Archive for ‘Udinese’

24/08/2011

Vida longa à Szczesny

O Arsenal está se desmontando em peças de valor muito pequeno. A equipe já deixou de ter Cesc Fàbregas e Samir Nasri, jogadores badalados, talentosos, técnicos e fundamentais para o francês comandante dos Gunners, Arsène Wenger.

Pois com a filosofia do francês, de somente revelar e não consolidar o jogador, – de fato – o Arsenal pena um título há 7 anos.

Nada que influenciasse os comandados de Wenger para serem derrotados pela Udinese. O resultado ao Arsenal foi satisfatório, pois está nos grupos da Champions.

Jogando em um 4-2-3-1 inicial, o time de Wenger se modificou. Mais um jovem, Frimpong, se juntou aos Gunners. Com Ramsey como meia central do meio-de-campo com três meias ofensivos, o Arsenal reunia Gervinho e Walcott como meias mais extremos no campo.
O marfinense, Gervinho, fez seu melhor jogo com o Arsenal. Porém, ainda precisa de uma atuação mais estável e regular, com mais prós do que contras. A atuação de hoje foi uma demonstração do que ele pode fazer – sim, ele pode um pouco mais. Walcott, apesar de seu gol, precisa cessar com acontecimentos que culminam em perda de chances, como aquela que Handanovic – o bom arqueiro esloveno – pegou, após uma das duas ótimas jogadas de Gervinho pela esquerda.
A segunda boa foi a que gerou o gol de Van Persie, o atacante com o maior faro de gol no time. O tento foi o de empate, pois antes, Di Natale mostrou como se faz um gol de cabeça bem feito. O avante italiano tem técnica de centroavante sobrando.

O jogador da Udinese – que repetia o 4-1-4-1 da terça anterior, com saída de Armero pela esquerda – tem tudo que um centroavante precisa. Não seja por isso, foi o goleador das duas últimas temporadas do campeonato italiano.
Mas aquele penal não poderia ser perdido. Sim, Di Natale perdeu um pênalti aos 13 minutos da etapa complementar.

Ao Arsenal, a classificação tira Wenger da corda bamba. O francês vive um momento delicado no cargo da equipe londrina e, pode sim, sair do lugar que a ele hoje pertence. Mas a este ponto da temporada uma negociação não é tão provável assim.

E Wenger deve agradecer muito ao brilhante arqueiro Szczesny. Pois se Di Natale perdeu – e não poderia perder – não foi pelo fato de ter batido mal. Longe disso. Szczesny saltou para pegar a cobrança. Vida longa a ele.

Szczesny - vida longa ao polonês

Por: Felipe Saturnino

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16/08/2011

Criação, filosofia, problemas, maturidade e juventude

Walcott - o jovem e talentoso de um Arsenal muito confuso


Arsène Wenger, notoriamente, é sabido como um dos maiores treinadores do futebol. Afinal, não é por qualquer coisa que um técnico se mantem num cargo por tanto tempo, e com a eficiência que tem.

Porém, sabe-se também que sua eficiência há tempos não é refletida em títulos. Desde a temporada 2003-04, os Gunners simplesmente não ganham títulos. E tem uma explicação.

Sabendo e conhecendo Wenger, creditamos os sucessivos fracassos do Arsenal à filosofia do clube. Ou do próprio Wenger – de fato, é a do treinador.
Tivera ganhado a Carling Cup diante o Birmingham, em fevereiro do ano atual, e a pressão sobre os ‘garotos’ do Arsenal certamente seria menor.
Mas a sina continuou e o clube permaneceu sem título, depois de 7 anos.

A saída de Fàbregas mostra o que o clube forma: jogadores que se formam e deixam a instituição.

Desde a criação de base, o Arsenal volta seus garotos ao clube com uma grande atenção. Mas não crê em alternativas mais experientes para dar maturidade ao grupo atual. E se necessita disso. Fica mais claro e evidente.

Hoje, diante a Udinese, Wenger não dirigiu os Gunners no campo, mas sim, dos camarotes do Emirates – punição em respeito às reclamações do jogo diante o Barcelona, pelas oitavas da Champions deste ano. A equipe não se achou em campo e, jogando em um 4-3-3, o jovem Ramsey, outro bom nome da base, decidiu o jogo com um passe.

Mas o time não conseguiu desenvolver a criação na partida. Muito pela vantagem da Udinese no meio-de-campo – sabendo que possuía 5 jogadores e o Arsenal três. O que não tira o demérito dos londrinos quando se refere ao jogo em si. Com Rosicky jogando mal, o time do técnico francês não conseguiu fazer ligação e dependeu basicamente de suas jogadas laterais, com Theo Walcott, ou de um lampejo de Aaron Ramsey. Gervinho fez um jogo fraquíssimo, o que acarretou em problemas na sua movimentação. O avante da Costa do Marfim não se achou em campo, e ‘circulou’ pelo campo de batalha.
O destaque para a Udinese fica para a vantagem que a equipe tomou no meio-de-campo, prendendo seus volantes para as saídas periféricas do bom apoiador Isla e do ex-Palmeiras, Pablo Armero. Tivera ele convertido sua chance em gol e o Arsenal estaria mais do que encrencado.

Mesmo ganhando, mais uma vez, o time de Wenger não parece confiável. O reflexo de uma filosofia de criação do técnico que, transmitida diretamente ao clube, gera prejuízos na produção de jogadores enquanto seus times se desenvolvem apenas de ótimos jovens valores, mas não de experientes certezas. A seca de títulos só reforça a tese.

Wenger - filosofia do francês parece ter fracassado

Por: Felipe Saturnino