Archive for ‘Manchester City’

08/01/2012

Sorte e revés

A rivalidade entre Manchester City e United parece ter atingido um começo de ápice no âmbito nacional após um conflito muito batalhado na vitória deste domingo dos ‘Devils’. E foi na casa dos adversários.

Mais importante do que compensar os 6 a 1 sofridos em meados de outubro do ano passado, o importante para o time de Alex Ferguson era recuperar a confiança que havia perdido e não achava há algum tempo. A derrota diante o Newcastle em St’ James Park deixou isso evidente, mas também expôs os frágeis pontos da equipe vermelha da cidade.

Mas Sir Alex pouco mudou a esquadra. Até pela falta de opções, Scholes, ex-aposentado, retornou aos campos.

A opção por Valencia na lateral-direita cedeu, e Phil Jones iniciou ocupando a posição; os citizens vieram de 4-2-3-1, com Milner atuando mais profundo no campo, como um segundo-volante. Na linha do 3, David Silva e Nasri coordenavam as movimentações, já que Adam Johnson fica mais fixo na esquerda. A preocupação, pelo menos para mim, era no miolo do meio-de-campo do United: Carrick e Giggs; apesar do galês ser boa opção, há a ressalva por argumentar que sua condição para comandar um setor, vindo de trás, contra um adversário tão criativo e agressivo em campo, não é das mais elevadas. Carrick, porém, era o oposto: tinha de participar do jogo para o time de Ferguson ficar mais tempo com a bola e tentar se aproximar mais da meta de Pantilimon – qualidade que o dado jogador não possui.

O panorama estava desenhado, ao menos para mim: City vence pela qualidade maior de seus meias, todos, de fato, são ótimos jogadores ou excelentes.

A ‘sorte’ indevida que apareceu ao Manchester United em Etihad Stadium surgiu no 11º minuto da etapa inicial: Kompany, o bom zagueiro belga, é expulso injustamente por Chris Foy, árbitro oficial do confronto. A entrada foi na bola, finalizando de forma definitiva a discussão, sem mais ponderações e balanceamentos.
A lambança de Foy refletiu-se, tão devidamente quanto indevida foi sua marcação, no jogo. Naturalmente, como deveria ser.

O jogador-chave do City poderia ser Milner, que escapava sobre os volantes do United, criando mais desvantagens aos ‘Diabos Vermelhos’ em outros pontos do campo, também. Sem Kompany, Milner teve de recuar à lateral-direita para ajudar a composição da linha defensiva com Richards – que foi para a zaga central -, Lescott, que continuou na posição original, e Kolarov, que fez uma partida de altos e baixos momentos. Agora, o City era 4-1-3-1: sem Milner no meio-de-campo, Johnson e Nasri voltavam para sustentar De Jong em um ponto mais baixo do campo.

Curioso, porém, foi o aspecto comportamental do United em parte da partida: o desejo do contragolpe. A equipe naturalmente não é tão criativa quanto a do City, e então, necessitava de uma atenção reforçada para conter os avanços adversários. Basta falar que o lance do primeiro gol é de um momento totalmente reativo do United no jogo: Rooney conduz até dar para Valencia centrar a bola para o gol do próprio Rooney.

Com 3 a 0 contra no placar, no segundo tempo, Mancini, atraído por um azar tremendo vindo de Chris Foy, decidiu modificar o desenho: do 4-1-3-1 para o 3-4-1-1, com a entrada de Zabaleta e Savic. A equipe sustentou-se, já que defensivamente levava vantagem numérica sobre a dupla formada entre Rooney e Welbeck no ataque dos visitantes. Mas, outro aspecto importante era a equalização dos valores no meio-de-campo: Zabaleta, De Jong, Milner, Nasri e Kolarov compunham o setor, que ainda poderia ganhar Agüero com suas movimentações constantes. Nasri poderia se juntar ao argentino no ataque, também. E deu certo.

Kolarov fez de falta aos dois; Agüero fez o segundo aos 18. Os citizens estavam de volta. E, de repente, sabiam que podiam um pouco mais.

Mas o tamanho do erro foi maior por parte de Foy; o revés do City de Mancini estava consolidado. Até por isso, o confronto foi tão dramático e o City pôde correr atrás. Quase alcançou.

Para a rivalidade, a vista do crescimento da importância dos embates entre os dois, que renova o interesse no futebol inglês, em geral, – qualquer competição que for, de verdade – é a ocorrência da sorte do erro do árbitro do jogo para o United e o revés do favorito City no jogo, o que torna tudo mais emocionante. A pena é que se isso reforça a rivalidade, estraga com um jogo que poderia ter sido diferente. Só assim a análise seria mais coerente e não tão fixada num erro tão bobo. Apesar de tudo, pelos tons de dramaticidade, um belo jogo para o princípio de 2012. Viva City x United!

Chris Foy - o vilão do jogo que faz aumentar a rivalidade entre os rivais de Manchester

Por: Felipe Saturnino

23/10/2011

Histórico


O City, com o dinheiro, com seus jogadores, e, por conseguinte, com seu elenco, ainda assim, não era considerado um time grande.

Mas a história do futebol marca grandes times e potências por vitórias em grandes jogos contra outras grandes potências. E a importância desses jogos, no caso, é gigantesca.

O Manchester City fez algo histórico que pode delimitar em que era estamos. A vitória sobre o United com superioridade e predominância, hoje, em Old Trafford, é a maior no dérbi. E uma das maiores da história.

A equipe de Mancini começou recuada, e os mandantes iniciaram a partida tendo o domínio da bola predominantemente. Porém, nenhuma chance de gols clara, por um motivo muito simples: Mancini colou seus volantes – Yaya e Barry – na sua área, para sempre ter o rebote defensivo. Se havia espaço para Anderson aparecer – pois deduzimos que não havia marcação sobre o mesmo – tudo era compensado com uma defesa quase intransponível. No meio-campo adversário, Fletcher centrava-se pela direita, tentando auxiliar Smalling sobre David Silva – o organizador do City ao lado de Milner. A surpresa de Mancini, porém, foi escalar Balotelli e não Dzeko.
Se o United chegou a capitalizar seus 62% de posse de bola nos 15 minutos iniciais, o City, de forma natural e bem planejada, começou a se impor. Com a força de David Silva e Clichy pela esquerda, da mesma forma com que Milner e Richards no lado oposto.

Balotteli faz o primeiro

A grande ideia de Mancini foi ‘colar‘ seus volantes na sua área. O United, com a bola, não passava pela muralha. Os citizens, porém, sem o mesmo empecilho, iam executando seu plano com perfeição. Estratégia adequada, proposta de jogo sempre muito centrada. A chave foi explorar a deficiência do miolo de zaga do United, que era pouco protegido por Anderson, no lado esquerdo, o mesmo que Evans, beque do United, atuava. Sua expulsão não foi de todo acaso. Há de se destacar também, de forma negativa, a forma com que Young e Nani não se adequam à combatividade. Os dois meias são ótimos, mas quando são exigidos, compõem um desastre. O primeiro gol, de Balotelli, saiu aos 21 minutos da primeira etapa.

Nesse ponto, a estratégia já estava mudada. Agora, Yaya e Barry avançavam sobre Fletcher e Anderson, respectivamente. Após a expulsão de Evans, na segunda etapa, o jogo ficou mais simples ainda.

Balotelli – de novo ele – fez o segundo – após jogada espetacular do craque David Silva, que deu um passe de maestro para Milner cruzar.

Pelo mesmo lado direito do segundo tento, Richards apareceu e cruzou para Agüero fazer a goleada. E no panorama, o United já jogava com Smalling e Ferdinand na posição dos beques. Rooney já havia recuado para ser o médio-volante para fazer a transição do United.

Mas o City era fatal. Mesmo com a pintura de Darren Fletcher, aos 33, Dzeko, onze minutos depois, após um escanteio, fez um gol de joelho. E o dono do jogo, David Silva, fez o seu no 45º minuto. O mesmo Silva deu outro passe para gol – também espetacular -, aogra para Dzeko fazer o sexto.

O resultado histórico mostra um princípio de nova era. Se vivíamos num mundo inglês com United e Chelsea se alternando no posto de maior da Premier League, hoje o City, com um investimento pesado, teve um resultado espetacular para sua história. História que, compartilhada para o mundo, apresenta-nos um novo grande para o futebol mundial. Este é o City.

Mario após primeiro gol - Por que sempre ele?

Por: Felipe Saturnino

18/10/2011

O protagonista Kun Agüero

O Manchester City, apesar de rico há um tempo, sempre careceu de um protagonista. Ou quase sempre.

Por exemplo: passaram pelo clube Robinho e Carlos Tévez. O brasileiro não conseguiu ser o que podia. O argentino não passou pois ainda lá está, mas passou pelo que passou. É o que é, mas poderia ser mais – não fosse sua tamanha falta de disciplina e profissionalismo. Por isso, é mais um dos bons jogadores que por lá passaram.

Outro argentino é Sergio Agüero. Mas distinto de Tévez neste sentido.

Kun – permita-me chamá-lo deste modo – chegou e tomou conta do seu espaço. Na estreia diante o Swansea, na primeira rodada da Premier League, ele anotou dois tentos e deu um passe – espetacular – para outro de David Silva.

Hoje, diante o Villareal, Agüero entrou durante o entrave que foi marcado pelos evidentes limites do Villareal e pelo domínio do campo pelo City. Originalmente, ambas as equipes iniciaram o jogo no 4-2-3-1. O City tinha mobilidade no eixo Nasri-David Silva, mas Adam Johnson não tinha mobilidade para mudar o lado em que atuava – o direito – e fez um jogo muito limitado. Foi substituído, para que Yaya Touré, atuante na cabeça-de-área ao lado de De Jong, pulasse para a meia central empurrando David Silva para o lado direito. O Villareal, com um time muito cauteloso, vencendo o jogo após erro de De Jong e gol de Cani, tinha força na saída de Borja Valero, que saía da posição de segundo volante e agredir mais o City na sua cabeça de área – sabendo que o meia De Guzman era muito pouco produtivo no setor. Pérez, o extremo – winger -, variava o lado com Cani. Ambos recompunham pelas laterais, protegendo os lados da defesa dos avanços dos outros wingers do City.

A equipe de Roberto Mancini empatou, com gol contra de Marchena – ex-zagueiro da seleção espanhola. Porém, começou a se perceber que, na mesma medida em que o City pressionava pela ação dos três meias ofensivos, perdia-se a agressividade do setor anterior ao dos meias, neste caso, o setor dos volantes Gareth Barry e Nigel de Jong. Borja Valero, um dos melhores em campo pelo Villareal, fazia suas progressões por este setor aqui citado.

O City não conseguiu criar a sua chance para definir. Mas com Agüero em campo, descartando a opção de Barry, a equipe seria mais forte por trás do meio-campo do ‘submarino amarelo‘. E foi.

Nem por isso, ganhou-se o jogo. Mancini arriscou, de fato. Depois, colocou Milner no lugar do francês Nasri. Quis dar mais toque vertical ao meio-campo do Manchester, mais fluência nas jogadas. Deste fato, surgiu a jogada do gol. Zabaleta apareceu bem após grande jogada de Milner.

Mas o desfecho teve o fim do protagonismo de Sergio ‘Kun’ Agüero. O 16 dos citizens, mais uma vez, foi protagonista. Herói. Do City, da torcida e da cabeça ainda viva de Mancini. Cabeça mais que viva, aliás.

Kun Agüero - herói e protagonista

Por: Felipe Saturnino

27/09/2011

Bayern se achou e é forte. Mas e o City?

O Manchester City praticamente deixou a possível primeira posição do grupo escapar. Ou simplesmente deixou a vaga nas oitavas da Champions escapar.

No jogo dos melhores dos grupos, e os favoritos para mim, o Bayern mostrou que é forte demais para o time de Manchester. A equipe de Jupp Heynckes é líder da Bundesliga e agora tem 100% de aproveitamento na Copa dos Campeões. No 4-2-3-1 de sempre, deixado pelo mesmo holandês Louis Van Gaal, que não deixou o clube de uma forma tão amistosa.

Heynckes escalou Thomas Müller, Toni Kroos e Frank Ribéry na linha dos três meias ofensivos. Porém, como todos sabem, o organizador primordial é Bastian Schweinsteiger, que surge por trás dos meias do time de Munique. E a relevância do funcionamento do meio-campo dos alemães depende da forma que Schweinsteiger exerce o que tem que exercer.

Se ele tem espaço, ele acaba com o jogo. Lembre-se do entrave diante o Brasil. Fernandinho ficou preso em Lahm, Ralf em Götze. Bastian teve o espaço para brilhar, ainda fazendo um dos tentos na ótima vitória do time de Löw.
Contra o City, a mesma coisa. Mas com alguns pontos diferenciais.

O primeiro foi a tentativa de Mancini para “reter” Schweinsteiger em um ponto mais baixo do campo; o que ocorreu foi uma mudança no posicionamento de David Silva, fazendo-o ficar mais fixo pelo flanco direito, tentando impedir Lahm de aparecer no ataque. E, ainda, o espanhol teria que ocupar espaços para tentar impedir o jogo de Schweinsteiger, segundo volante, organizador primário do Bayern de Munique. Mas ficou na indecisão de marcar um ou outro.
Em um segundo ponto, há de se ressaltar que Silva foi tentar fazer o que fez por um motivo claro: o City joga com duas linhas de quatro homens, clássico. Isto é, nenhum meia central, sem incidência de um incômodo para o número 31 do Bayern de Munique.

Com as mudanças, Nasri foi jogar pelo lado esquerdo do campo. Pouco fez – apesar de ter ido melhor que Silva.

Quando Bastian começou a aparecer, por volta dos 30 minutos da etapa inicial, o time da casa começou a criar. E fez o primeiro com Gómez. O segundo também foi de SuperMario. Como um herói, de fato.

O City foi muito indeciso. Poderia ter recuado Agüero para jogar em um 4-2-3-1, espelhando o adversário e incomodando os volantes. O argentino apareceu pouco, apesar de tentar compor a linha de três meias com Nasri e Silva.

Os bávaros são favoritos na disputa da liderança. Agora, ao City, resta se concentrar na vaga pela segunda posição com o Napoli. A vantagem desta vez é dos italianos, que contarão certamente com o San Paolo no jogo do segundo turno do grupo A.

Mario Gómez - voando em campo

Por: Felipe Saturnino

11/09/2011

O ‘hattrick’ e o penal

O Manchester City parece cada vez mais encorpado.

Mancini arrumou uma forma contundente e segura de escalar craques e fazer de um grupo de bons jogadores um time eficiente.

O italiano tem seus méritos, mas há de se dizer que Sergio Agüero está intocável. O argentino fez seu tento em quatro partidas disputadas na Premier League.

No 4-4-2, o genro de Dieguito fez dupla com Carlos Tévez. Este foi o fato mais relevante do jogo. Dois jogadores móveis atuando contundentemente, sem roubar espaços dos outros, e ocupando os lugares no campo de forma inteligente. O placar de 3 a 0 foi justíssimo.

E o Wigan, no 4-2-3-1, também chegou, mas foi discretamente. Com Rodallega e Moses, a equipe foi perigosa no City of Manchester – o estádio do City. A atuação de Kompany foi boa, assim como a de Joleon Lescott. Apesar de o belga ter falhado em um lance desperdiçado por Franco di Santo.

No mais, um passeio. Poderia ter sido maior, tivesse Tévez convertido o penal. Mas Agüero fez os três e sacramentou o mais que sacramentado.

Cada vez mais, um time que se movimenta conscientemente parece se desenhar pelos pensamentos de Mancini. Um time cada vez mais incorporado ao estilo do 4-4-2 com duas linhas, clássico.

E as atuações de Yaya Touré e David Silva elevam cada vez mais o nível do City, e a segurança da equipe nos jogos que faz.

O City é líder, ao lado do United.

E quarta tem jogo contra o Napoli.

Manchester City - cada vez mais time

Por: Felipe Saturnino

25/08/2011

Na fase de grupos, nenhuma morte declarada

A UEFA sorteou os grupos para a primeira fase dentro da Champions League 2011/2012.

No grupo A o anfitrião da final encabeça a lista do grupo mais difícil, mas que não é o da morte: Bayern de Munique, Villareal, Manchester City e Napoli. O time alemão e os bilionários de Manchester são os favoritos para as oitavas. Napoli e Villareal podem incomodar, mas, ainda assim, estão em um patamar de disputa mais baixo que os dos dois figurões do grupo.

Palpite: Manchester City
2º Bayern de Munique
3º Napoli
4º Villareal

Pois sim, o City pode ficar por cima no primeiro grupo. Com o time que tem, reunindo peças de valor mais do que qualificadas, a equipe de Mancini pode levar a primeiro posição. E pra mim, leva. Os anfitriões bávaros ficam com o vice no grupo. Napoli vai para a Liga Europa.

Pelo B, a Inter de Milão não poderia esperar melhor resultado no sorteio. Afinal, além de encabeçar, caiu em um grupo folgado, com times facilmente “batíveis”. CSKA, Lille e o Trabzonspor, substituindo o Fenerbahçe, envolvido em escândalo na Turquia, completam a lista no grupo B.

Palpite: Inter de Milão
2º Lille
3º CSKA
4º Trabzonspor

O time francês do tão bem avaliado Eden Hazard se classifica para as oitavas; os interistas passam facilmente pela fase inicial; CSKA vai para a Liga Europa.

A chave C reúne dois campeões europeus: os ingleses do Manchester United – tricampeões, com títulos em 1968, 1999 e 2008 – e os portugueses do Benfica, bicampeões na década de 60 – 1961 e 1962. São os favoritos no grupo, que é completado pelo time da terra de Federer, o Basel, e pelo atual campeão romeno, o Otelul Galati, time que tem apenas 47 anos de existência.

Palpite: Manchester United
2º Benfica
3º Basel
4º Otelul Galati

Os Devils do United liderarão o grupo – pois são mesmo melhores que os portugueses -; o Benfica é segundo. O time suíço, predileto por Federer, vai à Liga Europa. Os romenos comemoram o quarto lugar, simplesmente por habitarem a Champions League.

O D é o grupo com mais títulos – 9 do supercampeão Real Madrid e 4 do Ajax, hoje de Frank de Boer. Pois, assim sendo, os dois são favoritos. Não, no caso, apenas o time de Mou é; o Olympique de Lyon vai brigar com o tetra Ajax, e ainda reencontrará os madridistas – serão 6 encontros em 3 edições de Liga dos Campeões.

Palpite: Real Madrid
2º Ajax
3º Lyon
4º Dinamo Zagreb

Os croatas ficam com a quarta posição no grupo D; os holandeses se classificarão e os franceses passam para a antiga Copa da UEFA, hoje Liga Europa; os madridistas passam com relativa tranquilidade.

O grupo E é equilibrado: Chelsea – ainda em montagem com André Villas-Boas -, Valencia, que perdeu Juan Mata para o próprio time londrino, e o Leverkusen, de destaques como Schurrle, Kiesling e um vicecampeonato na Bundesliga. Ainda assim, o cabeça-de-chave é o favorito para avançar como primeiro; o Valencia briga com os alemães. Os belgas do Genk terão que jogar o que podem, o que não podem, o que nunca imaginaram e o que nunca pensaram em imaginar para ir avante na Liga dos Campeões.

Palpite: Chelsea
2º Bayer Leverkusen
3º Valencia
4º Genk

Os ingleses são líderes; o time alemão, idealizado por Jupp Heynckes, hoje no time de Munique que recebe a final do evento, fica em segundo lugar, brigando até a morte com o Valencia, este que fica em terceiro; os belgas não jogam o impossível e ficam na última posição na chave.

O F tem um Arsenal perigando com as primeiras colocações, e um Olympique de Marselha vicecampeão com Didier Deschamps na Ligue 1, na última temporada, e ainda campeã da Supercopa da França, em tempos mais recentes. Porém, o destaque fica com um ótimo Borussia Dortmund que tem tudo para avançar como primeiro no grupo F.

Palpite: Borussia Dortmund
2º Arsenal
3º Olympique de Marselha
4º Olympiacos

O time de Jurgen Klopp, sensação na última temporada, passa para as oitavas sendo a primeira no grupo; o time de Wenger sofre mas também vai em frente; Deschamps leva o Marseille à Liga Europa; Olympiacos pode roubar pontos dos figurões do grupo.

O Porto encabeça o grupo G, completado pelo Shakhtar da Ucrânia e pelo Zenit de São Petesburgo, time russo. O Apoel do Chipre também figura.
A sensação é que os portugueses avançam, ainda com os ucranianos. O Porto pode sim perder pontos com a equipe campeão da Liga Europa – então Copa da UEFA – em 2009, falo do Shakhtar. O Zenit vai à Liga Europa.

Palpite: Porto
2º Shakhtar Donetsk
3º Zenit
4º Apoel

Mesmo sendo teorizado como o primeiro da chave, o Porto tem que ter cuidado com o jogo diante o time de Donetsk, na Ucrânia. No mais, a ordem será a do palpite.

No grupo H, Barcelona, Milan, Bate Borisov e Viktoria Plzen. Ponto.

Palpite: Barcelona
2º Milan
3º Bate Borisov
4º Viktoria Plzen

Com tudo considerado, nenhum grupo da morte declarado. Assim sendo, o sorteio da Champions deixou a desejar. Ao menos, nenhum figurão terá óbito, então, teremos ótimas oitavas-de-final – assim espero.

Por: Felipe Saturnino

21/08/2011

City é forte, criativo, autoritário e candidato a títulos

No City de Mancini se percebe uma opção por um esquema 4-4-2 que pode sofrer transição para o 4-2-3-1, dependendo de como Kun Agüero se posiciona em campo. O argentino, então, participa da criação e também da conclusão de jogadas em campo.
Com isso, Milner, David Silva, Yaya e Barry completam a zona intermediária do Manchester City, com velocidade e criatividade no setor. Um meio-de-campo que, de tão funcional, chegou a ter posse de bola digna de Barça hoje, no Reebok Stadium – 64% diante o Bolton.

Yaya Touré e Barry dominaram as ações e jogaram como gente grande, como de fato, são. No duelo contra os volantes adversários, Reo-Coker e Fabrice Muamba, os dois dos Citizens venceram um confronto simples. Afinal, são muito técnicos e participam tanto das tarefas defensivas quanto das ofensivas.
O que há de se dizer também que, dessa forma, Silva e Milner exclusivamente são wingers que não são imóveis. Silva, como chamei no post passado, era um falso winger que podia jogar por dentro e pela lateral. Mas hoje fica claro que a proposta de Mancini é fazer a equipe rodar o máximo possível, com Agüero, mesmo assim, sendo determinante no esquema. Sabe-se que o argentino também pode jogar pelos lados e assim, configura-se uma transição centrada em três dos ‘centros’ ofensivos do City – Agüero, Silva e Milner.

E o City foi autoritário. Só sofreu nos minutos iniciais diante o Bolton. Pouco importaria. A equipe de Manchester veio disposta a vencer, mandar no jogo e mostrar que pode brigar por muito mais do que uma Premier League – sim, o time pode ser competitivo, e muito, na Champions League.

Com o 4-4-2/4-2-3-1, o Manchester City venceu o jogo com gols de David Silva, – em falha declarada e assinada do goleiro Jaaskelainen – Gareth Barry e Dzeko, outro que fez um ótimo jogo.

O 3 a 2 representa um resultado relevante que, para uma temporada tão longa, mostra-se como uma janela para títulos e mais títulos.

Pois sim, o City empolga, manda no jogo com seu meio-de-campo poderoso, é autoritário, tem um dos 5 melhores elencos do mundo e, por isso, pode ganhar muitos títulos.

Já é líder, com 7 gols feitos e 2 sofridos e ainda 100% de aproveitamento. Lá em cima, vai disputar com United, ainda um degrau acima, e com Chelsea, um degrau abaixo dos Citizens.

Por: Felipe Saturnino

15/08/2011

O City de Agüero pode ser o City do protagonismo


A estreia do City na Premier League foi empolgante. Mancini foi com o 4-2-3-1, usando Yaya Toure como meia central, na criação e também na recomposição com De Jong fazendo a função de primeiro volante. Gareth Barry fez um jogo regular, apenas deixando a ajustar alguns detalhes na marcação. Mas de resto, o City fez uma estreia muito boa.

Sem Milner, Roberto Mancini optou por Adam Johnson como winger pela direita – lembrando a definição de winger para jogador extremo do esquema. David Silva fez uma espécie de falso winger, afunilando o jogo, procurando e achando espaços para o Manchester City. O Swansea começou a partida bem, demonstrando uma calma e técnica, limitada, para trabalhar o jogo. Também há de se falar que Barry não ajudava De Jong na marcação e na ocupação de espaços, deixando dois meias – Sinclair e Dobbie – e um volante – Britton – sobrando para o holandês. A equipe galesa chegou a ter 66% da posse de bola no entrave por este motivo.

Mas durou por pouco tempo, pois o City começava a desencantar. Com Johnson, Silva e, principalmente, Toure fazendo boa partida, a equipe de Mancini começou a jogar pelos flancos. Mesmo com o goleiro do Swansea, Varm, em jornada brilhante até o momento, o chute de Adam Johnson foi mais sólido e bastou para Dzëko marcar o primeiro.

Mas o melhor veio quando Agüero entrou. Com o Swansea frágil diante um City demlidor, Agüero marcou dois tentos: o primeiro após boa subida de Richards com bom passe para o gol do argentino, e o segundo foi um petardo digno do jogador que é. E o avante ainda deu uma assistência sensacional a David Silva, um dos melhores no jogo.

E Yaya Toure, o volante que foi meia no jogo de hoje, fez mais uma jornada muito boa. Assim como Adam Johnson, De Jong e, óbvio, Sergio Agüero.

Tudo isso mostra o que o City pode fazer no ano: passar de um extraordinário coadjuvante para um protagonista. Digno da brilhante atuação de Agüero, em sua estreia pelo City.

Por: Felipe Saturnino

12/08/2011

Os figurões na Premier League

Como no Velho Mundo as ligas estão começando a se movimentar – na Alemanha, já se movimentou – nada melhor do que apresentar previas do times figurões ao título no torneio da Terra da Rainha.

Fiz algumas análises sobre transferências, pontos fortes da equipe e alguns carmas das esquadras favoritas no campeonato.

Manchester United

Nas compras:
Ashley Young (meia)- Aston Villa – 18 mi £
David de Gea (goleiro) – Atlético de Madrid – 16 mi £
Tom Cleverley (meia) – Wigan – 3 mi £

Nas vendas:
John O’Shea (lateral-direito) – Sunderland – 4 mi £
Wes Brown – (zagueiro) – Sunderland – 1 mi £
Owen Hargreaves (volante) – sem time

Em Old Trafford, agora na terra do maior campeão inglês de todos os tempos, o United vem forte como sempre deve ser. Sir Ferguson deve permanecer no 4-4-1-1 proposto no ano passado para a Champions League e também para o decorrer da temporada nacional. Com os meias Nani e Young, a faixa intermediária do campo fica melhor preenchida e mais qualificada nas jogadas laterais – já que Young é um nato condutor de bola, tal qual Nani. Os volantes Carrick e Anderson – a possível dupla inicial – tem qualidade suficiente para executar uma saída de bola eficiente, mesmo ambos sabendo de suas limitações. Carrick, como primeiro volante, não tem uma saída meio/ataque tão boa, mas o brasileiro Anderson pode facilitar um pouco mais o trabalho de ligação aos meias. Rooney cumpre uma função mais especial, sendo o jogador mais ‘flutuante’ em campo, surgindo ao lado de Chicharito, este mais fixo, e ao mesmo tempo aparecendo no meio-de-campo, concedendo suporte aos meias, Nani e Young.

Pontos principais: Evrá apoia bem pelo lado canhoto, apesar de não ser o mesmo lateral que foi titular na conquista da Champions de 2008; Young e Nani vão abusar da velocidade e farão diferença em jogadas laterais, atuando da ponta para dentro. O craque é Wayne Rooney, com esperança de uma função importante, mesmo tendo ‘válvulas’ pelos lados.

Meta: o título é muito possível, por todos os motivos apresentados pela equipe de Ferguson, mais acima.

Chelsea

Nas compras:
Lucas Piazón (meia) – São Paulo – 6,5 mi £
Oriol Romeu (volante) – Barcelona – 4 mi £
Romelu Lukaku (atacante) – Anderlecht – 19 mi £

Nas vendas:
Nemanja Matic (volante) – Benfica – 4 mi £
Michael Mancienne (zagueiro) – Hamburgo – 2 mi £
Yuri Zhirkov (meio-campista) – Anzhi Makhachkala – 13 mi £
Jeffrey Bruma (zagueiro) – Hamburgo – 440 mil £

No Chelsea, que também fechou com André Vilas-Boas para esta temporada, as coisas não se modificaram tanto. O elenco é competitivo na mesma medida em que era o ano passado, porém, Ancelotti não conseguiu formar um time que fosse bom o bastante para desbancar o figurão inglês, o Manchester United. Na equipe do italiano, muitas vezes se usava o 4-3-3, ou havia uma mudança com Anelka mais trequartista, sendo o vértice adiantado do losango. O time sempre teve bons nomes, mas não emplacou na temporada. Mesmo com Fernando Torres, um ótimo atacante, que mesmo depois de fazer jogos fracos para seu nível, continua sendo um atacante de altíssimo nível. A boa saída com os volantes, Ramires, Essien e Mikel pode funcionar. Esta é apenas uma ideia para a formação inicial. Pode não ser a escolhida pelo português Vilas-Boas para a estreia diante do Stoke City.

Pontos principais: Ashley Cole é fundamental no apoio pela esquerda, com Ramires dando sustentação por aquele ponto do campo. Com Mikel e Essien, o Chelsea tem uma proteção sólida para a zaga, que deve ter o brasileiro David Luiz ou até mesmo Ivanovic, com Bosingwa fazendo a lateral-direita, no caso. Aliás, pelo lado direito, Vilas-Boas encontra problemas. Desde os tempos de Mourinho no Chelsea, a equipe não consegue consolidar um bom lateral pelo lado. Paulo Ferreira, em seus bons tempos, fazia um apoio um pouco qualificado ao ataque. Bem, mas era Paulo Ferreira em seus bons tempos.
Recordemos também que Didier Drogba, com situação indefinida no Chelsea, pode sair ou pode ficar. A equipe diante da situação contratou Romelu Lukaku para uma função de centroavante.

Meta: o título é possível, mas os fatores contribuintes como a montagem do time de Vilas-Boas e a própria adaptação do treinador ao ambiente da equipe londrina podem pesar na hora decisiva. Mesmo assim, é interessante almejar planos grandes para o Chelsea da temporada 2011/2012. Jogadores a equipe tem, falta um técnico que una todos estes como um time.

Liverpool

Nas compras:
Charlie Adam (meio-campista) – Blackpool – 7 mi £
José Enrique (lateral-esquerdo) – Newcastle – 7 mi £
Jordan Henderson (meia) – Sunderland – 15 mi £
Stewart Downing (meia) – Aston Villa – 20 mi £

Nas vendas:
Milan Jovanovic (atacante) – Anderlecht – 704 mil £
Paul Konchesky (lateral-esquerdo) – Leicester City – 1,5 mi £

O Liverpool, do ídolo Kenny Dalglish como técnico, tem bastante time para ameaçar Chelsea e Manchester na ponta do campeonato. A equipe de Luis Suárez, Andy Carroll, Meirelles e Lucas – o brasileiro da seleção – funcionou no final do campeonato passado – vencendo jogos e levando a equipe até a Liga Europa. Neste ano, a tendência é melhorar e vencer a Premier League no formato atual pela primeira vez no clube.
Na zaga, a equipe de Dalgish tem Jamie Carragher, veterano da equipe, mas as outras posições não demonstram muita segurança. Glen Johnson fez uma temporada regular, mesmo sendo titular na Copa do Mundo com o desastre britânico. Fabio Aurélio é bom jogador, mas tem suas limitações defensivas. Do mesmo sofre Emiliano Insúa, o argentino. Mesmo assim, o time tem tudo para ganhar jogos importantes e brigar lá em cima.

Pontos principais: Dalglish deve usar o time com uma linha de quatro. Digo isso pois no ano passado fez experiências com três zagueiros. Deram resultados, mas a equipe tem elenco para jogar em um 4-4-2. Se Glen Johnson emendar uma boa sequência de jogos, a equipe tem apoio qualificado pela direita. José Enrique foi contratado para suprir a necessidade na lateral-esquerda, enquanto na zaga Carragher e Skrtel devem atuar. O time tem saída boa com Lucas e Meirelles, mas pode faltar ligação sem Gerrard atuando. O ataque tem Suárez e Carroll. Sim, os avantes são bons o bastante para um time como o Liverpool. Kuyt pode aparecer como titular, assim como Downing, na estreia diante o Sunderland.

Meta: pelo início, dou o Liverpool como um time para a zona da Champions League. Se a equipe se arrumar, pode arrancar para atrapalhar os ‘chefões’, United e Chelsea.

Arsenal

Nas compras:
Alex Chmaberlain (meia) – Southampton – 12 mi £
Gervinho (atacante) – Lille – 10 mi£

Nas vendas:
Gaël Clichy (lateral-esquerdo) – Manchester City – 6 mi £
Denílson (volante) – São Paulo – 600 mil £

Arsène Wenger terá mais uma temporada nos Gunners, a 16ª, aliás. O grande treinador francês tem problemas para armar o time no início da Premier League. Fàbregas ainda pode aparecer no Barcelona e, por isso, Wenger tem algumas dificuldades. John Wilshere e Song deverão compor a dupla principal de volantes na temporada. Com isso, Nasri pode passar para a meia-direita, sabendo que Gervinho pode atuar por aquele lado. Walcott pode jogar como um atacante pelo lado direito Van Persie centralizado. O elenco do time da capital inglesa é ótimo, mas com um esquema tão agressivo e incisivo, pode-se sofrer.

Pontos principais: no 4-3-3 proposto por Arsène Wenger, a equipe tem Song como volante protetor, tendo Wilshere, o bom volante gunner, pela esquerda do tripé de meio-de-campo. Porém, neste caso, Wilshere é um meia, dando suporte para as jogadas de criação, ao lado de Nasri, pela direita. Com Gervinho e Walcott, a promessa é de muita velocidade e muitas jogadas laterais, com participação de Sagna, pela direita. Centralizado, Van Persie funcionaria como um centroavante que circula livremente pelo campo, participando das jogadas que desenvolvem a evolução do Arsenal. O problema é na proteção, com Song atuando antes dos zagueiros, agindo na marcação. Mas que o time é bom, sim, é, de fato.

Meta: o título não começa sendo disputado pelo Arsenal. A equipe começa almejando uma vaga na Champions. Mas tem chances de título, basta evoluir como um time que agride e não deixa ser agredido.

Manchester City

Nas compras:
Gaël Clichy (lateral-esquerdo) – Arsenal – 7 mi £
Stefan Savic (zagueiro) – Partizan Belgrado – 10 mi £
Sergio Agüero (atacante) – Atlético de Madrid – 39 mi £

Nas vendas:
Shay Given (goleiro) – Aston Villa – 3 mi £
Felipe Caicedo (atacante) – Levante – 800 mil £
Jérôme Boateng (defensor) – Bayern de Munique – 11 mi £

O City promete fazer uma temporada melhor do que a anterior. A equipe foi terceira o ano passado, mas hoje briga até mesmo pelo título. Com os nomes que possui, o time de Mancini é bom. O problema continua sendo a atitude diferente que a equipe toma quando enfrenta um adversário figurão. Neste caso, o City já é um dos figurões ingleses, e pode vencer quem quiser. Mas é quase certo que o italiano comandante da equipe pode não ser o melhor indicado para o serviço de treinador.
O time do Manchester pode e deve atuar no 4-4-2 para o início da temporada: a equipe deve ter David Silva, Touré, De Jong e Milner no meio-de-campo, ainda com opções como Adam Johnson, e no ataque há Agüero e Carlos Tévez. Com um time desses, pode-se vencer qualquer outra equipe. O problema é formar uma equipe coesa, com tantos investimentos e bons resultados, mas que ainda poderia ser melhor.

Pontos principais: com Clichy pela esquerda, o City tem apoio e suporte para David Silva. As jogadas podem acontecer com Kun Agüero, também. Os dois avantes da equipe de Manchester podem se alternar como primeiro e segundo atacantes. James Milner atua mais periférico, porém afunila mais o jogo. Importante também é o trabalho de Yaya Touré, segundo volante que participa tanto da marcação quanto da criação no meio-de-campo, ajudando De Jong em tarefas mais defensivas.

Meta: o título é possível, sim. E com a melhor – e maior – contratação desta janela, a de Agüero, o City se credencia como candidato ao título. O problema é administrar tantas opções como Dzëko, Barry, Kolarov, Balotelli e Adebayor. Mas time forte e elenco, o City tem mais do que suficiente para brigar com Chelsea e United.

Tottenham

Nas compras:
Não contratou

Nas vendas:
Jamie O’Hara (meio-campista) – Wolverhampton – 3,5 mi £
Jonathan Woodgate (zagueiro) – Stoke City – agente livre

O time de Redknapp jogou a Champions no último ano, mas não conseguiu se manter lá nesta temporada que passou. A equipe é boa, mas não tem tanto calão para brigar com os figurões United e Chelsea, com o City surgindo por trás.
Mesmo assim, há nomes interessantes na equipe. O galês Gareth Bale, meia que joga pela esquerda e também pode executar função de lateral-esquerdo, é habilidosíssimo, veloz e técnico demais para sua função. Van der Vaart, mesmo não jogando em seu auge, pode fazer estragos quando joga em nível alto. Aaron Lennon é o outro winger, assim como Bale é, que joga pela direita, dando sustentação ao ataque e suporte para a defesa.
O problema no começo será a contusão de Sandro. Huddlestone deve atuar nos jogos iniciais. Mas o brasileiro fará falta.

Pontos principais: o apoio de Hutton pela direita é bom, mas Lennon é bastante efetivo nas jogadas por aquele lado. Bale é muito bom jogador, como já dito, e participa ofensivamente e defensivamente, cobrindo a posição de Assou-Ekotto, camaronês que tem deficiências o homem-a-homem para o combate. Luka Modric é o destaque como segundo volante. O croata é muito bom jogador e dá suporte para a ligação, ao lado de Rafael Van der Vaart. Mas os problemas nas laterais são muito prejudiciais ao Hotspur.

Meta: a vaga na Champions League será mais do que uma conquista ao Tottenham. A equipe é boa mas tem seus limites.

Com as análises feitas, agora vou dar meus palpites para os primeiros da tabela:

Chelsea – campeão
United – vice-campeão
City – 3º lugar
Liverpool – 4º lugar
Arsenal – 5º lugar
Tottenham – 6º lugar

Por: Felipe Saturnino