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22/02/2012

Os aspectos da vitória do Olympique de Marselha sobre a Inter de Milão

Atual quinto colocado da Ligue 1 – campeonato francês -, o Olympique de Marselha faturou uma vitória importantíssima sobre a tricampeã europeia Internazionale, constando um placar mínimo em terrenos franceses.

A conquista do Olympique existiu por uma Inter extremamente apática, em nível técnico muito baixo, tal qual o do próprio jogo. Os fatores construtores da vitória também atestam para um jogo de formações diferentes, que em um esquadrão – o francês – foi meramente mantido no decorrer do jogo, mas no italiano, não.

O gol para o triunfo do time da terra dos ‘Bleus‘ foi de autoria ganesa, assinada por André Ayew, no penúltimo minuto de embate – o 47º.

Os aspectos que deram a vitória ao Olympique são variados e expostos nos próximos 8 pontos.

0-63º minuto

1. O jogo no estádio Vélodrome foi configurado por pouquíssima criatividade e cadência por parte de ambas equipes. Os dois times tentaram acelerar o jogo, mas nem ao menos adquiriram ritmo para obter a posse de bola e conseguir dominar o jogo. Muito do dado compõe-se por atuações decepcionante de jogadores como Sneijder e Valbuena, as duas fontes de pensamento de Inter e Olympique, respectivamente.

2. A atuação de Wesley Sneijder, todavia, não deve ser tida como fora do normal no que se relaciona ao resto do esquadrão: Stankovic foi mal com a primeira bola de transição, e Zanetti serviu somente para conter os avanços de Cheyrou, tendo em Esteban Cambiasso, que conseguiu tornar o lado esquerdo da Internazionale mais sólido ofensivamente para não ‘atrofiar’ o jogo em um flanco apenas, o bom destaque tático e técnico para os italiano num jogo ruim no geral.

3. O duelo tático restringia-se a um 4-2-3-1 do Marseille para com um 4-3-1-2 – a disposição 4 e 4 em losango – nerazzurri. A desvantagem se mostrava aos mandantes por motivos naturais no confronto: na linha de meio-de-campo, Amalfitano pegaria o lateral-esquerdo da Inter, Valbuena ficaria com o volante de centro e o ganês Ayew pegaria Maicon; contudo, o que se deu foi que Amalfitano ficava mais flutuante em campo, já que o romeno Cristian Chivu, de 31 anos, não é agressivo por não ser lateral de origem, e sim beque central. Com isso, o ponta-direita da equipe marselhesa regredia em campo também para ‘grudar’ em Cambiasso, que seria mais livre caso Chivu jogasse mais agressivamente na lateral.

4. Os confrontos táticos individuais em campo ficavam polarizados em três centros de criação: Valbuena-Stankovic, Cheyrou-Zanetti e Alou Diarra-Sneijder. Todos eram fundamentais para o andar do jogo, porém, interessante era reparar como Amalfitano regredia na altura do campo para compor o bom espaço que Cambiasso tinha para tornar o lado esquerdo da Inter mais ativo. A primeira boa chance do jogo foi da equipe de Giuseppe Meazza, aos 10 minutos, com bola de cruzamento vinda de Esteban para Diego Forlán concluir e Mandanda tocar para escanteio.

5. A Internazionale se modificou quando Yuri Nagatomo assumiu o posto originalmente de Maicon, na lateral-direita da Internazionale, após o final da primeira etapa. O japonês subiu mais ao ataque do que o brasileiro o fez, porém, a timidez espontânea de André Ayew, subitamente, tornou-se menor, na mesma medida em que o Olympique começou a utilizar mais os seus pontas.

63-93º minuto

6. No 18º minuto da segunda etapa, Ranieri decidiu travar o Marseille ao começar a utilizar o nigeriano Joel Obi na meia esquerda da segunda linha de quatro do 4-4-2 interista. Assim, Chivu teria mais suporte na marcação de Amalfitano, ainda que no lado oposto Nagatomo preocupasse por ter Ayew logo ao seu lado.

7. Cheyrou, que anteriormente era barrado em Zanetti, agora, teria contra uma linha disposta de forma mais clara para trancar o jogo e garantir o empate insosso. Valbuena ainda jogava em cima de Dejan Stankovic, o meia sérvio que teve participação muito pouco importante no serviço de cadência de jogo no meio-de-campo italiano, que era praticamente inoperante em campo.

8. Amalfitano conseguiu sacar três cruzamentos em 10 minutos para Ayew cabecear nas três ocasiões. O gol não saiu, porém, ficava claro que o atalho era pelo lado de Chivu, outro que teve noite pouco inspirada por segurar uma posição em que nunca obteve êxito completo na carreira de futebolista. O tento, porém, saiu aos 47 minutos após escanteio cobrado por Valbuena, que ainda não havia se encontrado em campo, mas era o único que corria atrás de variações no meio-de-campo do Olympique de Marseille, procurando por espaços nos dois flancos.

Por: Felipe Saturnino

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