Archive for ‘Flamengo’

20/03/2012

Choque de realidade

De uma hora para outra, uma vontade – que não vou adjetivar de inesperada – bateu para escrever no blog. E vontade pode, até mesmo deve, ser substituída ou composta por dever no contexto utilizado, aqui. Mas sim, bateu aquele feeling que indicava mais claramente algo para mim aqui: escrever, como é de hábito.

É meu dever. E minha vontade.

Porém, com tantos assuntos espalhados pelas notícias da imprensa, em meio aos rebuliços das leis para a Copa-14 – relacionando até mesmo essas com aquelas do código florestal -, o ato de Messi ter se tornado o maior artilheiro do Barça, e logicamente, a marcante saída de Teixeira do cargo que ocupou por 23 anos, tive me que conter ao rever, semana passada, o ‘choque’. Aquela sensação pontual que pode, e deve, ocorrer com você, pelo menos por uma vez em sua passagem por aqui.
Aliás, por vezes, o choque é seguido por chances – clichezada por ‘todos merecem uma segunda chance’, por outras vezes, até mais.

Mas este caso – o de Adriano – sempre me interessou por mais de um motivo. Ou me enfuriou por mais de um motivo.

Pois Adriano sempre foi notável por seu talento, que foi lapidado, sua habilidade como avante de centro, que foi desenvolvida, e um caráter duplo, confiável e desconfiável. Claro que tudo isso envolveu uma série de outros fatores, mas o atacante nunca me cheirou ‘total confiança’. Pelo que fez, e o que ainda faz.

Mentalmente, Adriano nunca foi tão constante como seu ‘predecessor’ na nove, Ronaldo – não era de se esperar que fosse. Mas Adriano nunca mesmo foi o nove. Em 2006, foi um coadjuvante, vestindo a 7 de Jairzinho, no time protagonizado por ilustres coadjuvantes, que eram mais ‘stars’ do que aqueles de 70, e que eram, também, protagonistas em seus clubes – entre o próprio Ronaldo, Kaká, Ronaldinho, Robinho, Roberto Carlos, Cafu e outros mais. Não, ele não teve culpa na eliminação.

Mas, quatro anos depois, foi sua culpa ter enfraquecido o plantel de Dunga para o primeiro Mundial da África. Foi sua culpa ter se retirado da convocatória final, após a série de faltas a treinos no Flamengo e, como é de se notar em comum nas suas passagens por clubes, suas polêmicas presentes no cotidiano de lá.

A notícia – em meio a várias outras, culminando em presenças de destaque na imprensa nessa última semana – da rescisão de contrato por parte do Corinthians com relação ao Imperador – sem mais imperar em absolutamente nada, por ora, ao menos – era esperada. Pois o símbolo flamenguista na conquista de 2009 ainda continuava com sua indisciplina constante na vida de corintiano, ainda sim, fora de forma. E a cabeça em outro planeta.

Mas não neste aqui.

O habilidoso canhoto obteve a chance, em março do ano passado, para voltar a imperar em um time de ponta e, apesar de ter tido ‘azar’ – usarei um conceito possível, mas duvidoso, aqui -, também construiu o seu próprio. Construiu pois seu caráter, ainda que seja bom, tornava-se duvidoso – assim como o conceito de sorte-revés que construí acima. Ficou-me, porém, caracterizada uma outra questão nesse tempo de ‘mais uma transição’ na carreira do carioca: o que deve estar passando por sua cabeça?

Um que, mais do que pela primeira vez, o excelente, em seu tempo de interessado pelo jogo, atacante, sabe que esta será uma de suas últimas chances – quiçá a última – atuando por um time da grandeza do Flamengo. Dois que, ainda que tenha passado por isso mais do que apenas uma vez, Adriano deve ter o feeling do choque de realidade, desta vez mais forte do que as outras. O carioca sabe que as chances acabam, e que ele, apesar de já ter sido o Imperador, hoje já não pode comandar seu próprio destino como antes pudera, mas deve depender das súbitas expectativas de terceiros para seus desejos se concretizarem.

Este sentimento de ‘Mamãe, voltei para casa’ não pode ser encarado por ele como mais uma chance qualquer, não. E nem para se constatar seu mau costume dentro do esporte, que já se frustrou com as oportunidades concedidas ao avante e que não foram aproveitadas. Adriano apenas se agarrou com consistência em períodos. Mas foi pouco. O Brasileirão de 2009 é o contexto perfeito para a análise mais elaborada de seu extraordinário caso. Prévias antes da Copa, ele estava dando bobeira – a eliminação para a Universidad também pesou no seu desinteresse pela coisa, mas não deveria.

Desta vez, mais do que outra, a cabeça dele deve, e espero que assim esteja, ser mais minuciosa com suas decisões. O seu choque de realidade mor aí está. Resta apenas saber se essa mesma cabeça vai deixar ele trabalhar se a tão esperada chance no Flamengo, de fato, surgir.

Adriano - no sweat, no glory

Por: Felipe Saturnino

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31/07/2011

As causas para a derrota de um líder

O Corinthians sem dúvida ainda é o melhor time do campeonato no geral. Que não se questione, por isso ainda é líder.

Mas é de se ressaltar a virada que sofreu diante o Avaí, hoje, em SC.

Até pelo fato de o Corinthians não errar tanto e, talvez até mais importante, pelo fato de o Avaí ser um dos piores da competição.

Deu-se que o Corinthians enfrentasse uma equipe que lhe garantiria alguns pontos importantes na Ressacada. E é muito mais time.

Pois é. Quando o 4-2-3-1 de Tite enfrentou a espécie de 4-4-2 de Gallo – desdobrado em 4-3-1-2 ou algo do gênero – sabia-se que veríamos um confronto tático interessante. Até pelo fato de os corintianos levarem vantagem no meio-de-campo e, de outra forma, também serem mais incisivos e efetivos no ataque, com William aparecendo pelo lado direito. Ah, e tem de se falar que Danilo vinha fazendo uma partida muito boa.
O meia central corintiano atraía para si o volante avaiano, Marcos Paulo, o que fazia da equipe catarinense mais vulnerável, sem mais proteção. Pois bem se sabe que os zagueiros da equipe de Alexandre Gallo não são dos mais confiáveis.
O problema para Tite começou quando Danilo se retirou por lesão. Isto é, a principal arma técnica e tática no momento do jogo estava se retirando.
Quando Alex entrou em campo, esperava-se um nível de jogo semelhante ou melhor ao de Danilo. Errado.

O camisa 12 do Corinthians – sim, Alex é o 12 – entrou para confrontar Marcos Paulo, mas encontrou um Avaí diferente no campo de batalha. Com Diogo Orlando e Cléverson, a equipe de Gallo poderia chegar melhor ao ataque e, da mesma forma, ter mais ajuda no combate. E Alex atraiu Marcos Paulo para si. Porém, simplesmente ele fez um jogo horroroso e os meias mais defensivos do Avaí fizeram uma segunda etapa segura.

O erro maior do Avaí na etapa inicial foi atuar com um volante saindo no combate direto a Danilo, dando mais vulnerabilidade para a defesa, possibilitando infiltrações – vide subidas de Fábio Santos pela esquerda. Mas, Gallo reparou o erro e compôs seu meio-de-campo com maior responsabilidade. E isso se mesclou com o fato de Alex ter feito um jogo muito fraco.
Os volantes corintianos também pouco fizeram no ataque e também sofreram com o Avaí, nas investidas mais centralizadas de jogo – o Corinthians desarmou pouco para seu normal.

Com isso, o campeonato ganha mais vida. Um time que parecia imbatível, hoje, mostrou algumas deficiências. O Corinthians depende muito de seus volantes, e também de uma atuação razoável de seu meia central. Por isso Danilo é fundamental no esquema.
Pelo menos, temos um campeonato mais nivelado nesta 13ª rodada. O Corinthians é seguido de perto por Flamengo – que derrotou o Grêmio com ótima atuação de Ronaldinho – e São Paulo – que perdeu em casa para o Vasco, e não pôde se aproximar da equipe alvinegra.

Agora que entraremos em agosto, os corintianos compensarão um jogo chave diante o Santos, que perdeu do Atlético-PR nos minutos finais, em partida fraca de PH Ganso. Borges se destacou.

Agora, a briga pelo título se afunila entre corintianos, flamenguistas e são-paulinos, seguidos por palmeirenses e vascaínos. Os três primeiros se matarão até o fim. Os últimos dois vão segui-los de perto.

Por: Felipe Saturnino

06/06/2011

Dia de maestros: do craque Petkovic à menção honrosa ao maestro suíço com sua batuta

Petkovic é um craque, mesmo. De se recordar os seus melhores momentos. Hoje ele disse adeus ao Flamengo e ao futebol em um jogo que não correspondeu nem um pouco ao que é e sempre será a sua grandeza no que se refere ao futebol. Um jogo de uma equipe que parece se traçar por linhas borradas de incerteza (Corinthians) e outra que se desenha indefinidamente por traços que pouco representam (Flamengo).

E fato foi que as duas praticamente exerceram quase o mesmo esquema de jogo por certo tempo: o 4-2-3-1 da moda atual. O modelo de Tite, que não está disposto a mudar e persiste no esquema, foi o que melhor funcionou na tarde de domingo. Em um apático, o Corinthians largou melhor. E foi o time alvinegro que abriu o marcador com Willian, em boa jogada do lateral direito Weldinho sobre o frágil Egídio. O jogador do Flamengo deu as condições para o lateral corintiano passar bem com entendesse. Ele passou e deu a bola para Willian.
No Flamengo, o 4-2-3-1 não originava nada. Os dois volantes de uma linha inicial da faixa intermediária, Renato Abreu e Willians, não conseguiam dar uma saída de bola que fosse lá das melhores. Willians não o fez nunca, e Abreu poderia fazê-lo. O Flamengo simplesmente não se achava em campo. E Luxemburgo, até que enfim, reparou que o Flamengo precisa de um Ronaldinho pela esquerda, bem como quando triturou seus marcadores nos tempos de Barça. Mesmo assim, o Flamengo como um conjunto, não funcionou. E não foi por causa de Petkovic, que aliás jogou bem. Era o meia mais centralizado do 4-2-3-1 rubro-negro. Bottinelli apareceu bem em oportunidades pelo outro lado, o direito, mas pouco fez. O Flamengo pouco criou contra um Corinthians baseado em ocupação de espaços que simplesmente aniquilou a apática criação flamenguista. Mas Ronaldinho, em uma falta, conseguiu o que foi um alívio. Sofrera a falta que, Renato Abreu, que não fez um primeiro tempo dos melhores, cobrou e empatou o marcador. Aliás, foi um golaço. Aliás, o time do Flamengo não jogou bem, em completo. Mas, Renato tirou uma dessas cobranças do baú e empatou.

No segundo tempo, o Flamengo tentou se reinventar de qualquer jeito que fosse possível. Ou ao menos parecesse. Deu-se que Ronaldinho começou a atuar mais centralizado, com Negueba caindo pela direita e Bottinelli pela esquerda, com Wanderley avançado. Com Wanderley saindo para Diego Muarício entrar, o Flamengo tinha mais poder ofensivo mas não criava chance. Uma equipe confusa. Era isso. Ronaldinho sem posição fixa, alternando setores. Negueba, idem. Diego Maurício, avançado, fixo. Transição para o 4-4-2, vindo de um 4-2-3-1 original.
O Corinthians não conseguiu nada. Não teve competência para ainda ir à frente e criar mais uma chance. Willian foi o melhor da equipe de Tite. Após Liédson sair, Edenílson entrou. Depois, Sheik. Morais também. Nada que mudasse o andar da carroagem.

Ao jogo: Petkovic, homenageado com devida menção no texto, não só pelo que jogou, mas pelo que representou enquanto esteve em campo.

Maestro com a bola.


Menção honrosa: Ao outro maestro com sua batuta, o suíço Roger Federer. Bater Djokovic na semifinal não foi suficiente para destronar Nadal. Para mim, o que fica é o jogo entre Federer e o sérvio. O gênio suíço, apesar de não conquistar o 17º título de Grand Slam, fez o que ninguém havia feito por ora: bater o sérvio. Isso mostra, mais do que tudo, o gênio que verdadeiramente é. À Nadal também fica menção, por bater o suíço, com tanta genialidade quanto o mesmo. Mas, Federer é Federer.

Maestro com a raquete.

Por: Felipe Saturnino

23/05/2011

Primeiras impressões

Flamengo x Avaí: Luxemburgo não quis modificar muito o esquema flamenguista do jogo anterior. A equipe atuou em um 4-4-2 em que Ronaldinho tinha que buscar jogo para criar ao lado de Thiago Neves. Parece que valeu a pena. Mas vale ressaltar que o Avaí jogou com seus reservas. Porém, de fato, Ronaldinho jogou bem, dando seus lampejos de gênio. 4 a 0 foi merecidíssimo no final das contas, por, obviamente, a equipe apresentar um bom futebol. Contudo, calma. Foi a primeira rodada contra um time que nada privilegia por ora, o Brasileirão. Calma. É só uma impressão.

Grêmio x Corinthians: Foi um dos jogos que eu acompanhei e achei muito baixo tecnicamente para o nível de grandeza das equipes. Mas, o Corinthians foi mais time no 4-2-3-1 que Tite mostrou novamente. E o Grêmio não estava em um dia inspirado. Douglas errou muito, e as investidas em Lúcio pela esquerda foram um fracasso. Apesar de acuar o Corinthians nos primeiros momentos de jogo, a equipe alvinegra arrumou um jeito de estabilizar o jogo, apenas ficando com a bola. O resultado justo, pelo geral apresentado, seria um empate. Mas o oportunismo de um dos melhores centroavantes no Brasil hoje faz do Corinthians um time de uma chance. A vitória é um resultado ótimo, mas a carência na criação ainda pena no Corinthians. Porém, uma vitória é uma vitória. Ao Grêmio, resta repensar o que fazer. Num time com tremendo apoio de Mário Fernandes, Lúcio e ainda de Neuton – que depois foi pra zaga – a equipe não teve Douglas, o jogador de armação da equipe. Com os volantes sobrecarregados, o Corinthians achou o pênalti e foi melhor. Ponto. 2 a 1 para o alvinegro.

Fluminense x São Paulo: O Sampa foi investidor no jogo, e saiu rico. Diante dos problemas, Carpegiani armou a equipe com Souto na proteção de zaga, aparentemente, três zagueiros, contando com ele mesmo. Wellington anulou Conca e Casemiro teve liberdade no tripé tricolor paulista. No outro tricolor, destaque negativo à zaga lenta, que simplesmente não teve uma proteção, como ocorreu com o Sampa. Apostando em Lucas, o São Paulo venceu o jogo bem diante das adversidades. Nada que me faça repensar minha opinião sobre a equipe. Tem muita a acertar. Se acertar, vira uma das possíveis candidatas ao título. 2 a 0 no Rio com tentos de Dagoberto – que fez um dos melhores jogos com a camisa do São Paulo – e claro, de Lucas.

Ceará x Vasco – Neste jogo, a impressão se restringe ao que se deve dizer de Bernardo. Apesar de não ser o titular no meio-de-campo, é ótimo jogador. Fez dois gols na boa vitória vascaína que parece ter atuado em uma 4-4-2 desdobrado em 4-2-3-1, com participação de Bernardo no meio-de-campo. 3 a 1 fora de casa pode contar futuramente. Se Gomes não é ótimo técnico, alguns resultados interessantes podem estar aparecendo. Porém, é só uma impressão.

De resto, o Palmeiras venceu. Jogou no 4-2-3-1, a moda de agora. 1 a 0 com gol de Kléber. Ao Botafogo resta se preocupar.

O Santos empatou num chato 1 a 1. Pior para o Inter. Um ponto ganho contra os bons reservas do Santos. Olha a juventude aí!

O Atlético-MG venceu com autoridade o xará de Paraná. 3 a 0. Vou tentar me informar mais sobre a equipe de Dorival.

No duelo dos times da série B, o Bahia saiu derrotado. 2 a 1 em Minas contra o América.

O outro Atlético, de Goiás, venceu o Coritiba, em Curitiba, por 1 a 0. Gol de Marcão.

E na zebra da rodada, o Figueira derrotou o Cruzeiro. Estranho, não? E o Cruzeiro jogou no tradicional 4-4-2, com Monti e tudo. Ribeiro jogou ao lado de Wallyson no ataque. Cuca tem algumas coisas a ver na equipe. Perder contra um time teoricamente mais fraco expõe a questão do dia: não há parâmetro. Não há jeito de se ter ideia se um time está pronto ou não. É tudo prognóstico.

Enfim, começou o Brasileirão. Mais imprevisível do que nunca.

Por: Felipe Saturnino

20/05/2011

O Brasileirão 2011 em prognóstico

Amanhã começa a competição de maior importância nacional: o Campeonato Brasileiro. Sabendo de todo o regulamento, da regra de turno e returno, da regra da soma em todo jogo, brevemente vamos ver o campeonato de mais competição. Mais que todos os outros. Simplesmente pelo fato de a maioria estar realmente preocupada com o Brasileirão. De 20 clubes, temos 15 que não dividirão atenções entre outras competições. De fato, apenas Vasco, Avaí, Ceará, Coritiba – que jogam a Copa do Brasil – e Santos, que está na disputa pela Libertadores, não olham para o Brasileirão com prioridade. Porém, brevemente, dois times por obrigação, terão que olhar para o mesmo com cuidado e carinho. E esses dois serão os perdedores das semifinais da Copa do Brasil. Quem sabe lá o que também pode acontecer com o Santos, apesar de ser mais time na Libertadores.

Sem mais enrolação, fiz uma distribuição de times por faixas de acordo com o rendimento que espero que os mesmos podem ter. São projeções. Para tanto, tive que recorrer ao analista de futebol André Rocha, que me auxiliou brevemente para todos os times no Brasileirão. Aliás, para quem quiser acessar o seu blog, deixo aqui o endereço e recomendação: http://globoesporte.globo.com/platb/olhotatico/

Vamos ao que interessa.

Faixa 1 – Zona dos “mais times”

Cruzeiro, que jogou sem Montillo no triunfo contra o Atlético-MG, lidera o grupo. A equipe joga em um 4-4-2 que pode sofrer alterações pelas opções que alguns jogadores lhe dão. Gilberto, atuando como meia e lateral-esquerdo é uma delas; Roger também é um veterano que dá variação à equipe de Cuca. No ataque, Thiago Ribeiro tem feito boas atuações, sem falar mesmo de Montillo, meia citado no início do trecho. O Cruzeiro é bom time. Sem dúvida, figura na Zona 1, a mais “nobre”.

Internacional, o time de Falcão que vai arriscar no esquema da moda nas táticas de futebol: o 4-2-3-1. Após o desastre que aconteceu em poucos minutos contra o Peñarol no Beira-Rio, a equipe venceu o Gaúcho. Resta saber se manterá o esquema da moda e, além de tudo, conseguirá algo que não consegue há 31 anos: vencer o Brasileirão. O time é de respeito, com destaque a mais para Leandro Damião, que tem 21 gols na temporada e é o melhor marcador. No meio-de-campo, D’Ale vai comandando as ações. Kléber jogou como meia esquerda na partida de volta diante do Grêmio e seu apoio é um ponto positivo. Nei é outro que consegue apoiar, porém espaços deixados pelas suas costas são os problemas colorados. Nada que não possa ser resolvido.

Santos, de Neymar. Time pragmático que, se não encanta, dá lampejos de futebol arte. E isso se restringe a Neymar e, quando joga, Ganso. A marcação é o ponto forte hoje na equipe. Além, obviamente, de Neymar. O jogador que está cada vez mais completo joga algo que nunca havia jogado antes. É um time que se por acaso não sair vitorioso da Libertadores, vai jogar no Brasileirão o que tem. E está na Zona “nobre” porque também tem comandante que conhece a competição como poucos: Muricy é apenas teracampeão da competição.

Faixa 2 – Zona dos “que tendem a evoluir”

São Paulo, de Ceni, tem muita coisa pra resolver. O problema é que a coisa não se restringe ao campo, o problema transita pelos ares do clube. Dentro do campo, a equipe vem atuando em algo parecido como 3-4-1-2. Lucas voltou recentemente de lesão e é o destaque. Retomemos aos defeitos. Outro problema tem sido Alex Silva e suas más atuações. O jogador joga no nome e por ser um zagueiro de bom nível técnico, tem coisas a ser resolvidas. Outra coisa: espaço deixado pelas frequentes subidas de volantes e, também, finalização. Como dizemos: tem muito a aprender. Tende mais a errar do que acertar no início. Vaga na Libertadores por hoje.

Corinthians, de Tite. Se as atuações não trazem grandes lembranças aos corintianos, o futuro poderá trazer. Alex é a contratação diferencial. O problema é a janela que permite a entrada do mesmo apenas na décima quarta rodada. A equipe que desde o começo do ano vem atuando no 4-2-3-1, pode migrar futuramente para um 4-4-2, se Alex, JH, Willian e Liédson jogarem juntos. Outro que vai brigar pela Libertadores e tem algumas deficiências. A pobre armação é uma delas. Outra é o apoio de laterais. Talvez mais proximidade entre laterais e meias tragam capacidade de jogadas mais criativas do Corinthians. Esperemos para ver.

Fluminense, de Conca. A base é a mesma e o esquema parece se desenhar em um 4-4-2. A equipe não entra no primeiro grupo por apresentar atuações decepcionantes. A mais recente delas, a vantagem estampada do Fluminense no duelo diante do Libertad terminou em eliminação por 3 a 0 no Paraguai. É time para evoluir também. Conca é o fator diferencial da equipe. Time de respeito, pelo menos por hoje. Abel Braga também é treinador de respeito que pode levar o time a um futuro bicampeonato. Para mim, a equipe começa de olho na Liberta. Outros pontos com ressalvas: Fred, atacante que pode estar na Seleção Brasileira, é um jogador que tem ido bem; laterais: apoiam com qualidade até a linha de fundo. É bom time.

Flamengo, de Ronaldinho Gaúcho. O craque já não habita seus melhores tempos. Ele não tem feito boas apresentações, apesar de elogios ao mesmo na partida de volta contra o Ceará, na Copa do Brasil, pelas quartas. O time que tem Gaúcho é de Neves. Gols decisivos o deram o aval de fator decisivo da equipe comandada por Luxemburgo. O padrão da equipe é no tradicional 4-4-2. O meio-de-campo parece, no papel, ser um de boa qualidade. Bottinelli, Willians, Renato e Thiago Neves. Ronaldinho ao lado de Wanderley ou até mesmo de Negueba. O time peca na marcação, rende espaços aos adversários por ter na lateral-direita um jogador de grande apoio: Léo Moura. Nisso está implícito um dos defeitos da equipe. Outra que, resolvendo problemas e defeitos, pode evoluir e chegar na tão sonhada Libertadores.

Grêmio, de Victor. Um time que parece ser forte. Parece. Ao meu ver, falta um atacante de maior qualificação à equipe de Renato Gaúcho. Douglas é o destaque, por ser o meia articulador que consegue armar as jogadas que seu time precisa. A equipe joga com Lúcio como meia pela esquerda, dando apoio as jogadas de meio de Douglas. Fábio Rochemback e Adilson compõem o meio-de-campo do time num 4-4-2. A contenção, o apoio e a capacidade de armação exaltam o Grêmio. Talvez haja falta mesmo de um atacante. Leandro é revelação. Na meta, Victor. Uma defesa com Mário Fernandes, Vilson e Rodolfo. Gilson é o lateral-esquerdo, dando suporte para as frequentes idas para frente de Lúcio. Um time que parece ser forte pode se confundir com mistos de inconsistência. Vou observar no domingo. Esperemos até lá.

Palmeiras, de Marcos e Felipão. A consistência do começo do ano em alguns jogos à derrota humilhante vinda de um Coritiba que deve ter algo mais. A equipe jogou a volta diante do Coritiba em um 4-4-2, com Chico, Márcio Araújo, Assunção e Lincoln no meio-de-campo; no ataque Kléber e Wellington Paulista completam a esquadra alviverde. E é em Kléber, acima de tudo, que está a esperança alviverde sobre gols. Wellington também é opção. Valdívia, lesionado, fará falta na faixa intermediária de campo enquanto estiver presente a sua ausência. A equipe de Felipão pode passar de um 4-4-2 para um 4-3-1-2 naturalmente, pelo posicionamento de seus volantes em faixas mais anteriores do campo. As carências se restringem à articulação de jogo e marcação. Há também falta de apoio dos laterais, que é quase nulo. Opção pela lateral-direita seria uma bela dica à Felipão, pela carência de um. João Vitor atuou na última partida, mas acho que não tem ido muito bem não. Perdeu pênalti e foi isso. Outra equipe que baba pela Libertadores da América. Tem deficiências a serem postas na mesa e serem acertadas também.

Vasco, de Ricardo Gomes. Poderia colocar o time das Colinas numa faixa em lugar separado que quaisquer outros times, por ser a incógnita para mim. A equipe evoluiu com Gomes, jogou o último jogo com Diego Souza fazendo boa apresentação, Éder Luís e Alecsandro atuantes na área de ataque. É, de fato, um time a ficar de olho para o decorrer do campeonato. No entanto, por ora, a equipe disputa a Copa do Brasil. Tem jogado com um padrão de 4-3-1-2. Destaco Bernardo. Jovem que começou no Cruzeiro é talentoso. Porém, o destaque aqui iria a Diego Souza. E o Vasco pode figurar nos candidatos à Libertadores, mas, de fato, é uma incógnita. Talvez a postura da equipe tenha que ser revista em alguns pontos. Espaços tem de ser reavaliados dentro do campo, em relação a marcação e cobertura de espaços. Tem um time que pode evoluir, até mais do que já evoluiu.

Faixa 3 – Zona intermediária

Botafogo, que não é mais de Joel. Outro time que está em incógnita. E minha dúvida pertinente: a saída de Joel foi boa? Enfim, o padrão da equipe parece ser um ortodoxo 4-4-2. Faltam opções de qualidade para o meio-de-campo, para que a bola chegue bem para Loco Abreu, Caio ou Herrera. Arévalo é o volante de contenção em um meio-de-campo que ainda conta com Marcelo Mattos. E neste tradicional 4-4-2 será que o Fogão consegue alguma coisa? Pelas opções atuais no elenco, acho que não. Time para brigar pela Copa Sul-Americana. De olho no rebaixamento.

Atlético-PR, de Paulo Baier. Com um tripé de respeito no meio-de-campo, Baier, Kléberson e Cléber Santana compõem a equipe dirigida por Adilson Batista. Ainda no setor intermediário, pelo esquema de 4-4-2, a equipe deve ter ainda mais um volante para fechar seu time. No ataque, Guerrón e Adaílton deverão editar a dupla do Furacão. Para mim, é um time que ainda vai se acertar e pode vir a briga pela Copa Sul-Americana. E a Libertadores? Em um campeonato como esse, os times que se acertarem mais rapidamente sairão vencedores na disputa de 20 clubes por 4 vagas na Libertadores. E o Atlético-PR não faz parte da minha lista.

Coritiba, de Marcelo Oliveira. Talvez o melhor time dessa zona. A equipe vem bem e clama pelo trunfo na Copa do Brasil dando a vaga na Liberta. Difícil? Na Copa do Brasil, não. No campeonato, será mais difícil. A equipe que carrega a moda do 4-2-3-1 está aí para ir ao maior torneio de clubes da América do Sul. E é um time bom. Vencer por 6 o Palmeiras não é algo para qualquer um. Mas, creio eu que, o gás acaba no Brasileiro. A falta de elenco talvez seja a principal causa de minha discórdia. Por isso, a equipe terá que se dedicar à Copa do Brasil, título nem tão distante assim. Aliás, mais perto do que se imagina.

Atlético-MG, de Dorival. Time que tem opção e é outro que transita de 4-4-2 para 4-2-3-1 durante jogos. O elenco parece ser bom e Kalil tem grana para trazer quem for. No entanto, não espero tanto quanto uma Copa Sul-Americana para a equipe. Rebaixada? Não. Vai brigar pra cima. Não tão para cima assim, mas sem tantas chances de ser rebaixado. Libertadores? Um passo bem longe. Para mim, a Sul-Americana bastará para um time com opção, mas sem time concreto.

Avaí, de Paulo Silas. Organização é o sobrenome. Eficiência é a assinatura. Em um pragmático esquema de três zagueiros, com liberdade para seu ala esquerdo, Julinho, o Avaí pode almejar coisas maiores do que antes almejava-se. Copa Sul-Americana é algo a ser prezado. Vaga direta na Liberta é algo mais hipotético. Porém, possível. Obteve bom resultado na ida contra o Vasco pela Copa do Brasil e joga forte e intensamente em casa. É um dos times mais frios que existem hoje no Brasil. Consciente do que faz, responsável, encaixotou o Sampa em seu esquema de 3-5-2. Destaque para o arqueiro Renan e claro, para Silas.

Faixa 4 – Zona dos “da degola”

Para mim, Ceará, Figueirense, Bahia, América-MG e Atlético-GO brigarão por seus futuros na Série A. Caso nenhum “figurão” se dê ao luxo de se perder no campeonato, quatro desses serão rebaixado e somente um ficará. E se fosse apostar em um, apostaria no Ceará. Parece ser um time forte quando atua em casa. Ainda não vi nenhum desses jogar e por isso, aqui acaba a análise geral do post.

Ainda ressalvo: as impressões tomadas para as projeções são referidas no processo atual de cada equipe. Não quero prever o futuro. Só uso lógica aqui.
Por tudo isso, amanhã começará o BR11. Depois da primeira rodada, as primeiras impressões.

Por: Felipe Saturnino

02/05/2011

Parâmetro?

Flamengo, sem brilho, mereceu. É suficiente para o Brasileirão? Questão de parâmetro.

Para alguns, isso nem se discute. Para alguns, os fatos que ocorrem no momento não se ligam. Por isso, todos dizem que não há parâmetro de medição entre congruência para estadual e campeonato brasileiro.

Fato mesmo, é que, em lógica, não há.
Em princípio, digamos que um time não se acerte ao decorrer de um estadual. O mesmo pode, muito bem, vencer o nacional. Foi o que aconteceu com o São Paulo em 2006, 2007 e 2008. No Paulistão dos respectivos anos, em 2006 foi vice-campeão, em 2007 foi eliminado pelo São Caetano, em jogo histórico para o time do ABC, com vitória no Morumbi. No ano seguinte, falhou no jogo contra o Palmeiras na volta, após vitória 2 a 1 em casa, e derrota por 2 a 0 no Palestra Itália, no fatídico dia da confusão generalizada dos vestiários da equipe tricolor.

Pois é, vemos que não há parâmetro. O São Paulo, desde 2005, não ganha um campeonato paulista. Porém, em 5 anos, conquistou 3 brasileirões.
Isso tudo que aqui é dito pode ser imposto ao Flamengo, que conquistou seu 32º estadual, o quinto sem sofrer alguma derrota. No período da década que já se foi, o Flamengo conquistou 5 vezes o estadual – 2001, 2004, 2007, 2008, 2009 – e no Brasileirão, nos anos de 2001, ficou em 24º, num campeonato de 28 clubes; em 2004, foi 17º, já nos pontos corridos; no ano de 2007, conseguiu uma das melhores posições, com o terceiro; em 2008, 5º, e só em 2009 que ocorreu “O título da década” para o Flamengo, com a conquista do Brasileirão. Nos anos anteriores a esse, exceção feita ao de 2007, a equipe ficou em segundo plano, com times de outros Estados ganhando forma no campeonato nacional. Talvez o apreço imenso do carioca ao seu estadual seja algo que não estamos aptos a ver. Quando digo isso, me refiro ao paulista. Não digo para todos, mas para alguns que conheço e desprezam o estadual.
Não é parâmetro. O time pode florescer no meio de uma temporada, após péssimo estadual e mesmo assim, tentar algo no Brasileirão. Por muitas vezes, conseguiu. No ano que passou, o Fluminense não chegou a uma final de Carioca, sendo eliminado na Guanabara e na Taça Rio por Vasco e Botafogo, respectivamente. Foi campeão brasileiro.

Nada disso importa, porém, se você venceu. O recado é para o Flamengo, que fez, talvez, a melhor apresentação do ano contra o Horizonte de Ceará.

Pouco interessa se você venceu seu maior rival, como Santos e Corinthians.
Palmeiras e São Paulo, após ótima primeira fase, caíram com detalhes, que jogaram para o ralo os primeiros 19 jogos do Paulistão.

O jogo que posso dizer que foi emocionante, Palmeiras e Corinthians, foi travadíssimo. Expulsão palmeirense logo na primeira etapa, após entrada faltosa de Danilo, me deixa na dúvida da interpretação do juiz. O palmeirense, ao primeiro momento, me pareceu o único a entrar violentamente, mesmo que tenha tocado na bola. Isso pouco importa, já que você faz ato faltoso. A questão foi se Liédson, também não fez falta. Ainda pensante, a expulsão foi válida. A questão é se Liédson não deveria ter sido mandado para fora.
No jogo em si, Valdívia foi brincar e se lesionou. O Palmeiras, com um a menos, foi melhor que a equipe corintiana. A equipe de Scolari conseguiu se acertar no jogo com a linha de 4 jogadores e somente Kléber a frente. O Corinthians, na base da pressão, chegava, sem poder de finalização. Após o gol de Leandro Amaro, a equipe de Tite resolveu ir para cima, com Willian, Liédson e JH. Este último cruzou no escanteio para o primeiro citado fazer o tento. 1 a 1.
A vitória corintiano nos pênaltis, foi merecida, pois a equipe foi melhor na disputa de penais. No jogo duro e puro, exalto o Palmeiras que jogou bem para um time com dez.
A respeito de Felipão, o argumento usado pelo árbitro é válido também. Ele expulsou somente porque o técnico do time alviverde fez um gesto com significado de roubo. Se não fosse isso, tivera Felipão ficado no banco. Mesmo se fosse isso, estivera eu apitando o confronto, expulsaria os dois. Ambos se agrediram verbalmente, mesmo com Felipão voltando às antigas e mostando seu velho lado, Tite também deu as suas.

Felipão reclamou, xingou, gritou, e foi embora. Depois, viu seu time ficar em vantagem com um a menos, e tomar gol de Willian. Nos penais, o Corinthians foi melhor

Agora, Santos e Corinthians disputam a final. E deu chance pro Corinthians, é difícil parar. Mesmo pensando que jogando dessa forma com a displicência, sem a criatividade e sem o poder de fogo apurado o campeão se resultará em Santos pela questão Ganso-Neymar-Elano, o Corinthians pode muito bem se acertar e “surpreender” na final. Esperemos até lá.

Ao Sampa, que seus torcedores não se aborreçam. A equipe tem time e bom jogo a evoluir para o ano inteiro. Que não seja uma simples eliminação a causa da demissão de Carpegiani. E que ele também se comporte melhor e fique menos ansioso quando as decisões da temporada estejam à flor da pele. E quarta tem confronto diante do Avaí, no Morumbi. Também esperemos até lá.

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Por: Felipe Saturnino

25/02/2011

A receita: como rachar o Clube dos 13

Tal como uma receita muito mal preparada, o Clube dos 13 se partiu. Não, ele não estava crocante, estava estragado. Se despedaçou, comprovando mais ainda a richa existente entre dirigentes e líderes de entidades de extrema importância no nosso futebol nacional.

O que ocorreu foi entre Corinthians, Flamengo e outros grandes clubes cariocas. Esses clubes deram ‘bye, bye’ ao C13.
A lógica da coisa se refere aos direitos de transmissão de jogos, e de propostas de transmissão dos mesmos. Só que, pelo raciocínio, a proposta que mais enche os olhos é a que atribui mais dinheiro ao comprador. Pois aqui está a chave da coisa: o descaso em relação aos cuidados de transmitir os jogos dos respectivos clubes também é levado em conta. E ainda outros consecutivos fatores dentre eles como racha de dirigentes, Taça das Bolinhas entre outros foram se acumulando e realmente racharam o C13.

O que preocupa é que agora, o Campeonato Brasileiro ganhava um formato. E cada vez mais adquiria mais valor e mais importância, a cada vez que era disputado. Mas, agora podemos ter uma desagregação o que pode gerar uma espécie de outra Liga.

Ainda mais, com a CBF reconhecendo o Flamengo como campeão de 1987, o ambiente tende a ficar mais tenso do que já está, com crise declarada entre São Paulo – atual detentor da tal Taça das Bolinhas – e o Flamengo, que já se separou de Fábio Koff.

Não se pode esquecer do embate entre Ricardo Teixeira e Fábio Koff, que deu declarações muito interessantes à Folha de São Paulo no dia de hoje:

Juro que não queria mais uma reeleição. Mas, quando vi a armação para eleger o Kléber Leite, sem nenhuma conversa comigo, até meus filhos e minha mulher, que não queriam mais que eu ficasse, acharam que não, que eu tinha de ir para a luta. E eles compraram votos, empréstimo para um, adiantamento para outro, mas não passaram de oito votos porque nós também trabalhamos sem descanso.

 

Para fechar, o que se vê é que a medida que a Liga Nacional vai tomando jeito, mais cuidado os clubes querem ter com seus pequenos direitos, e parecem que não viram que ganhariam mais se estivesse negociando juntamente com o Clube dos 13, que se melhorou algo, foi aumentar a grana em relação ao produto de transmissão de cada clube.

E agora? A receita está despedaçada. Quebrou, caiu, e agora é difícil voltar ao normal.

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Por: Felipe Saturnino