Posts tagged ‘Bayern de Munique’

21/05/2012

O penal para o paraíso

Há anos que ‘contemplamos’ a obra de Abramovich com cuidado, reparando os caminhos tomados pelo russo que é o dono da parte azul de Londres, suas decisões – que, aliás, em diversos momentos, levaram-nos a duvidar seriamente do futuro do time -, que, no geral, deviam-se a uma obsessão, no meio de outras tantas: a Liga dos Campeões.

Digo uma no meio de várias pois o seu investimento pesado visar uma única coisa é um frágil e delicado sonho. Pequeno, que ainda se diga. Por mais que esse sonho fosse a Liga.

Os ‘deméritos’ chegaram ao fim.

Depois de tantos erros – e acertos, óbvios acertos, que ocorreram em maior número do que os erros na trajetória traçada por sua própria figura, única na história do clube -, quando surge a conquista, recorda-se, primordialmente, tudo o que terminou, finalmente, bem no lado dos ‘Blues’.

Mourinho, o grande Mou, penou ao conseguir uma semifinal em Champions League com os londrinos. Após abater o também grande Barcelona na época – de Ronaldinho, Deco, Eto’o, Gio van Bronckhorst e Van Bommel -, pelo estágio de quartas-de-final, com uma vitória também enorme em Stamford Bridge (4 a 2), o time de Roman foi eliminado em Anfield Road com um gol de Luis Garcia, naquele fatídico 1 a 0 da Champions League 2004/2005 – o Chelsea perdera, no fim, para os vencedores da fantástica final de Istambul num entrave dramático que terminou nos penais, assim como foi finalizada a primeira conquista dos azuis ingleses.

Os relatos de Moscou, daquela final diante o United, que também restou aos pênaltis para determinar o vencedor, prevaleciam vivos na cabeça do time que, naquela época, tinha um ‘sortudo’ Avram Grant no comando – o israelense havia substituído Mourinho.

O curioso é que, por mais que fizesse certo, Abramovich tivera chegado mais longe com o ‘pior’ de seus treinadores. Mas, oras, havia chegado. Não ganhado, mas chegado; sabia o gosto duma final, não de um título. Por mais que isso parecesse pouco – não era, apesar do investimento pesado dos ‘Blues’ -, o Chelsea, por mais que tudo, habitava um lugar que tendia a ser seu pelos próximos anos. Fato é que não foi. Faltou um ‘push’ para o paraíso, o patamar dos campeões europeus, onde estendem os melhores do Velho Mundo.

Até que, pelo dado motivo, o Chelsea, apesar de ter explorado as semis em 2009, parou nas oitavas em 2010 e nas quartas no ano passado.

Aliás, o Chelsea simplesmente teve de viver o seu certo pior ano, nacionalmente, ao menos, para abocanhar a maior glória de sua história.

Na terra bávara, o ‘push’ para o time dirigido por Di Matteo – que é também de Abramovich, mas, talvez ainda mais de Didier, Frank, Petr e Ashley – surgira por méritos não menos óbvios do que os de eliminação dos talvez ‘melhores da história’, mas também veio de uma fonte muito ímpar.

A memória.

As memórias de Moscou recordaram-lhes o passado, para dar-lhes chance ao presente e vida ao futuro. Quando o fenomenal Drogba – que não veste a 9, mas bem que poderia, apesar da 11 fazer melhor combinação a seu estilo – empatou no minuto 88 de jogo no Allianz, ali sim, o jogo se tornou mais jogo. Começou a ter requintes – seriam de crueldade – daquele jogo de Moscou, mas, por que não lembrar da final de Istambul, em 2005?

É claro que não seria tão fenomenal ou dramático quanto aquele jogo. Mas seria tão ímpar quanto. Por circunstâncias únicas, que terminaram por criar mais um campeão para a galeria dos campeões da Europa.

Ficou semelhante, porém, àquela semifinal diante o Barça quando Drogba fizera penal sobre um Ribéry disposto a jogar em campo. Contudo, lembrara aos bávaros o jogo de Dortmund pela Bundesliga ao final do ato.
E o que Robben fizera era só mais drama ao jogo.

A memória.

Todas as assimilações eram não menos que assimilações após a defesa de Neuer pelo pênalti batido por Mata – tímido no meio-de-campo inglês, diga-se. Mas passou-se a acreditar que os relatos de Moscou seriam esquecidos – não propriamente ditos esquecidos, mas tirados do fundo do baú das memórias azuis para serem substituídos por melhores lembranças – depois que Ivica Olic desmerecera a chance de penal, com Cech prevalecendo sobre o mesmo.

Ficou, literalmente, tudo azul após o excelente Schweinsteiger desperdiçar sua cobrança. Drogba, enfim, consolidara o ‘push’ para o Chelsea se sagrar o melhor da Europa pela primeira vez. E serve para libertar as memórias, ou melhor, as frustrações de anos atrás.

À mesma medida em que serve para se estender ao paraíso – tanto time quanto Drogba.

Drogba – para o lugar que é seu, de direito

Por: Felipe Saturnino

21/01/2012

Os aspectos da vitória do M’Gladbach contra o Bayern de Munique

O Borussia Monchengladbach se credenciou a um posto maior em âmbito nacional nesta sexta-feira, após uma vitória excepcional sobre os rivais bávaros e sabidamente superiores do Bayern de Munique, os líderes da Bundesliga no momento.

Mas a vitória dos alvinegros faz-nos pensar sobre um uso mais pragmático do 4-4-2, ainda que esteja altamente fora do contexto estilístico do momento dos traços táticos em que vivemos por ora. Mais significativo ainda é representar a vitória como um jogo de 4-4-2 x 4-2-3-1.

Os aspectos que levaram os mandantes à tão sonhada vitória são diversos, e chegam a ser externos aos de fatores táticos comuns numa partida.

1. Com a volta de Bastian Schweinsteiger no posto de segundo volante da equipe de Munique, o Bayern também voltou a ter um trunfo na manga: suas eficientes chegadas ao ataque. Assim, no miolo de meio-campo do adversário, o Bayern poderia ter uma vantagem constante no ponto do campo, o que o faria ter mais a bola e, por consequência, ser mais agressivo. O contraponto da história é relatar uma volta apagada do número 31 do time tetracampeão da Europa, que prejudicou em imensidão o poderio de ataque bávaro.

2. O deslocamento de Tony Kroos para a ponta-esquerda do 4-2-3-1 de Jupp Heynckes não poderia ter sido mais decepcionante para o enredo do jogo em relação ao Bayern de Munique. É notável a característica de cadencia do alemão, e seus passes são extremamente eficientes, mas o flanco canhoto chegou a ser pouco operante. Kroos é, notoriamente, um ótimo volante que tem desempenhado uma boa função na meia-central do time bávaro.

3. Sem as vantagens criadas por Schweinsteiger num miolo de meio-de-campo, o Bayern começou a esbarrar numa defesa muito bem construída por Favre. A solidez da equipe é notável nesse setor do campo, anotando um número de 12 gols sofridos, configurando-a como a segunda que menos sofre gols no campeonato. Outro número fundamental para entender o quão bem desempenhado o papel dos defensores é feito no M’Gladbach há de ser o número de impedimentos que a equipe faz com seus adversários: são 102 impedimentos em 18 jogos na Bundesliga, uma média de 5,6 impedimentos por jogo. Hoje, foram 7 do Bayern, ultrapassando a marca.

4. O trabalho de contragolpe dos mandantes era claro por um motivo óbvio: o Bayern tem mais qualidade nos fundamentos de passe do que o adversário. Apurado isso, o que fica mais evidente é a versatilidade para tal feito: Arango e Hermann pelos flancos, Reus na primeira bola de entrada para o ataque e Hanke mais avançado, porém, aparecendo para receber passes periféricos. A estratégia era agredir o Bayern dos flancos para o meio, e não do centro do meio-de-campo para o meio do ataque – sabendo das pouquíssimas qualidades dos volantes do Borussia Monchengladbach.

5. A possibilidade de retração das linhas após o primeiro gol foi de se reparar, mas o Bayern nunca soube o que fazer em campo. Defendendo-se e retraindo-se, o Borussia comandou o jogo sempre na sua bola de contra-ataque, usada com muita confiança por seus jogadores. Os dois últimos gols do time foram de jogadas bem tramadas, ambos do bom médio Hermann. Quanto mais o jogo progredia, mais os mandantes mandavam no jogo e faziam o Bayern barrar num muro sem brechas, uma defesa muito bem postada. O que chama a atenção no Borussia é a capacidade de retração e contragolpe que, contra times tão apurados contra o Bayern, funciona da ponta para dentro, sem atuações convincentes dos volantes Nordveit e Neustädter.

Por: Felipe Saturnino

27/09/2011

Bayern se achou e é forte. Mas e o City?

O Manchester City praticamente deixou a possível primeira posição do grupo escapar. Ou simplesmente deixou a vaga nas oitavas da Champions escapar.

No jogo dos melhores dos grupos, e os favoritos para mim, o Bayern mostrou que é forte demais para o time de Manchester. A equipe de Jupp Heynckes é líder da Bundesliga e agora tem 100% de aproveitamento na Copa dos Campeões. No 4-2-3-1 de sempre, deixado pelo mesmo holandês Louis Van Gaal, que não deixou o clube de uma forma tão amistosa.

Heynckes escalou Thomas Müller, Toni Kroos e Frank Ribéry na linha dos três meias ofensivos. Porém, como todos sabem, o organizador primordial é Bastian Schweinsteiger, que surge por trás dos meias do time de Munique. E a relevância do funcionamento do meio-campo dos alemães depende da forma que Schweinsteiger exerce o que tem que exercer.

Se ele tem espaço, ele acaba com o jogo. Lembre-se do entrave diante o Brasil. Fernandinho ficou preso em Lahm, Ralf em Götze. Bastian teve o espaço para brilhar, ainda fazendo um dos tentos na ótima vitória do time de Löw.
Contra o City, a mesma coisa. Mas com alguns pontos diferenciais.

O primeiro foi a tentativa de Mancini para “reter” Schweinsteiger em um ponto mais baixo do campo; o que ocorreu foi uma mudança no posicionamento de David Silva, fazendo-o ficar mais fixo pelo flanco direito, tentando impedir Lahm de aparecer no ataque. E, ainda, o espanhol teria que ocupar espaços para tentar impedir o jogo de Schweinsteiger, segundo volante, organizador primário do Bayern de Munique. Mas ficou na indecisão de marcar um ou outro.
Em um segundo ponto, há de se ressaltar que Silva foi tentar fazer o que fez por um motivo claro: o City joga com duas linhas de quatro homens, clássico. Isto é, nenhum meia central, sem incidência de um incômodo para o número 31 do Bayern de Munique.

Com as mudanças, Nasri foi jogar pelo lado esquerdo do campo. Pouco fez – apesar de ter ido melhor que Silva.

Quando Bastian começou a aparecer, por volta dos 30 minutos da etapa inicial, o time da casa começou a criar. E fez o primeiro com Gómez. O segundo também foi de SuperMario. Como um herói, de fato.

O City foi muito indeciso. Poderia ter recuado Agüero para jogar em um 4-2-3-1, espelhando o adversário e incomodando os volantes. O argentino apareceu pouco, apesar de tentar compor a linha de três meias com Nasri e Silva.

Os bávaros são favoritos na disputa da liderança. Agora, ao City, resta se concentrar na vaga pela segunda posição com o Napoli. A vantagem desta vez é dos italianos, que contarão certamente com o San Paolo no jogo do segundo turno do grupo A.

Mario Gómez - voando em campo

Por: Felipe Saturnino

25/08/2011

Na fase de grupos, nenhuma morte declarada

A UEFA sorteou os grupos para a primeira fase dentro da Champions League 2011/2012.

No grupo A o anfitrião da final encabeça a lista do grupo mais difícil, mas que não é o da morte: Bayern de Munique, Villareal, Manchester City e Napoli. O time alemão e os bilionários de Manchester são os favoritos para as oitavas. Napoli e Villareal podem incomodar, mas, ainda assim, estão em um patamar de disputa mais baixo que os dos dois figurões do grupo.

Palpite: Manchester City
2º Bayern de Munique
3º Napoli
4º Villareal

Pois sim, o City pode ficar por cima no primeiro grupo. Com o time que tem, reunindo peças de valor mais do que qualificadas, a equipe de Mancini pode levar a primeiro posição. E pra mim, leva. Os anfitriões bávaros ficam com o vice no grupo. Napoli vai para a Liga Europa.

Pelo B, a Inter de Milão não poderia esperar melhor resultado no sorteio. Afinal, além de encabeçar, caiu em um grupo folgado, com times facilmente “batíveis”. CSKA, Lille e o Trabzonspor, substituindo o Fenerbahçe, envolvido em escândalo na Turquia, completam a lista no grupo B.

Palpite: Inter de Milão
2º Lille
3º CSKA
4º Trabzonspor

O time francês do tão bem avaliado Eden Hazard se classifica para as oitavas; os interistas passam facilmente pela fase inicial; CSKA vai para a Liga Europa.

A chave C reúne dois campeões europeus: os ingleses do Manchester United – tricampeões, com títulos em 1968, 1999 e 2008 – e os portugueses do Benfica, bicampeões na década de 60 – 1961 e 1962. São os favoritos no grupo, que é completado pelo time da terra de Federer, o Basel, e pelo atual campeão romeno, o Otelul Galati, time que tem apenas 47 anos de existência.

Palpite: Manchester United
2º Benfica
3º Basel
4º Otelul Galati

Os Devils do United liderarão o grupo – pois são mesmo melhores que os portugueses -; o Benfica é segundo. O time suíço, predileto por Federer, vai à Liga Europa. Os romenos comemoram o quarto lugar, simplesmente por habitarem a Champions League.

O D é o grupo com mais títulos – 9 do supercampeão Real Madrid e 4 do Ajax, hoje de Frank de Boer. Pois, assim sendo, os dois são favoritos. Não, no caso, apenas o time de Mou é; o Olympique de Lyon vai brigar com o tetra Ajax, e ainda reencontrará os madridistas – serão 6 encontros em 3 edições de Liga dos Campeões.

Palpite: Real Madrid
2º Ajax
3º Lyon
4º Dinamo Zagreb

Os croatas ficam com a quarta posição no grupo D; os holandeses se classificarão e os franceses passam para a antiga Copa da UEFA, hoje Liga Europa; os madridistas passam com relativa tranquilidade.

O grupo E é equilibrado: Chelsea – ainda em montagem com André Villas-Boas -, Valencia, que perdeu Juan Mata para o próprio time londrino, e o Leverkusen, de destaques como Schurrle, Kiesling e um vicecampeonato na Bundesliga. Ainda assim, o cabeça-de-chave é o favorito para avançar como primeiro; o Valencia briga com os alemães. Os belgas do Genk terão que jogar o que podem, o que não podem, o que nunca imaginaram e o que nunca pensaram em imaginar para ir avante na Liga dos Campeões.

Palpite: Chelsea
2º Bayer Leverkusen
3º Valencia
4º Genk

Os ingleses são líderes; o time alemão, idealizado por Jupp Heynckes, hoje no time de Munique que recebe a final do evento, fica em segundo lugar, brigando até a morte com o Valencia, este que fica em terceiro; os belgas não jogam o impossível e ficam na última posição na chave.

O F tem um Arsenal perigando com as primeiras colocações, e um Olympique de Marselha vicecampeão com Didier Deschamps na Ligue 1, na última temporada, e ainda campeã da Supercopa da França, em tempos mais recentes. Porém, o destaque fica com um ótimo Borussia Dortmund que tem tudo para avançar como primeiro no grupo F.

Palpite: Borussia Dortmund
2º Arsenal
3º Olympique de Marselha
4º Olympiacos

O time de Jurgen Klopp, sensação na última temporada, passa para as oitavas sendo a primeira no grupo; o time de Wenger sofre mas também vai em frente; Deschamps leva o Marseille à Liga Europa; Olympiacos pode roubar pontos dos figurões do grupo.

O Porto encabeça o grupo G, completado pelo Shakhtar da Ucrânia e pelo Zenit de São Petesburgo, time russo. O Apoel do Chipre também figura.
A sensação é que os portugueses avançam, ainda com os ucranianos. O Porto pode sim perder pontos com a equipe campeão da Liga Europa – então Copa da UEFA – em 2009, falo do Shakhtar. O Zenit vai à Liga Europa.

Palpite: Porto
2º Shakhtar Donetsk
3º Zenit
4º Apoel

Mesmo sendo teorizado como o primeiro da chave, o Porto tem que ter cuidado com o jogo diante o time de Donetsk, na Ucrânia. No mais, a ordem será a do palpite.

No grupo H, Barcelona, Milan, Bate Borisov e Viktoria Plzen. Ponto.

Palpite: Barcelona
2º Milan
3º Bate Borisov
4º Viktoria Plzen

Com tudo considerado, nenhum grupo da morte declarado. Assim sendo, o sorteio da Champions deixou a desejar. Ao menos, nenhum figurão terá óbito, então, teremos ótimas oitavas-de-final – assim espero.

Por: Felipe Saturnino

13/08/2011

Bayern vence mas tem problemas

Jupp Heynckes, o bom técnico do Bayern de Munique, campeão da Champions League da temporada 1997-98, tem muito coisa a organizar no time bávaro.

Heynckes manteve o esquema proposto por Van Gaal, desde o início de seu trabalho. O 4-5-1 com três meias ofensivos, que funcionou na campanha de Van Gaal para levar o Bayern até a final da Champions League 2009-2010.
Na ocasião, a equipe alemã desbancou times como Juventus, United e Lyon para chegar à decisão diante a Inter de Milão. Foram campeões nacionais e venceram a Copa da Alemanha.

Mas o trabalho foi conturbado. Mesmo assim, o 4-2-3-1 prevaleceu, e assim hoje prevalece com Jupp Heynckes.
Na equipe bávara de hoje, os meias ofensivos foram Thomas Müller, Ribéry e Kross. Os volantes eram Luiz Gustavo – aliás, foi ele que fez o tento – e o ótimo Schweinsteiger.

O problema é a criação. Sabendo que Kross é o meia central, fica evidente a falta de criatividade do meio-de-campo. A questão é que a equipe tem Schweinsteiger como um organizador natural vindo de trás. Mas os ‘wingers’ – Ribéry e Müller – fizeram um jogo fraquíssimo hoje.

E precisava-se muito de um meia central eficiente na articulação. Quando os volantes surgiram de trás, o problema se amenizou.

O trunfo surgiu logo quando Luiz Gustavo apareceu no ataque, chutando e não dando chance de Diego Benaglio pegar a bola.

Quando os volantes compartilham a função de criação, o jogo fica mais leve. Schweinsteiger não é problema, mas a questão é como ficam Kross e Luiz Gustavo. O primeiro é muito talentoso, mas não é um nato armador e o brasileiro é seguro e regular, e ainda possui boa chegada à frente. Há de se dizer que os jogadores mais extremos, que são Ribéry e Müller, também tem de fazer jogadas laterais com maior eficiência, e não devem centralizar tanto o jogo.

Com a vitória de hoje, o Bayern faturou seus primeiros três pontos na Bundesliga, mas a equipe apresenta problemas.

Mas, mais importante, os problemas tem soluções. E são soluções que podem se encontradas dentro do próprio time que jogou hoje.

Jupp Heynckes - técnico do time bávaro tem problemas, mas tem soluções

Por: Felipe Saturnino

15/03/2011

Ah, Bayern…

Ah, Bayern. De novo, perdendo e sendo eliminado pela Inter na Champions League.

Em jogo de duas viradas, a Inter venceu por 3 a 2 na Alianz Arena em Munique. E por pouco eu não acerto o palpite, que era empate. Mas, enfim, palpites nem sempre são certeiros. A questão não se refere aos meus palpites e sim, às diversas chances do Bayern de Munique vencer a partida e acabar com a história do jogo. Se Ribéry tivesse feito aquele gol no lance que terminou em defesa de Júlio César, o Bayern teria passado. E também teve aquela chance em que a bola rodou até a linha do gol e parou, e depois sobrou na trave após uma dividida entre o zagueiro interista Ranocchia e o jovem Thomas Müller.

O que se vê é que o Bayern desperdiçou suas chances quando tinha o jogo sobre controle. Por isso a Inter é mais time. Na hora em que teve as chances, aproveitou-as, mesmo que tenham sido escassas. A Inter é mais time, mais concentrada, mais bem equilibrada na defesa e no ataque, bem comportada taticamente. E será assim que ela caminhará até o fim da Champions, forte e focada, que é capaz de ganhar até mesmo fora de casa com uma grande desvantagem e superar o Bayern de Robben, Ribéry, Müller, Schweinsteiger…

O ponto forte da Inter é esse equilíbrio entre a defesa e o ataque, que aproveita as chances e é eficientíssimo. Isso foi o que faltou ao Bayern. E temos que destacar também o ótimo trabalho de Leonardo na equipe da Inter: em 12 jogos no Italiano, a Internazionale triunfou 9 vezes com o ex-milanista no banco, que ainda sofreu um empate e dois reveses. Nada mau. Na Champions, ele arrancou uma vitória em dois jogos e classificou a Inter. Tudo bom.

Também o destaque para a formação da Inter; mesmo que tenha ido em uma espécie de 4-1-3-2, Leonardo herdou a base Mourinho, do 4-4-2 em um losango em que Sneijder era o vértice adiantado. Até o sérvio Dejan Stankovic ir para o banco hoje – já que foi trocado por Philippe Coutinho na segunda etapa – a Inter tinha Thiago Motta como volante de contenção, o argentino Cambiasso pela direita acompanhando as subidas de Ribéry, mas mais recuado que Sneijder, que atuava pela esquerda já que Stankovic estava centralizado. Pandev se aproximava de Eto’o. Após a entrada do ex-vascaíno, a Inter adotou o 4-3-3 como a formação funcional. Sneijder voltara a sua posição original que tina Pandev pela direita, Coutinho pela esquerda e Eto’o fazendo o papel de centroavante. Quem teria de pegar Pandev seria o lateral Pranjic. Breno foi superado por Samuel Eto’o que passou para o macedônico. 3×2 e vaga para a próxima fase assegurada.

Melhor do jogo para mim: Eto’o – fez o primeiro – pouco importa se estava impedido – e deu passe para o segundo de Pandev. Tentou e forçou com os zagueiros da equipe bávara.

O trio que parece ser fundamental para a Inter: Sneijder, Eto'o e Pandev


Rapidinhas

– O Manchester United passou com dois gols de Hernández sobre o Olympique Marseille. Ferguson vai em busca de dua terceira Champions League.

– Amanhã temos Real Madrid x Lyon e Chelsea x Copenhaguen. Toda atenção no jogo dos merengues, que não passam dessa fase da Liga há seis anos. Não passar agora seria vergonha, não é Mourinho?

– Ainda falando sobre o Real, a equipe da capital espanhola acusava o Barcelona de doping. Tá, essa foi boa…

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Por: Felipe Saturnino

10/03/2011

Messi faz “doblete” e Barça supera Arsenal; Totthenham segura e avança na Liga dos Campeões; Schalke e Shakhtar vão sonhar alto

Acabaram-se metade dos confrontos da oitavas da Champions League.

No Camp Nou o todo poderoso Barcelona bateu o Arsenal e mostrou porque é mesmo o melhor do mundo e um dos maiores times que todos vimos jogar. A equipe demonstrou todo seu limite, jogando um futebol que ninguém almeja superar, pelo menos pelos tempos atuais.
A equipe de Pep Guardiola venceu os ingleses por 3 a 1, com Messi novamente deixando suas marcas – foi seu sexto gol em quatro apresentações contra o Arsenal. O argentino fez um golaço encobrindo o goleiro Almunia e depois só tocando para fazer. Depois, como ninguém consegue ser “sofisticado como um jogador de playstation” toda hora, ele bateu simples e garantiu a vaga barcelonista com 4-3 no placar agregado.
Ao Arsenal resta sentar e chorar. Jogadores a equipe londrina tem – faço exceção ao dinamarquês Nicklas Bendtner, o Washington da Dinamarca. Só que o Barça é diferente, tem time demais. E parece que novamente vai caminhar ao título da Liga, o que seria seu quarto. Se a arbitragem interferiu, pode até ter interferido. Mas, quando se trata do Barcelona, não se pode dar o mérito ao árbitro e sim à equipe catalã. Pode bater palmas.

Falando de outro time londrino e rival do Arsenal, o Totthenham Hotspur conseguiu eliminar o Milan, sem tomar um golzinho sequer. Se você for dizer que se retrancou, e daí? Pouco importa. Não se pode tirar o mérito do bom trabalho de Redknapp no comando dos Spurs. O time londrino é bom.
Ao Milan resta o Scudetto e a Copa da Itália.
Destaque para a boa atuação de Pato, que levou perigo ao compatriota Gomes em diversas vezes, mas a bola não quis entrar.
E Ibra. Só três gols na Liga em toooooda carreira. Que vergonha…

Mudando o assunto, vamos pra Shaktar e Schalke. Sonham alto. Primeiro, tenho que parabenizar a equipe ucraniana pela apresentação contra a equipe da capital italiana, a Roma. 3 a 0 na volta. 6 a 2 no placar combinado. A equipe conta com no mínimo 4 brasileiros na formação inicial – são eles Douglas Costa, William, Luiz Adriano e Jádson, convocado por Mano.
O Schalke 04 de Raúl passou pelo Valencia. E iria ser legal em termos você ter um Schalke e Real. Só pra ver o Raúl voltando ao Bernabeu, só que com outra camiseta.

Palpites para as outras oitavas:

Manchester United x Olympique de Marselha – vitória do time de Ferguson. A equipe é boa e consistente demais para perder em casa, e ainda mais pro Marseille.

Bayern de Munique x Inter de Milão – Leonardo faz bom trabalho na equipe nerrazurri mas a vantagem do time de Munique é larga se você olhar com cuidado para um confronto de nível como este é. Eu sei que no geral a Inter é mais time, mas o Bayern passa com um empate.

Chelsea x Copenhaguen – Chelsea atropela em Stamford Bridge. De três a zero pra cima. A equipe é boa e está se acertando. O foco é a Champions, então, nada melhor do que uma atuação de gala; ainda pode ser o dia de Torres.

Real Madrid x Lyon – Quando Florentino Pérez contratou Mourinho o motivo era passar das oitavas da Liga dos Campeões. Chegou a hora da verdade. Mourinho está aí para o Madrid passar, e acho que vai fazê-lo passar. Vitória do Real. Arrisco o placar: 2 a 0.

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Por: Felipe Saturnino