nome do goleiro no jogo. Foi chave para o Schalke não tomar mais bola na rede.
A formação proposta por Ferguson, tendo Giggs como titular foi efetivamente ofensiva. O escocês não queria segurar jogo, ou conseguir um placarzinho qualquer na Veltins Arena, ele queria vencer. Vencer era o que importava. Ter ainda Rooney e Chicharito só consolidou a proposta. A vitória veio, e foi merecida. O Schalke não conseguiu ter a chance. Não teve jogadas, Jurado não atuou bem, Farfán também não e Raúl não teve chance. Passar pela defesa do time vermelho, ou ainda penetrar no território defendido por Carrick, Vidic e Ferdinand, é algo difícil, digno para times que podem fazer isso pois tem jogadores e criação para tal.

Agora, após um dois a zero merecido, com Rooney fazendo uma partidaça, assim como todo o resto do time do Manchester, com uma ressalva para Giggs, – que ainda joga barbaridades – Sir Alex Ferguson deve estar sorrindo até agora. O escocês deve estar jogando conversa fora e mostra que ainda tem tudo para ganhar uma Champions. E mais outras, se continuar a montar times bons com essa consistência. Essa é a sina do Manchester. Ferguson. Há 24 anos tem sido assim. Não estou criticando, estou elogiando. 24 anos no cargo não é para qualquer um. É para Sir Alex Ferguson.

Smile, Alex Ferguson!

Sir Alex Ferguson - rindo à toa

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Por: Felipe Saturnino

18/04/2011

Nadal diz, e concordo

Certo e pouco tempo atrás, disse em um de meus posts da série Barça-Madrid que é, pelo menos por hoje, o clássico de maior abrangência mundial, pois o jogo, além de ser elevado tecnicamente, também tem suas figuras fora do campo, que fazem a essência do confronto mais e mais influente e elegante.

E isso é verdade. O jogo não só repercute nos países europeus, mas uma análise profunda vem ocorrer por aqui também. E as mais e mais opiniões que se misturam pelo globo afora são de comuns. Não são de analistas que vêem, justificam taticamente e tecnicamente o que ocorre pelo campo; as opiniões são de pessoas que simplesmente apreciam o futebol e, sobretudo, gostam de ver um jogo bem jogado, como o de Real Madrid e Barcelona.
Acontece que, Rafael Nadal, atual número 1 do mundo de acordo com o ranking da ATP opinou pelo jogo Real x Barça, no Santiago Bernabéu, nesse sábado. O tenista afirmou que gostou do que viu e que a formação com Pepe, como um zagueiro-volante – ou volante-zagueiro, como quer que seja – foi a disposição tática mais eficiente. Pelo que vi do jogo, foi. Mesmo que tenha sido pouco – e na realidade, foi mesmo – vi como o Madrid se comportava.
Mourinho achou a fórmula, não agora, há um ano atrás, quando derrotara o Barça nas semi da Liga do Campeões. A Inter jogou de igual para igual com o time catalão. Venceu.
A fórmula é uma das mais simples de se pensar, e uma das mais difíceis de se executar: pressionar a saída de bola do time com a melhor transição de jogo. E isso não só se dá na defesa barcelonista, reduzir o tempo do meio-de-campo também. Para isso, Pepe estava ali.
O problema é marcar o Barcelona com consistência. Continuar com esse trabalho de marcação é difícil, mesmo que seja o Madrid.

Tendo dito tudo isso, Nadal tem razão. O Madrid não fez “o jogo”, mas Mourinho parece ter achado de novo um jeito de vencer o Barcelona. Parece.

Nadal - madridista de coração, preciso na sua fala como seu gancho canhoto no tênis moderno

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Por: Felipe Saturnino

14/04/2011

Una barbaridad

Una barbaridad, é assim que começo o post de hoje. O que dizer de quatro Barça-Madrid em pouco menos de 20 dias. Una barbaridad.

Enfim, já disse tudo sobre o clássico nos posts anteriores. O que ele representa, a tamanha influência que ele exerce na Espanha e na Catalunha, a repercussão que possui na imprensa mundial. Porém, quem é quem? Quem tem mais chance? Barça? Madrid?

Vamos às previsões:

Real Madrid x Barcelona – Campeonato Espanhol: Aqui talvez seja o jogo menos importante entre as duas equipes. Claro que não se pode jogar fora a partida, mas pouco interessa ao Madrid. Mesmo se vencer, o que é possível, a equipe ainda ficará 5 pontos atrás do Barcelona na corrida pelo campeonato nacional. Se dois pontos em um campeonato tão arrogante como esse já fazem diferença, 5 representa o total fracasso para o Madrid; ainda mais, o Barcelona não tem a tabela difícil. E mesmo que tivesse, não teria dificuldades para alcançar seu objetivo do tricampeonato. Palpito uma vitória do Barcelona.

Barcelona x Real Madrid – Copa do Rei: Aqui começa o perigo real para o Barça. Mourinho certamente colocará o seu Real real para esse jogo. A disputa é muito aberta, é apenas um jogo e o Real Madrid pode surpreender. Por isso, prevejo aqui que o Real vença a Copa do Rei, 1 a 0 magrinho, magrinho.

Real Madrid x Barcelona – Champions League (IDA): Esse é o primeiro confronto do agregado da maior competição do globo. Na Champions League a essência da vitória é diferente. No primeiro jogo, a disputa entre os dois melhores do mundo será na capital espanhola. Neste jogo, vejo mais um confronto em que o Barça terá que ter cuidado. Diria que, para a ida, o Real deve vencer, novamente, por placar magro.

Barcelona x Real Madrid – Champions League (VOLTA): Na volta, o Barça é favorito. Aqui vejo mais um método Mourinho. Se defender por 1h30 é a meta, não tomando gols, obviamente. Repetir o feito do ano passado, isso sim, seria histórico. Isso sim, marcaria os livros. Aqui mandaria uma vitória barcelonista e, dependendo do resultado da ida, o Real pode passar.

Serão jogos para serem eternamente lembrados. Tentarei assistir os quatro, mesmo que seja um pouco difícil.

A análise do jogo você vê aqui, no blog, em próximas postagens. No fim de semana, além de haver o primeiro clássico espanhol, os mata-matas do Paulistão serão definidos. Por isso, devo postar algo por aqui. Até lá, nos vemos, já que o que importa virá no sábado.

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Por: Felipe Saturnino