Archive for ‘Libertadores’

24/06/2012

Achados e perdidos

As circunstâncias aconselham, pedem e exigem.

Tornou-se circunstancial um texto ao blog que anda um pouco que lentamente, dadas as circunstâncias dos paulistas na última semana. Aliás, principalmente desses – já que sabido é que o tempo que vivemos é de Eurocopa, e hoje tivemos um de seus mais importantes jogos. Mas é factual pautar que vivemos num tempo em que, pelo menos agora, dadas as tais circunstâncias, fica simples esquecer do ‘mundial europeu’ – se isso é lá até mesmo possível.

São questões circunstanciais.

Corintianos, palmeirenses; santistas, são-paulinos. Depois dessa semana absolutamente (absurdamente) importante no futuro dos mesmos, é possível reparar o que separa – ou separou – os quatro das respectivas ambições.

Primeiramente, os históricos corintianos, que adicionam um feito inédito ao curriculum; a final de Libertadores é pontual. Chega na hora certa – o time chegou e é maduro, mas é maduro pois chegou. Eliminando os santistas, num 4-2-3-1 pragmático até que demais, marcando com pressing na necessidade e na suficiência, a mais sagaz arma foi a capacidade de se defender: não é à toa que o Corinthians possua a melhor defesa da competição – 3 gols tomados, somente. Essa retração defensiva é o aspecto mais relevante do trabalho de Tite: criando uma solidez defensiva, com um volante muito eficiente e ágil na marcação – Ralf -, o time é coeso. Joga assim pois aprendeu assim, e cada vez mais sabe jogar. Defensivamente, quase perfeito. E a chave – pois nem de longe é uma mera válvula de escape – é Paulinho: o segundo-volante cria, desarma, acelera, marca, avança, retrai, participa, faz gols e é sim, o melhor dos corintianos. Mesmo que Danilo venha aparecendo e tenha feito o tento no último entrave das semifinais.

Os santistas passaram por muita falta de Ganso, e por um pouco menos por falta de Neymar. Neymar é um sensacional avante, porém, não pôde aturar a defesa corintiana – reflexo do quão bem é montado o sistema defensivo. Até mesmo nos confrontos com Alessandro, ele padeceu. Ralf surgia no combate, a situação tornava-se crítica. Para ter a bola com mais qualidade, um médio que cadencia seria o adequado. Ganso pouco (nada) fez. Jogar entre os volantes do Corinthians já não é boa ideia, ainda mais quando se está ‘gansando’. No seu ‘dia’, talvez fosse fato um melhor – talvez bem melhor – desempenho santista; era, deveras, um de seus piores. OS seus piores. E se Neymar crescia, o Santos crescia – o Santos atuou bem melhor na segunda ‘batalha’ -, quando ambos cresceram, corintianos trataram de retardar esse processo: Danilo marcou o tento. Má marcação santista no momento MAIS crucial do jogo – tivera segurado o 1 a 0 por mais alguns minutos, uma possível pressão poderia originar outro gol e, praticamente, uma vaga para segunda final consecutiva de Copa Libertadores.

Palmeiras e São Paulo foram dispostos opostamente na Copa do Brasil: um num lado, outro do outro. Os resultados diferiram, também. E os palmeirenses passaram por um Grêmio confiante e confiável – ou quase isso. Mas os desconfiantes e, certamente, sempre desconfiados palmeirenses jogaram com a preciosa vitória no Olímpico na mão: um 2 a 0 que mudou todo o panorama do confronto. O Palmeiras foi (é) forte. Pelo menos para as finais, é o meu palpite seco – mesmo que o fantasma dos seis ronde a cabeça dos alviverdes. Pois coritibanos deixaram são-paulinos comendo poeira.

A questão mor que envolve o São Paulo, agora, é se deixa-se como está ou se, por acaso, zera o trabalho. Talvez pela capacidade defensiva pífia do time, mereça a segunda opção; mas pode ser ingenuidade mudar o panorama do time novamente. Ou nem tanta, se pensarmos que Leão não tenha encontrado o ‘ponto’ do time até hoje – ele achou um esquema, não um time ideal. Fato é que merecimento só de Lucas pelo gol na primeira partida: nem a vitória foi tão assim merecida. Foi, pois é regra – quem vence, merece, blá-blá-blá. Talvez, aliás, esta seja a exceção – uma das exceções – que comprove a regra. Coritibanos exploraram e venceram a volta – 2 a 0. Crise no ar – assim como suspense.

Circunstâncias apontam para diagnósticos bem objetivos: os opostos estão dispostos, não todos em, porém, oposição. Achados e perdidos: pelas circunstâncias atuais, uns mais do que outros. De todos, o que mais vai ter que se preocupar é o São Paulo – pois não está no embalo e clima para uma primeira final de Libertadores, nem na final de Copa do Brasil ansiando por um título nacional há décadas ou nem mesmo tem um Neymar e um time coeso que possa levá-lo a um título. Mesmo que o Santos também esteja na lista de perdidos.

Essas circunstâncias exigiam – sem pedido ou conselho.

São Paulo. Dos perdidos, o mais

Por: Felipe Saturnino

06/04/2012

O problema do Santos: Neymar e o volume

A questão vai afunilar nos próximos momentos de Libertadores, mas a opinião é válida desde agora: o Santos é o melhor time da competição. Mas não é o melhor NA competição!

O panorama: Inter mais móvel, mas Santos agressivo - principalmente na segunda etapa - com Neymar e o volume de jogo crescendo

A mudança na preposição, apesar de ser muito breve e quase não dizer nada – ou não mostrar nada ao leitor – diz muito – e mostra muito. Pois, dentre todos os brasileiros no maior torneio das Américas, o Fluminense é o ‘melhor’. Mas não o é legitimamente. É parcialmente, momentaneamente; circunstancialmente.

E são motivos bem simples que compõem e retocam a situação.

Neymar, o ponta-esquerda do 4-2-3-1 santista, é a máquina de absurdo talento e sobrenatural precisão que rege o resto do time. Seu trabalho é o mais fundamental, por ser o mais fundamental; é claro que se posta muito no questionamento de seu tamanho repertório e de sua capacidade acima da média, mas o garoto tem de arcar com as consequências defensivas – ele também compõe o corredor com o seu companheiro no flanco canhoto.

Além de tudo, decide num lance com a ligeira fintada e pode também levar um beque para a barca do inferno – Moledo que o diga. A pegada no santista no minuto 43 do segundo tempo de jogo foi feia. Até possivelmente para expulsão direta com vermelho. Não foi o caso.

A temática central, todavia, é a dificuldade em dar conta do 11 e do resto do time: por isso o considerar o mais qualificado de todos os nacionais na Liberta. O volume do jogo do Santos é intenso também, apesar de um Inter ‘envolvente’ com frequentes modificações na linha média-ofensiva de três atuantes – Dátolo, Dagoberto e Tinga jogaram por ali. E, também, apesar do gol rapidíssimo de Nei. Rafael nada fez: apenas admirou a magistral cobrança – que não condiz com a qualidade do lateral por completo, certamente.

Ainda assim, o Santos, por ter mais qualidade, envolveu e absorveu o Inter em questão de tempo. A compactação de Damião foi importante no período de vantagem: ele retornava para sustentar uma posição mais profunda no campo, formando uma linha ofensiva de quatro homens. É essa compactação tão fundamental que consiste a marcação.

E o jogo foi muito pouco atraente da vista tática: dos 4-2-3-1s, o mesmo dialeto, ambos conhecendo-se e utilizando o mesmo panorama sistemático. A diferença era que Ibson recuava um pouco no flanco direito, compondo um setor mais fundo no campo e gerando a ‘variação’ do 4-2-3-1 ‘torto’. O colorado era mais ‘reto’.

O Santos empatou aos 26, com Kardec – sem piada espírita. Gol de cabeça, após Juan cruzar. O uso do flanco direito da defesa do Inter foi o trunfo. Basicamente por Neymar.

Não tivesse sido Muriel, o Santos teria vencido. Na certa.

O ponto é que, mesmo diante de desvantagem, os paulistas souberam lidar com a situação, e foram guiados progressivamente pelas atitudes do melhor brasileiro que há em atividade – que partiu para as bolas, como é do feitio.

Com a presença de qualidade no meio-de-campo (a conexão Ganso-Neymar-Arouca) e presença forte nos flancos (principalmente o esquerdo) a equipe santista tende ao favoritismo nos confrontos seguintes para a Libertadores. Apenas cessará a participação se for possível neutralizar Neymar, primeiramente; a equipe cairia muito sem o craque mor, mas ainda assim seria razoavelmente perigosa.

Mas com ambas as razões para apontá-lo como melhor brasileiro DA competição atuando em conjunto, será difícil deter a equipe de Muricy. Neymar e o volume de jogo crescem, em dependência, mas auxiliam-se mutuamente.

E quem dera aquela espetacular bola do garoto entrasse: o mais espetacular ainda, Muriel, pegou.

Neymar - partindo para as bolas

Por: Felipe Saturnino

16/02/2012

Novela

O Corinthians não tem, pelo menos por ora, um relacionamento muito amistoso com a Copa Libertadores. A ambição por parte dos torcedores ao que se diz sobre tê-la só cresce, mas a afinidade entre as partes não. Um fato com as permanentes aparições da equipe na competição é consistente: o Corinthians conhece a competição.

Exatamente, conhece a competição. Sabe o caminho das pedras para tentar chegar a um estágio que nem tem passado perto recentemente – exceções feitas a 1999 e 2000.

O relacionamento não se engradece, então, o caso de amor ainda não está roteirizado. Mas a estreia corintiana nesta quarta foi de filme, ou, no contexto, de novela.

O time de Tite, tradicional no 4-2-3-1, enfrentou um Táchira no 4-4-2, que marcou aos 21 após confusão na área do time brasileiro. O desenrolar da jogada ocorreu no flanco esquerdo corintiano, que ‘sofria’ agressão do lateral-direito Chacón.

Por si só, começar perdendo não é um desastre, porém, é sabido que o Corinthians consiste em muito mais time que o Deportivo. Assim sendo, poderia ser exigido um pouco mais de trabalho.

Quase que deu derrota. Começar tropeçando na própria ansiedade não é muito agradável, e após o tento sofrido por Herrera, o Corinthians tentou se soltar, atacar, ir pra frente, literalmente.

Nada de fracasso em início de Libertadores, e no roteiro de novela, Ralf fez o gol no último minuto de disputa. Para tudo, o jogo não era para passar sufoco.

Mas o atestado chega a ser bom por passar o obstáculo inicial de uma competição tão requisitada pelos corintianos: a estreia já se foi, e agora a equipe pode jogar com mais liberdade.

Quiçá, o início tão confuso de um time notoriamente mais apurado que o adversário seja o começo de mais uma novela. E é, afinal, Libertadores, para mais que qualquer um, é caso de novela para corintiano. E se não fosse Ralf…

Por: Felipe Saturnino

22/06/2011

Panoramas e caminhos

O Santos da quarta-feira passada apresentou uma retração de produtividade, quando se relaciona e se compara o mesmo time que abateu o Once Caldas e o Cerro Porteño. Há, mesmo assim, de se ressaltar que, um jogo de final é algo mais complexo que todos os entraves anteriores no torneio; a tensão, os erros, o nervosismo é muito maior do que tudo que ocorrera antes.

O panorama de hoje vai depender de tudo isso citado. E um pouco mais. Afinal, como você vai prever um panorama?

Não quero fazer fazer previsão, não tenho habilidades suficientes para o mesmo. Mas, não seria um risco pressupor alguns caminhos que o jogo pode tomar.

Santos no 4-3-1-2 com Ganso e Peñarol tentando se postar em um defensivo 4-4-1-1. Neste caso o jogo se torna mais favorável, circunstancialmente, ao Santos, por monopolizar as ações na faixa intermediária de campo, ditando o ritmo com alternâncias de velocidade – com infiltração de volantes – e cadencia de jogo, com Ganso comandando a troca de passes fluente pelo setor. No caso, o Peñarol se posta defensivamente. Nada que não possa ser dramático. Com o uso dos espaços supostamente deixados por laterais e volantes, se pode tirar vantagem de um esquema como este. Os pontos fortes seriam o contragolpe fluente pelos lados, com incidência de Mier e Corujo, com Martinuccio atuando centralizado, voltando e buscando bolas, e a marcação que deixaria ainda menos espaços à Neymar e aos volantes santistas. Para isso, há Ganso. Dependendo do encaixe tático, o meia santista baterá de frente com Freitas ou Aguiar. Na teoria, os dois vão se alternar na marcação ao articulador clássico.

Santos sem Ganso inicialmente e Peñarol bem postado, jogo mais parelho. O jogo seria mais parelho, já que o Santos do Uruguai, no Centenario, sem Ganso, foi um time com Arouca comandando as ações centrais, Elano postado à direita e Danilo pela esquerda. A equipe pecou na finalização e pouco criou na primeira etapa. Na segunda etapa, a mesma disposição tática propiciou mais chances de gol, graças à infiltração de Alex Sandro, apoiador canhoto, que fez um bom jogo. Zé Eduardo desperdiçou duas chances de gol. Neymar pouco fez. Muito se deve à marcação dos uruguaios ‘carboneros’ que se postarão da mesma forma que se postaram, definitivamente. O jogo tende a ficar mais parelho, o Peñarol teria quase o mesmo tipo de situação com a qual se deu de frente em seus domínios, há sete dias. Como na ida, olho em Martinuccio. Destaque e avisos, novamente, aos “wingers” Mier e Corujo, que atiçam o Peñarol com jogadas laterais, que são perigosas.

Santos da ida, sem Ganso, Peñarol com Estoyanoff. Uma possibilidade mais remota. Todavia, é uma possibilidade. Se Aguirre realmente quer um time com maior presença, dando mais calafrios aos santistas, a opção de Estoyanoff seria aconselhável. O meia-atacante, que entra bem em jogos, na última semana, no jogo de ida, entrou, e deu certo trabalho a um Alex Sandro que apoia bem e deixa espaços; hoje ele teria pela frente Léo. O lateral jogará. Estoyanoff, também?

Mini-jogos

Léo/Alex Sandro x Corujo/Estoyanoff – Corujo é menos atuador no campo ofensivo adversário, mas não deixa de ser perigoso. Pelo menos, o Peñarol é ideal com ele. Estoyanoff, em contraponto, é mais incisivo, agressivo, persistente, características notáveis em um atacante de média qualidade. Ou boa. Fato dado e constatado é que atrapalharia a vida de Léo. E também de Alex Sandro. Dois laterais que podem ter carências em marcação – apesar de achar Léo um ótimo lateral, em marcação e apoio.

Adriano x Martinuccio – Martinuccio é o jogador mais talentoso do time uruguaio. Porém, há de se ressaltar também que, mesmo sendo a esperança de desafogo do jogo do time uruguaio, o meia não tem características de cadencia, e sim características de mantimento do ritmo de velocidade, a que se impõe o Peñarol. Adriano, volante santista, marcara bem o meia camisa 10 dos ‘carboneros’. Agora é hora de ver o tira-teima final. Martinuccio terá de mudar, se desprender, ser mais jogador do que é. Claro que ressalto mais opções para jogo são fundamentais no caso. Mas, o camisa dez, em um time que repete-se com o da ida, seria ou será a maior esperança de talento de jogo.

Pará x Mier – Um embate interessante. Pará é bom lateral, melhorou com o decorrer do tempo. Não é o melhor da posição, mas sabe apoiar e no quesito de marcação vai bem no combate individual. Mier é robusto, forte, leva as bolas ao fundo e as cruza ou arruma um jeito de jogar mais eficientemente. O entrave é equilibrado. Aqui, tudo pode acontecer. O que se sabe é que Mier não terá vida fácil. Pará, para levar a bola à linha de fundo, se for a situação, terá de atravessar o meia esquerda do Peñarol e ainda, o lateral/zagueiro Dario Rodriguez.

Ganso/Arouca x Freitas e/ou Aguiar – Se Ganso confrontá-los – sim, a marcação se alternar entre os dois volantes – o Peñarol terá que se preocupar. Porém, mais um volante terá espaço numérico para se infiltrar. No caso, Arouca e/ou Elano. Na outra suposição de Arouca atuar como meia centralizador, o Santos sofrerá mais, já que todos sabem quem é esse tal de PH Ganso. Seus passes e suas jogadas sempre gerarão grandes chances ao definidores-chave, ou, até mesmo, aos citados volantes, que teriam mais comodidade ao avançarem no campo do Peñarol, sabendo do que podem receber.

Chave do jogo. Marcação pressão e, especialmente, movimentação e ocupação de espaços por Neymar, já que terá de procurar mais espaços para se movimentar, sabendo da marcação que terá pelo lado direito da defesa carbonera. Talvez, atuando por de trás do volantes, vindo partindo com a bola, costurando jogadores, o jogador dê liga. O seu jogo da ida representou-se por muito pouco perto do potencial de Neymar. E, desta vez, terá ao seu lado Ganso.

Por: Felipe Saturnino

21/06/2011

O Santos tricampeão

Há dez minutos peguei-me comparando títulos e mais títulos para descrever o tamanho do feito que o Santos está perto de completar. Parece que descrever um feito da grandeza de ser campeão das Américas é algo complexo. O título que aqui está exposto remete algo bem mais simples, não só por ser curto, mas por ser bem preciso neste curto trajeto que percorre. O Santos tricampeão está muito perto. Distantes, longínquas, e, ao mesmo tempo, solenes, bem vindas, e próximas estão as memórias do Santos de Pelé – mas não só dele – que foi vencedor por duas vezes consecutivas, abatendo o mítico Peñarol que conseguiu vencer suas duas primeiras Libertadores e as duas primeiras Libertadores da história.
A lembrança de hoje (amanhã) será bem mais para tirar-lhes – torcedores santistas – o certo peso que há sobre os mesmos de darem de ombros – os outros torcedores – a valorização que se deve aos títulos primordiais da equipe na Libertadores, por acreditarem e creditarem os méritos místicos de um clube que tinha uma geração em si, e que nunca mais houve e haverá outra. O certo é que Pelé, como representação do misticismo, não existirá mais. Mas a geração campeã pela terceira vez, tirando um pouco do carregamento fortíssimo que há sobre uns, é simples assim: há, e tem como seus representantes Neymar e Ganso.

Tão simples quanto isso, apenas há o Santos tricampeão. Talvez, amanhã, a lembrança de hoje – do post – não seja tão solene e tão bem vinda quanto o momento em que o Santos venceu a Copa Libertadores nos anos de 1962 e 1963. Porém, talvez, as memórias solenes do que aqui publico – que pouco importará em final de contas – fiquem pra história. Não se lembrem do que passou, se recordem do que acontece. Pois o presente já passou.

E, amanhã, o Santos será tricampeão. Simples assim.

Por: Felipe Saturnino

16/06/2011

Ao acaso e o confuso

Foi um jogo típico de final. De uma final qualquer, não apenas de Libertadores. Mas o clima, de verdade, era o de um confronto do torneio.

Peñarol e Santos fizeram um bom jogo. Era final, ressalto novamente. É outra história, o nível de tensão é diferente em comparação à de um jogo qualquer. O Peñarol era favorito no jogo, por fazer valer os mandos em casa, já que não perdeu nos domínios locais na segunda fase da Libertadores. No confronto em si, todos sabem que o Santos é mais time.
Mas, em suma, o confronto era um pouco imprevisível. Tão imprevisível e confuso foi o primeiro entrave.

O Peñarol, foi armado no 4-4-1-1. O Santos, não foi no 4-3-1-2. Foi de 4-1-3-2. E o jogo foi confuso.
Para quem viu, pôde perceber uma alternância de ritmos confusa no jogo. O Santos, em tese, dita ritmos, ou seja, cadencia o jogo e domina o adversário monopolizando as ações no meio-campo. O Peñarol impõe ritmos parcialmente, forte na marcação, dificultando infiltrações, bem postado para se defender. As jogadas fluem pelos flancos, quando Mier, Corujo e Martinuccio conseguem participar no jogo. Sabendo de tudo isso, se viu a indecisão em ditar o ritmo. O Santos, ditador, não ditou não. Nem o Peñarol. Muito se deveu ao Santos ter dificuldade em trocar bolas com eficácia; Elano fez um jogo muito pobre na primeira etapa. Arouca, centralizado no esquema de Muricy, era o jogador para controlar a organização do setor santista. Danilo tinha que se manter consciente que, ao seu lado, havia Corujo, perigoso pelos lados. Mas, o volante santista conseguiu, casualmente, escapar para um pouco de jogo. O Peñarol manteve o jeito de jogar. Manteve, com convicção. A marcação sobre Neymar, que funcionou bem, se dá de um jeito bem prático para a equipe uruguaia. A questão permaneceu e se manteve no “criar & desenvolver” do jogo. O time de Aguirre tem dificuldade em manter a bola nos pés, mesmo chegando nas finais da Liberta, o problema se manteve. Martinuccio não tem tantas características assim. Não pôde exercer a função nesta quarta. Jogou pouco. Porém, o Peñarol vive de imposições de jogo que casam bem em momentos do jogo. Contra o Santos funcionou em alguns momentos, e pouco importou. O Peñarol não aproveitou e teve seus dois impositores pelos lados com muita escassez em jogadas. Mier e Corujo pouco fizeram no jogo. E o embate ficou no empate.

Note bem que as equipes tiveram chance de fazer vantagem. Não fizeram. Zé Eduardo teve a sua (aliás, teve duas). O zagueiro-lateral Darío Rodriguez também perdeu a sua. Mas, deu-se ao acaso de influenciar a partida e mudar alguns rumos. Na verdade, nem o acaso prevê tanta imprevisibilidade que rondará a Taça Libertadores até o jogo da semana que vem.

Um confuso embate que o Santos pode vencer. Mas, o Peñarol é muito bom time. Por tão confuso quanto tenha sido o jogo, o Santos tem que se cuidar. Por tanta culpa que tenha tido o acaso – óbvio que cobro aqui a incompetência de colocar a bola para dentro da baliza, mas também relaciono a obra do acaso como obra natural do jogo – que não se percam tantas chances assim. Aliás, o acaso é imprevisível. É confuso – é o que foi o jogo. Mas, Muricy vai ter de ter certeza que desta vez seu time não comporá para o acaso; ele vai ter de ter certeza que sua equipe faça gols e jogue mais do que jogou na quarta.
Caso contrário, do outro lado há um time babando por uma chance. E não será obra do acaso se, por um acaso, o Peñarol for campeão.

Acaso - questão de (falta de) competência

Por: Felipe Saturnino

15/06/2011

Entre uruguaios e brasileiros: a final da Libertadores

O Uruguai há tempos não tinha um time na final da Libertadores da América. Desde 1988, quando o rivalíssimo do Peñarol, o Nacional, venceu o Newell’s Old Boys na decisão.

Hoje o cenário remete à tradição clássica entre ambas as equipes. O Santos conseguiu vencer um Peñarol que havia sido bicampeão em 1960 e 1961, nas duas primeiras edições da maior competição das Américas. O triunfo santista surgiu em 1963.

Em tons atuais, para aqueles que reclamam do Peñarol, a equipe é boa e merecidamente está na final. E acho que o Santos não poderia esperar pior adversário. Um time que de tão pouco flexível em movimentação pode dificultar muito em marcação para um Santos que surge em desfalques no Centenário de Montevidéu. Neymar deverá ter menos espaço do que vinha tendo, já que nenhum jogador atuante da linha de quatro jogadores inicial do time uruguaio é móvel. Nenhum deles dá apoio algum.

Chave do jogo. Monopolizar o meio-de-campo do Peñarol não é lá das tarefas mais difíceis, já que mesmo com Martinuccio, a equipe tem um aproveitamento de troca de bolas muito fraco. Porém, o que se deve notar é que os dois jogadores mais abertos do Peñarol na faixa intermediária de campo – Mier e Corujo – participam muito e dão trabalho aos laterais adversários. Martinuccio é um jogador que atua nas jogadas laterais verticais com esses abertos, evoluindo em campo; ele ainda executa a função de marcar o volante adversário. A arma mais preciosa que o Santos terá em mãos será a conservação da posse de bola, sabendo que qualquer descuido de seus laterais poderá gerar gol ao Peñarol, sabendo dos dois jogadores mais abertos.
A segunda linha de quatro homens. O Santos não terá tanta facilidade em infiltrar volantes com jogadas rápidas de entradas surpresa, com Arouca, principalmente. A equipe no jogo de hoje terá Elano no comando do meio-de-campo, em teoria, o jogador vai exercer o papel de meia típico de armação. Mesmo não sendo mestre na função, vai ter que praticá-la bem no dia de hoje. Ficar com a bola e ditar o ritmo sobre um Peñarol que é deficiente em manter a posse é de extrema importância.
Neymar e seu companheiro. Neymar não terá facilidade hoje. Terá González marcando pelo seu lado de campo e não deixando muitos espaços em suas costas. Este lateral não sobe tanto assim, já que Corujo faz o trabalho em avanço lateral no campo desse lado falado agora e aqui. O Santos terá que achar outra alternativa. Possivelmente, mais movimentação de Neymar possa funcionar no caso.

Bom jogo e boa noite!
Ah, por hoje, meu palpite é empate.

Por: Felipe Saturnino

03/06/2011

A vitória de um estilo, ou melhor, dois

Quando Aguirre marcou aquele tento na final da Libertadores em 1987, eu não era nascido. Estava muito longe disso. Mas, quem dirá que aquele time deu muito do que o Peñarol é hoje. Ou foi ontem. Muito por causa do que é o time, não somente porque tem um remanescente daquela esquadra vencedora que foi a equipe naquele ano. Quando falo disso, falo de Aguirre.

E ontem o time de Aguirre deve ter incorporado a alma do Peñarol que ganhou em 1987. A equipe jogou como pôde, passou do limite e, ainda assim, passou para a final da Libertadores.

E quanto importa, de fato, se joga um futebol que não é dos mais bonitos? É o Peñarol. O time uruguaio, que joga em uma já rotineiro 4-4-1-1, mostrou como um grande renasce após o período de um médio, ou até mesmo de um pequeno. Porque o Peñarol sempre estaria no lugar que hoje está: entre os maiores.

Saber jogar a Libertadores é a questão. O Vélez, apesar de ter mais futebol do que o Peñarol, não é um time que tem tanto do que o Peñarol tem: a eficiência. E isso decretou, no dia de ontem, a vitória de um estilo, que nem remete ao futebol arte. Não passa nem perto disso. Está a quilômetros. Mas, somente com uma equipe que não tem apoio dos laterais, que depende extremamente de seus dois “wingers” extremos, – Mier e Corujo – e ainda de Martinuccio, e com uma equipe que sofreu para passar em todas as fases, e venceu no limite de todas, se conheceu o verdadeiro finalista. O Vélez é bom time. Muito bom time. O Peñarol teve competência, e, mesmo que não goste de falar disso, precisou de um pingo de sorte.

Ao Vélez restou o rótulo de semifinalista quase finalista. Ao Peñarol, a faixa de finalista é merecidíssima.

Ao que os nossos olhos viram

Ao que vimos, o Vélez, armado em um 4-4-2, com movimentação de Morález e de Martínez, pecou por alguns erros de passe e insegurança inicialmente. O Peñarol foi mais time e tomou as rédeas do jogo, administrando a vantagem obtida no Uruguai. O gol de Martinuccio com dois minutos de jogo, para mim, viria em um momento crucial da partida, em que se marcar seria fundamental pelos pecados que o Sarsfield cometia no jogo. Depois de um certo tempo, o time argentino se estabilizara na partida. Porém, a equipe não conseguia bater a barreira uruguaia de praticamente quatro jogadores fixos na retaguarda do time de Diego Aguirre. E então, numa das muitas jogadas confusas do embate, o Vélez perdeu a bola e, Martinuccio fez ótima jogada, limpou dois jogadores com a perna esquerda e passou para Mier fazer o primeiro. Ao Vélez, a recompensa nem tão merecida aos 45 minutos em ponto e ultrapassados. Gol de Tobio, no rebote do arqueiro Sosa.
Na segunda etapa, o Vélez ia se adaptando ao jogo de ataque e somente, ataque. O Peñarol absteve-se do poder ofensivo. A falta de um jogador para cadenciar o jogo e os muitos erros de passe da equipe uruguaia, ora gerados por falta técnica e ora gerados pelo pressing do Vélez, atraíram o Vélez para cima. E o Vélez veio. Chegava, mas sem aquela tanta eficiência. Até que, o melhor em campo, Martínez, em um cruzamento vindo da direita, deu um toque brilhante com o peito para El Tanque Silva, Santiago Silva, anotar o seu tento na súmula: 2 a 1. E pelo enredo, o Vélez estava para ameaçar até o último minuto. Deu-se uma expulsão de Ortiz, zagueiro do Sarsfield. Acabou? Nem tanto assim. Martínez foi para o ataque, na meia direita, entrou na área e foi derrubado. Penal. E agora era hora da onça beber água. Hora do gol decisivo. Hora da final do Vélez.
E Santiago Silva perdeu. Ao Vélez, não restava força. Peñarol na final.

O Peñarol tem uma defesa em que nenhum dos seus laterais avança. São laterais que atuam quase exclusivamente com convicções de marcação, restritos de apoios às laterais.

– A equipe de Aguirre dificultará na final diante do Santos, pois sabe marcar, e bem. Atua com uma linha de quatro jogadores na zona intermediária, na qual os jogadores se alinham, e se faz uma pressão cercana à bola e ao seu detentor.

– O Peñarol tem em Martinuccio ao maior esperança de criação. Mas o mesmo não se restringe à marcação. Ele atua na marcação, voltando para se posicionar na frente do volante adversário. Aos wingers, Mier e Corujo ou Estoyanoff, resta marcar aos laterais e ficarem alinhados para não permitir a infiltração de volantes da equipe adversária.

– Parece ser normal, em alguma parte do jogo, o Peñarol estar fora do embate em si. A falta de um jogador que tenha mais qualidade do que Martinuccio para cadenciar o jogo fere o time de Aguirre. É nessas horas que aparece a competência de uns ou a incompetência de outros. O Peñarol tem uma recomposição de jogo boa que pode armar contragolpes rápidos e sucintos. Mesmo assim, seu jogo não é só esse. A jogada forte é a entrada em diagonal de um de seus wingers para um outro jogador lhes passar a bola. Os gols contra Católica e Sarsfield foram assim.

Em suma, CUIDADO SANTOS!
O Peñarol é muito bom time. Se está na final da Libertadores, é porque merece.

E o Santos, com um pragmatismo, e um lampejo de futebol arte, é o estilo que vai travar um embate de escolas, à partir do dia 15. Vale a pena assistir.

Por: Felipe Saturnino

27/05/2011

Peñarol venceu, mas tem limite

No clima de Champions League que vivemos hoje, me coube assistir ao embate entre Peñarol e Vélez Sarsfield ontem. E o jogo foi “interessante”. Não foi de um nível alto, não. Aliás, de fato, foi baixo. Mas, ver um time de tradição como é o caso do Peñarol fazer a festa que fez no estádio é algo para ser lembrado. E ainda mais após os gritos de Diego Aguirre, campeão com a equipe uruguaia em 1987 da Libertadores, o Peñarol se tornou mais forte do que de fato é. Fato é que a equipe tem alguns pontos fracos a serem ressaltados.

O time de Diego Aguirre atuou no tempo normal com o esquema de 4-4-1-1. Uma linha de quatro jogadores no meio-campo em que dois volantes atuavam com o intuito de marcar, e só. Mier e Corujo, que não fizeram grande partida no Uruguai, são os jogadores de mais apoio na equipe. Martinuccio é o o meia-atacante que volta e leva bola. Ao mesmo tempo que volta para buscar bola, avança para encostar em Olivera, o único atacante do Peñarol. Ontem, o Vélez engoliu o Peñarol. Os dois volantes da equipe uruguaia – Freitas e Aguiar – ficaram restritos à marcação de Zapata e Razzotti, os jogadores mais “recuados” do meio-de-campo do Sarsfield. Ocorreu dos mesmos dominarem as ações no jogo. E o Vélez tomou conta. Teve as melhores chances após trocas de bolas do lado canhoto de seu ataque; a mistura entre Papa, Alvárez e Martínez faziam o Vélez mais perigoso por sequência de lances do que por efetividade em suas conclusões. O Peñarol não conseguia progredir por tamanha falta de criatividade no seu meio-de-campo. Martinuccio, o jogador de mais habilidade no Peñarol, era o cara para buscar o jogo e progredir com a bola. Mas nem isso fez com eficiência. Mas, de fato, teve a chance do jogo, após jogada de linha de fundo e arremate na trave.
E acontece de, aos 45 minutos da etapa inicial, a equipe uruguaia abrir o marcador com tento de Darío Rodriguez. Foi injusto? Não. O Peñarol foi mais eficiente, mesmo que o Vélez tenha tido mais a bola e progredido mais no jogo com a mesma.

No segundo tempo houve um massacre absurdo dos argentinos para com os uruguaios. Mas, novamente, nada que resultasse em gol. Mais uma vez, a falta de criação com tamanha apatia dos volantes e dos jogadores que atuam nos extremos laterais, e agora com a falta dos laterais que não apoiavam, o Peñarol foi absorvido pelo Vélez. Que nada fez que desse em gol. Isto é, o Peñarol aproveitou a chance que teve. Se o Vélez teve mais volume e progrediu mais em campo, o Peñarol jogou na apatia e com a força que tem, para que saísse de casa com a vantagem mínima pela eficiência de um cabeceio uruguaio. Justo.

*E para mim, o Peñarol seria o time de maior dificuldade em um confronto diante do Santos. A equipe de Aguirre joga em um 4-4-1-1 que não permitiria a infiltração de jogadores santista na defesa do time uruguaio. A equipe, porém, peca muito em criação. Quero dizer, a falta dela. Além de tudo, o jogo do time do Peñarol é muito eficiente por se basear em jogadas aéreas, que parece que vem sendo um quesito que o Santos vem pecando. Para mim, jogar contra o time uruguaio seria mais difícil do que atuar contra o Vélez. Os argentinos jogam e deixam jogar. Os espaços que dariam as volantes seriam muito bons. Agora, se o Peñarol vai passar para a final, é outra história. Mas o que veremos a seguir, nos confrontos da Libertadores, será o time da casa tentando virar. E ouso apostar em Santos e Peñarol.

Por: Felipe Saturnino

26/05/2011

Foi melhor pra quem?

Após o jogo de ontem, entre Santos e Cerro Porteño, equipe do Paraguai, fiquei com uma sensação de bom-para-ambas-as-partes. É claro que o Santos mereceu, jogou melhor. Fez o gol em um momento que o Cerro estava se acertando. Ou melhor, em que o Cerro estava acertado. Fato é que, Neymar, após sem grandes lampejos na etapa inicial, deixou tudo para o último minuto do embate para começar a decidir o finalista da Libertadores. O atacante deixou três para trás e cruzou para Edu Dracena marcar de cabeça. Mas a questão não é essa.

O fato é que, poderia ter sido um pouco mais. Um pouco. Muito pouco. Um gol, em exato. E não quero culpar Alan Patrick. O resultado foi muito bom para o Santos; vencer em casa, sem tomar gol, por ora, é fundamental. O caso é de ampliar vantagem e consolidar uma possível vaga na final. O Cerro jogou bem. Aliás, muito. Mas poderia ter saído com dois tentos de desvantagem. De fato, não foi por acaso que os jogadores da equipe paraguaia saíram festejando o resultado. Mesmo sendo negativo, mesmo sendo, pode muito bem ser posto ao avesso na casa deles.

O Cerro pode muito bem vencer o jogo. Aliás, poderia ter saído com um empate do Pacaembu. A equipe atuando com duas linhas de quatro quando se defendia e também quando atacava soube se postar em campo. No meio-de-campo da equipe paraguaia, Torres era o que mais incomodava pelo lado direito da defesa santista, impedindo maior apoio de Pará, lateral santista. Assim sendo, o lado mais forte do Cerro era o esquerdo. Além das jogadas de Torres, o suporte ainda de Fabbro, que deixava muito a área santista, era por aquele lado. Havia ainda César Benítez, para subir pelo lado esquerdo. As complicações no meio santista eram algumas. Danilo tinha que se abster a marcar os jogadores que atacavam por seu setor, os já citados. Arouca, volante de maior constância quando subia ao ataque, não encontrava espaços para infiltrações, desde que o Cerro se postava com duas linhas de quatro jogadores, fazendo com que a chegada de efeito do volante santista não se concretizasse em chance alguma de gol. De Neymar, tivemos pouco. Mas, foi muito para originar o gol. O atacante santista atuava pelo lado do apoiador Piris, que o marcou constantemente no jogo. No final, quem levou melhor foi o santista. Após a jogada até o fundo do lado direito da defesa do Cerro, Neymar cruzou com precisão para Dracena escorar para dentro da meta do arqueiro do Cerro. 1 a 0. E foi suficiente.

O Cerro, seguidamente o gol santista, teve sua melhor chance. Não fez, pois Rafael fez defesaça. Fato é que o Cerro assustou o Santos no começo do embate, marcando forte e tornando escassa a criação do time do litoral. Se isso valeu por 45 minutos, tudo bem. Mas o Cerro é bom time e ainda está vivo. Jogar em casa, perdendo por 1 a 0 é estar em situação “boa” para o Cerro, se obviamente vir a usar a vantagem do fato de mandar o jogo em casa. Mas, o Santos venceu por 1 a 0 em casa, e tem um time pragmático que parece estar maduro o bastante para jogar fora de casa e administrar o jogo diante das situações dadas. Além de tudo, tem Neymar. Pois é, parece que entrei em imparcialidade novamente. Me parece que há vantagem santista, mas o Cerro comemora porque sabe que o resultado foi bom. Bem, desde que seja bom para ambas as partes…

O Santos venceu e tem vantagem - mas foi melhor pra quem? Está (quase) tudo igual

Por: Felipe Saturnino