Posts tagged ‘Copa América’

24/07/2011

Copa América XX – Uruguai 3 x 0 Paraguai: Proposta e contraproposta

Os uruguaios venceram o Paraguai mostrando a melhor exibição da Copa América 2011. Um jogo de imposição de uma seleção que renasceu e subiu do lugar que jamais deveria ter estado, porém, frequentou.

A seleção bicampeã mundial bateu o Paraguai que chegou à final empatando todos seus jogos, – feito incrível – vencendo um figurão nos pênaltis, e derrotando a Venezuela no mesmo enredo. Contra o Brasil, uma proposta defensiva, também imposta pela superioridade brasileira, mas a displicência em não converter gols. A equipe tinha talento suficiente para tentar algo diferente. Estigarribia jogou, mesmo assim foi pouco contra o Brasil. Mesmo assim, os paraguaios passaram. Na semi-final, vitória paraguaia contra a Venezuela. A mesma proposta, cedendo a bola, hesitando em atacar e ser agressivo. O que, de fato, é válido no futebol.

Uruguaios campeões - contraproposta eficiente

A proposta paraguaia se baseia em bloquear avanços adversários por meio de marcação imposta por seus volantes, barrando demais subidas de laterais e meias adversários. Ao adversário, resta atacar e se impôr. Porém, também requer cuidado na retaguarda, já que um contragolpe pode ser mortal. A única saída qualificada que se viu no Paraguai nesta Copa América surgiu de Marcelo Estigarribia, que fez bons jogos na competição.

Para vencer os paraguaios, era preciso um avanço mais “preparado”, de fato. Precisava-se de participação de volantes, algum avanço de lateral, e etc.
Seus atacantes precisavam definir como poucos, e não poderiam perder chances como muitos. O Uruguai teve um pouco disso, que bastou para derrotar o Paraguai em Buenos Aires.

Ambas as equipes jogaram no 4-4-2: o Uruguai teve um desdobramento – 4-4-1-1 -, pois Forlán é o enganche que faz a ligação meio/ataque. Álvaro González jogava pela direita e, do lado oposto, Álvaro Pereira se postava mais defensivamente para proteger o lado de Cáceres, o lateral-esquerdo uruguaio. Arévalo e Pérez eram os volantes. Nenhum desses dois tem recursos para participar da criação do jogo pela frente. Era preciso que Forlán, mais preso aos volantes adversários, fizesse a ligação da transição meio e ataque.

O Paraguai, também no 4-4-2, foi na proposta defensiva: Ortigoza e Víctor Cáceres eram volantes, com Riveros e Vera como jogadores mais periféricos. Em suma, todos eram volantes, de fato. Nenhum destes, ao contrário do Uruguai – que tem Forlán – poderia carregar a bola ou ligar o meio/ataque. Riveros era o que tinha um pouco mais de “operância” no ataque, pela esquerda; pela direita, Vera protegia mais do que avançava. No ataque, Váldez e Zeballos tentavam algo que resultasse em gol. Nada.

Até pelo fato de o Uruguai ter pressionado desde o primeiro momento – mesmo fazendo parte da devida proposta do Paraguai. E teve chance logo com dois minutos de jogo, após boa cabeçada de Lugano – Ortigoza pegou a bola com a mão, e foi pênalti não-marcado. O Uruguai já monopolizava as ações, mas dessa vez não faltaria competência aos finalizadores. Suárez, sucinto, fez seu lindo gol aos 11 min, após ter limpado Verón com sutil toque do pé direito para o canhoto.

Já era notável a superioridade uruguaia. E, finalmente, foi mostrada em gol. Muito se deve à inoperância paraguaia, que não conseguiu articular seu jogo. Com Forlán flutuando pelo campo, mais precisamente jogando por trás dos volantes adversários, o Uruguai era sublime. Jogava com autoridade, mesmo com um Paraguai que ia ascendendo no jogo, aos poucos, claro.
Bastou um erro na saída de bola para o melhor volante da Copa América – Arévalo Ríos – passar a bola para Diego Forlán faze seu tento e praticamente sacramentar uma vitória que representava o 15º título das Américas para o Uruguai.

No segundo tempo, o panorama começou com um Uruguai exercendo um “pouco” da proposta paraguaia, cedendo a bola ao adversário e o esperando em seu campo. Os paraguaios resolveram atacar, e avançaram seu lateral, Piris, para liberá-lo ao apoio, e colocaram Estigarribia em campo para dar mais uma opção de jogo – ou melhor, dar ao menos uma opção de jogo. Uma proposta defensiva paraguaia que não funcionou em nada e era quebrada, com a entrada ainda de Pérez, atacante, e ainda com Barrios.

Nada funcionou. Os paraguaios mantiveram o esquema 4-4-2, com Estigarribia pela esquerda e Pérez pela direita. A equipe de Martino já estava quebrada o suficiente para o Uruguai se autoproclamar campeão das Américas. Com Cavani, os uruguaios foram atuar no 4-3-3 que não funcionou nas primeiras partidas, mas que pouco influenciaria neste entrave. Forlán fez sua melhor partida na competição, assim como Luis Suárez. O Uruguai, também.

A contraproposta campeã apresentou o domínio evidente das ações do jogo, com proteção, ligação, finalização qualificada, segurança, consciência e responsabilidade. Foi brilhante o jogo que os uruguaios fizeram no dia de hoje. Pode-se afirmar até mesmo que deve-se pela covardia paraguaia, mas os uruguaios fizeram os invictos e convictos de sua estratégia, os paraguaios, derrotados por três a zero.

Assim sendo, algumas coisas devem ser constatadas ao final da Copa América:

– O melhor time da América do Sul é sim o Uruguai, e é também o que possui mais tempo de trabalho sob o mesmo comando (6 anos e 4 meses);

– O Paraguai é bom time, porém desfrutou de uma proposta defensiva em excesso, o que o fez ter atitudes discutivelmente “covardes”;

– Argentinos e brasileiros sofrem de problemas de reformulação e renovação, o que faz o trabalho mais cadenciado. Mesmo assim, pode-se exigir maior competência e atuações melhores de seus jogadores;

– A surpresa maior da Copa América, para mim, foi a Venezuela; em segundo, vem o Peru;

– Ao meu ver, mesmo não estando no mesmo nível de futebol, o Uruguai habita o 1º escalão do futebol mundial, que é constituído, hoje, por Espanha, Holanda e Alemanha.

NOTAS:

Uruguai

O melhor da final e da Copa América - Suárez triturou a defesa uruguaia ao lado de Forlán


Muslera 6,5
M. Pereira 6,5
Lugano 6,5
Coates 6,5
Cáceres 6
Arévalo Ríos 7
Pérez 6,5
A. González 6,5
A. Pereira 6,5
Forlán 8
Suárez 8
Cavani 7
Eguren 6
Godín sem nota

Paraguai

Villar 6
Piris 6,5
Da Silva 6
Verón 5,5
Marecos 5,5
Vera 5,5
Víctor Cáceres 5,5
Ortigoza 6
Riveros 6
Zeballos 6
Haedo Váldez 6,5
Estigarribia 6
Pérez 6
Barrios sem nota

Por: Felipe Saturnino

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23/07/2011

Copa América XIX – Os 11 e os palpites

Depois de 22 dias de jogos, – decepcionantes, há de ser dito – estamos chegando ao fim da Copa América. Hoje Peru e Venezuela duelam pelo 3º lugar e amanhã teremos uruguaios e paraguaios fazendo a final.

O nível da competição é relevante, de ser dito, obviamente. Não sei se leva o motivo de considerar o final da temporada europeia e os jogadores, possivelmente, estarem esgotados. Ou de fato o futebol está nivelando, ou, também, pode ser que os figurões de sempre, brasileiros e argentinos, tenham suas seleções ainda em reformulação e renovação. Os argentinos tem mais nomes veteranos no elenco, o que os brasileiros tem como quase igual. Porém, há de se falar que carregamos em alguns jovens nossa esperança, o que torna a seleção mais vulnerável a golpes. Não evoluímos, em nada.
Porém, os uruguaios e paraguaios se afirmaram. Seja por isso, estão na final. Ambos os dois derrotaram argentinos e brasileiros, respectivamente.

Os finalistas se afirmaram pois, de fato, trabalham há mais tempo juntos. Os uruguaios chegaram na final com maior merecimento – o que não pode se discutir em relação aos paraguaios. Mas, há de se falar que os paraguaios fizeram uma Copa América um pouco abaixo do esperado. Os empates refletem o nível técnico, de uma equipe pouco produtiva da seleção de Gerardo Martino.

Estamos aqui, então, para selecionar os melhores da Copa América. Para mim, estes são os 11 melhores.

Fernando Muslera – goleiro do Uruguai: sua atuação diante os anfitriões foi a melhor de um jogador na Copa América, quando analisado a fio. Fez defesas brilhantes e decisivas no jogo, e jogou regularmente na Copa América inteira – salve o lance diante o Peru, em que quase resultou numa falha. Nota: 7,5

Maximiliano Pereira – lateral-direito do Uruguai: não é brilhante, nem foi, mas de fato foi seguro nas suas atuações, mesmo sendo “atazanado” um pouco por Agüero nas quartas. Foi protegido por volantes, é claro, mas isso não tira o seu méritos em um bom apoio. A vaga teria ficado com o brasileiro Maicon, porém, teria que se manter em um nível regular. Maxi Pereira conseguiu, mesmo não sendo brilhante e eficiente em nenhum jogo do Uruguai. Nota: 6,5

Paulo da Silva – zagueiro do Paraguai: foi bem na competição, sendo o melhor defensor de uma zaga paraguaia um pouco insegura em alguns momentos. Fez par com Alcaraz, e também com Verón, nas vezes que este não foi lateral. Da Silva cometeu apenas uma falta na Copa América – acredite – e realizou 29 desarmes em 5 partidas disputadas. Não é o mais técnico da Copa, mas foi o que teve atuações mais regulares e interessantes. Por estes motivos já citados, ele ganha a vaga na seleção. Nota: 7

Oswaldo Vizcarrondo – zagueiro da Venezuela: foi bem em seus jogos, dando estabilidade para a defesa. Realizou 15 desarme – mias da metade que seu companheiro de seleção da Copa América – e fez 5 faltas. Compreensível para uma defesa que foi vulnerável para a competição e sairá com boa imagem, certamente. Nota: 6,5

Pablo Armero – lateral-esquerdo da Colômbia: mesmo com o fracasso dos colombianos na competição, a equipe mostrou peças interessantes e notáveis. Como os “portugueses” Falcao e Guarín, e também, destaco aqui, logicamente, o lateral Armero. Fez boa temporada na Udinese, fazendo dois gols em seus jogos. Apoia bem, aparece no ataque, havendo tempo para recompor a defesa colombiana. O colombiano de 24 anos fica com a vaga por se destacar no apoio qualificado e ser protegido por bons zagueiros colombianos. Nota: 7

Arévalo Ríos – volante do Uruguai: o ótimo volante uruguaio fez ótimas atuações na Copa América. Sua melhor, para mim, foi diante a Argentina, quando teve de se cuidar com Messi jogando pelo seu setor. Soube lidar e por isso está na seleção da Copa América. É mais um jogador que manteve-se regular em um Uruguai que começou com deficiências em articular jogadas pela frente, mas sempre obteve êxito em jogadas defensivas, mesmo com Lugano não sendo o de sempre na zaga central. Arévalo tem poder de marcação, e comanda os cabeças de área uruguaios. Nota: 7

Seleção da Copa América no 4-2-3-1: força pela esquerda com Armero e Estigarribia; pela direita, Messi com liberdade para flutuar pelo campo, tendo cobertura de Ríos; Guarín sai sendo segundo-volante para dar suporte a Forlán, o enganche da articulação

Fredy Guarín – volante da Colômbia: outro que destacou-se apesar do fracasso colombiano. Sua temporada em um forte Porto de Villas-Boas o trouxe para a Copa América como um dos melhores segundo-volantes que existem, um jogador com boa presença pela frente, que passa bem a bola e consegue compor o meio-de-campo. Está na seleção por apresentar isso em seus jogos, superando neste quesito o brasileiro Ramires, outro que decepcionou muito na seleção brasileira, que poderia estar aqui também. Guarín merece a vaga aqui. Nota: 6,5

Marcelo Estigarribia – meia do Paraguai: o bom canhoto paraguaio fez ótima competição até aqui, sendo a arma paraguaia nas saídas de jogo. Foi bem no empate contra o Brasil, ainda na primeira fase, participando dos dois gols. Sendo a opção do jogo paraguaio, reagiu bem e foi o melhor na posição, com boa velocidade em suas jogadas. Por isso, ganha a vaga até aqui. Nota: 7

Lionel Messi – meia/atacante da Argentina: o melhor do mundo não fez tudo o que podia, mas jogou muito bem nas últimas duas partidas. Por este motivo, ganha a posição, até pelo fato de nenhum ganhar a sua posição na seleção da Copa América. Messi fez suas melhores atuações atuando do lado direito para dentro, e por isso foi bem contra a Costa Rica e o Uruguai. No final da era Rjikaard no Barça, era o que ele fazia. Justamente, foi o que Batista fez. Deu certo, mas não bastou. Mesmo assim, ele ganha a vaga. Nota: 7

Diego Forlán – meia/atacante do Uruguai: jogou as últimas duas partidas bem, e por isso, ganha a vaga na seleção. Sua atuação contra o Peru foi boa, e isso o faz entrar aqui neste time. Como enganche, ele fez o jogo uruguaio fluir interessantemente, mesmo estando apagado nos primeiros dois jogos. Merece a posição por isso, e pelo que ainda está por vir – me refiro à final. Nota: 7,5

Luis Suárez – atacante do Uruguai: fez boas apresentações na Copa América, como diante o Peru e contra a Argentina, também. Mesmo estando apagado no início, ele também fez o time fluir e marcou gols fundamentais para classificação do Uruguai até a final. Merece a posição por isso e pelo que pode fazer na decisão. Nota: 7,5

Palpites:

Peru 0 x 1 Venezuela

Uruguai 2 x 1 Paraguai

Por: Felipe Saturnino

20/07/2011

Copa América XVIII – Peru 0 x 2 Uruguai: Quando seu craque e seu artilheiro jogam

Para se ter um futebol qualificado em um time, deve-se possuir, primordialmente, um elo para criação, com um jogador ou um conjunto que pode criar chances para serem concluídas finalmente em gol. Este é o setor mais importante de um time de futebol.
Tão importante quanto este elo de ligação é o setor ofensivo de conclusão de chances, para enfim, converter-se em gol.

Quando os setores funcionam em alguma harmonia, algum resultado convincente se tem também. Hoje, foi o Uruguai que finalmente fez uma apresentação convincente, sem descartar o jogo diante a Argentina. Mas aquele foi uma exceção – sabendo que os uruguaios jogaram com um a menos por 50 minutos ou pouco menos que isso. Hoje, Forlán jogou bem, e Suárez aproveitou seu oportunismo, dando uma aula de conclusão e finalização em gol.
No 4-4-2 de Oscar Tabárez, Diego Forlán jogou mais recuado, como um enganche para criação de jogadas, desdobrando o esquema em 4-4-1-1. Álvaro Pereira atuou pelo lado esquerdo, dando suporte à marcação e tentando carregar a bola e abrir o jogo por aquele lado. Assim, mas mais ofensivo, Álvaro González o fez pelo lado oposto.

Com Forlán fazendo a ligação tão devida e necessária, fazendo bons passes em um Uruguai bem arrumado, a vitória apareceu. O Peru tinha no lado esquerdo o seu maior trunfo, com Vargas. No lado direito, Advíncula aparecia, mas com menos eficiência, mesmo dando trabalho para Álvaro Pereira e Cáceres. Sérgio Maskarían optou por um tipo de 4-1-3-2, com Balbín fazendo a proteção e confrontando Forlán, Cruzado e Yotún variando as posições e Advíncula, já citado, fazendo o lado direito.

Talvez uma variação que tenha finalizado mais opções peruanas do que apenas e somente jogar com Vargas, o ótimo canhoto que foi expulso justamente, foi a mudança de posicionamento de Advíncula, indo do lado direito para atuar mais pela esquerda. Por lá, o lado forte do Peru, um espaço foi deixado por ambos, fazendo com que Maxi Pereira chegasse batendo de frente com Vilchez, um prático

Luis Suárez - o melhor do jogo fez dois

zagueiro peruano da linha de quatro jogadores ultra defensivos.
Por conseguinte, Forlán tomou conta no confronto do meio-de-campo, contra um Peru possuindo apenas um “lado bom“. Assim, deu-se a todo momento do embate um tempo para Luis Suárez e Diego Forlán brilharem. E brilharam, quando mais precisaram.

Quando seu craque e seu artilheiro jogam bem, ambos saem satisfeitos. Aliás, ajudam o time também, por serem muito importantes no desempenho. Forlán vai evoluindo quando os uruguaios mais precisam, assim como Suárez, o melhor do jogo de hoje.

Por: Felipe Saturnino

17/07/2011

Copa América XVI – Brasil precisa de volantes, Ganso e cuidado na marcação

Quando o Brasil confrontou o Paraguai na primeira fase, ficaram óbvios os problemas.
Os gols paraguaios surgiram principalmente por erros brasileiros que chegam a ser escandalosos. No primeiro, desde Daniel Alves até Thiago Silva e André Santos. No segundo, os mesmos envolvidos. Erro de cobertura, antecipação e posicionamento. Outra situação problema é quando se refere aos volantes brasileiros, que não conseguem exercer funções menos burocráticas que exercem e vem exercendo. Além de tudo, Ramires e Lucas estão fazendo jogos regulares, sem chegar eficientemente ao ataque.
Foi duro empatar com o Paraguai. Ganso também não jogou bem. Assim como sua atuação diante o Equador não foi das melhores. Mesmo assim, os brasileiros venceram pois tiveram o apoio de Maicon, que lembrou os velhos tempos. Robinho não foi mal, mas também não foi bem. Abriu espaços para Maicon se infiltrar pela direita, carregando o lateral Ayoví – que também se deu ao luxo de deixar brechas para Maicon entrar pela direita.

Mas a verdade é que Ganso não tem ido bem. Joga “batendo” com os volantes adversários e precisa do auxílio dos volantes que vem fazendo jogos ruins. Contra o Paraguai, Riveros conflitava com o Santista. Como hoje a situação repete-se, exigimos os volantes bem. Lucas, apesar de ser primeiro volante, pode fazer um jogo melhor do que regular. Ramires é o melhor brasileiro na posição que está, e mesmo assim precisa aparecer.

Na marcação, teremos Maicon mais precavido com as subidas do bom Estigarribia, pelo lado esquerdo paraguaio. Do outro lado, Vera deverá jogar. Atenção deve-se ter pela defesa com Barrios.

O Paraguai é um dos piores adversários que podíamos enfrentar. A equipe é robusta, muito forte com seu esquema e seu futebol. Por isso, se o Brasil quiser vencer e convencer, terá de agrupar o fator Ganso, com maior auxílio dos volantes, uma defesa sólida, e ainda mais um pouco de uma boa atuação vinda de Neymar, encostando em Ganso para abrir espaços pela defesa adversária.

Por: Felipe Saturnino

17/07/2011

Copa América XVI – Argentina 1 x 1 Uruguai – 4 x 5 nos pênaltis: Inóspito

É notório que o Uruguai não teme anfitriões. Resgate o exemplo clássico – o Brasil falhou ao perder a Copa de 1950 para os uruguaios, no Maracanã.

Os uruguaios se superam como poucos. Remetem heróis, dos mais valentes, com mais garra, que chegam até mesmo se exceder. Mas, de fato, eles têm doses de heroísmo no sangue que poucos possuem. Poucos mesmo.

A Argentina de Batista manteve o 4-3-3, e valorizou a bola mais do que tudo. Há de se ressaltar que no 4-4-2 uruguaio, não havia um jogador que conseguisse, em momento algum, segurar a bola e administrar o jogo, fazendo a ligação. Forlán estava comprometido em jogar pela frente, ao lado de Suárez. Enquanto isso, Messi dava problemas a Álvaro Pereira e Cáceres, no lado esquerdo uruguaio. Messi jogava da direita para dentro. Criou chances, costurou adversários, deu passe pra gol, – e outros que simplesmente não foram convertidos – driblou, fez tabela, chutou…
Simplesmente, quando houve a chance, Muslera estava lá para barrar o atacante que estava para converter a bola, tornando-a um tento constatado. E nisso, o jogo estava 1 a 1, na prorrogação. Pérez fez o primeiro – erro total da defesa argentina – e Higuaín empatou – com passe brilhante de Messi.

No segundo tempo normal, Tévez entrou para fazer a meia esquerda argentina, substituindo Agüero, que fez uma partida pobre. Enquanto isso, já na prorrogação, Lionel tentava fazer o seu. Pastore já havia entrado também, e estava compondo o meio-de-campo com Tévez e Biglia na prorrogação.

Muslera - fez a melhor partida da carreira

Voltamos a Messi. Que jogou bem. Então como os uruguaios passaram dos argentinos? Simples. Como já citei acima, em quaisquer das linhas, os uruguaios conseguem se superar como poucos. Foi assim em 1950, no ano passado – diante Gana – e ontem, bem, ontem também foi deste jeito. Muito se deve a Muslera, – que fez uma defesa brilhante e outra sensacional – Lugano, Arévalo Ríos, Forlán, e outros.

Quando houveram os pênaltis, os uruguaios foram mais fortes: venceram. Fortes, não desperdiçaram chance alguma, jogaram com um a menos quase a partida inteira, se seguraram bem e se fecharam em um 4-3-2; seguraram Messi, Agüero, Higuaín, Tévez, e qualquer um que for.

E não foi culpa do Tévez, nem de Messi. Os argentinos tiveram chances para vencer os uruguaios; porém, quando não foram incompetentes para converter a chance em gol, encontraram Muslera, que fez a melhor partida da sua vida.

Assim como Muslera, inspirados estavam Lugano, Scotti, Ríos, Forlán…

Muslera foi brilhante. O Uruguai, inóspito, foi sublime. Venceu a maior rival, e está nas semis.

Por: Felipe Saturnino

16/07/2011

Copa América XV – Crônicas argentinas e uruguaias

Bastou para a Argentina jogar necessariamente bem para se classificar. Messi conseguiu jogar um pouco do que pode, só pondero em relação à Costa Rica – que mesmo com um time sub-23 conseguiu levar três pontos para casa. Agüero fez um bom jogo atuando pela esquerda, Di María compôs o meio-de-campo ao lado de Gago, outro que apareceu bem no jogo. Higuaín talvez tenha sido o pior desses, sabendo que não fez seu trabalho de finalizar eficientemente – neste quesito, foi displicente.
Ao Uruguai, bastou também jogar bem. Uma vitória simples, também sobre um time sem configuração consistente – falo do México. Com tento de Álvaro Pereira, os uruguaios passaram para a próxima fase. Este, aliás, deverá jogar pela esquerda hoje – pela lógica, baterá com Messi no posicionamento. Cristian Rodríguez também entrou, foi bem. Ajudou a equipe pela esquerda, atacando e compondo a linha de 4 homens do 4-4-2 de Tabárez. Forlán e Suárez foram pela frente. O primeiro, aliás, não marca gols pelo Uruguai desde a Copa do Mundo, quando fez dois contra a Alemanha na decisão de terceiro lugar. Mudando de setor, Álvaro González pode ser mantido no meio-de-campo, se aproximando dos atacantes pela direita – mantendo o 4-4-2. Arévalo Ríos e Pérez terão de estar bem na marcação para desarmar e barrar os avanços argentinos apresentados diante a Costa Rica. Com Di María fazendo uma boa aproximação, ajudando Messi para fazer a bola trafegar com sucesso no time argentino, e ainda com Fernando Gago para fazer a bola sair um pouco melhor dos pés dos volantes, Arévalo e Pérez terão de jogar bem.
Num outro lado, é notória a falta de confiança na defesa argentina. Suárez e Forlán não terão facilidade, muito menos os zagueiros argentinos. Os laterais – Zabaleta e Zanetti – terão de ter cuidado com as saídas periféricas e, provavelmente, terão jogadores em suas marcações – os wingers uruguaios.

Com tudo isso em plano de jogo, enfim, vamos ver quem é quem na Copa América.

Meu Palpite: Argentina 2 x 0 Uruguai

Por: Felipe Saturnino

14/07/2011

Copa América XIV – Brasil 4 x 2 Equador: Como deveria ser

Os brasileiros que entrassem em campo hoje sabiam que precisavam ganhar, e também tinham de convencer-nos do que, de fato, possuem.

O jogo de hoje, ou melhor, o segundo tempo do jogo de hoje deu uma amostra do que o Brasil pode jogar. Basicamente, é uma equipe deve jogar assim. Por isso, para mim, a equipe fez a segunda melhor exibição da Copa América até agora – ficando atrás diante da Argentina confrontando a Costa Rica.
Foi uma ótima exibição porque o time como um todo conseguiu funcionar. Maicon foi o destaque na lateral direita, dando apoio e marcando bem. André Santos não apoiou tanto assim, mas dentro de seus conformes, fez um bom jogo também. Aliás, ele concedeu uma assistência a Pato, que confirmou o primeiro tento brasileiro. Na direita, Maicon também concedeu suas formalidades. Fez uma partida e tanto.
Os volantes, apesar de tudo, ainda me preocupam. Ramires e Lucas, no caso; o primeiro fez uma apresentação regular, mas apareceu pouco com eficiência no campo adversário. Lucas é primeiro volante, mas também tem jogo para sair e circular mais pela frente. Ganso jogou bem, sabendo que pode um pouco mais. A chave foi aparecer ao redor do meia santista, com Neymar, por exemplo. O jogo saiu. Neymar fez um bom jogo também, puxando a ponta esquerda para dentro – marcando dois gols, aliás. Pato fez também, bom jogo, sabendo que fez dois gols, idem – apesar do segundo ter desviado, em último momento, num equatoriano. Nisso está implícito um pouco da lógica: com aproximação, movimentação, abrem-se espaços. Tabelas surgiram – Neymar e Ganso – e também a movimentação no primeiro tempo, de Robinho entrando em diagonal, com Maicon passando reto para abrir e estender o corredor.

Os equatorianos, mesmo com o placar, não foram mal. Jogou em um 4-4-2 (4-2-2-2) na maior parte do tempo. O lado direito do ataque foi mais perigoso ao Brasil, já que, notoriamente, André Santos não é muito eficiente em um combate homem-a-homem. Porém, de fato, o lateral-esquerdo obteve mais sucesso do que fracasso. Foi uma atuação segura.

Neymar e Maicon - duas das melhores atuações de hoje

O destaque equatoriano foi Caicedo. Aliás, quando referi-me aos volantes dizendo de suas atuações discretas, citando-os como o ponto negativo de hoje, por favor, perdoem-me. Júlio César, arqueiro brasileiro, fez uma de suas piores partidas pela Seleção. Tivera o Brasil perdido, teria sido a pior. Porém, a equipe jogou bem, combinando objetividade, movimentação, aproximação, e, claro, tem de se citar, um Maicon bem demais no apoio, como de praxe. Um pouco do que deveria ser. Se há erros, corrija-os. Mas que a atuação foi boa, foi sim. Como deveria ser, de fato.

Por: Felipe Saturnino

12/07/2011

Copa América XIII – Chile 1 x 0 Peru: Merecimento e justiça

Assuntos diferentes, coisas diferentes. Merecer é uma coisa, outra é fazer justiça.

Todo time que vence, de uma forma, merece. Por pouco errar, por acertar mais que o adversário, por ser mais oportuno, por ser mais inteligente taticamente e se aproveitar dos erros de seu rival.

Fazer justiça, porém, é um assunto distinto. Justiça é algo que deveria, com alguma razão, acontecer.

O merecimento, então, de uma forma, atua, ao menos no futebol, sobre a justiça. O Chile venceu e mereceu, mas o empate seria mais justo.

E pouco importou para o time chileno. A equipe saiu com uma ótima imagem da fase de grupos, jogando um futebol de boa qualidade, com consistência, responsabilidade, e alguma consciência – coisas que prezo em times que analiso.
Borghi foi de 3-4-1-2, com um engache avançado diferente: Jiménez. Este se responsabilizava por fazer a bola transitar com cuidado pelo meio-de-campo. Porém, as saídas mais perigosas não aconteciam com ele, e sim com Beausejour, winger esquerdo do Chile. O técnico chileno ainda optou por um meio-de-campo com uma contenção de jogo maior, desprezando saídas periféricas – refiro-me a Fierro, que pouco apoiou hoje. Aliás, Fierro não é de fazer isso, mesmo. Enquanto isso, o Peru jogava com praticamente 5 jogadores defensivos. Ramos, Acasiete, Revoredo, Carmona e Corzo. Um time com pouca saída de laterais – Carmona apoiou por um lado, deixando brechas para Beausejour, e Corzo, pela esquerda, limitou-se apenas a marcar. Lembro-me de uma (UMA!) subida de Corzo no jogo inteiro.
Diante isso, os peruanos, pobres em apoio, tinham que apostar no meio-de-campo – mesmo sabendo que o Chile era mais time. González, Guevara e Ballón aproximavam-se de Chiroque e Ruidíaz pela frente. Falando nisso, o problema chileno está no lado esquerdo, onde se deixa muito espaço por Beausejour. O primeiro tempo foi bom, e só. O segundo melhorou pelas expulsões – o próprio dito Beausejour e Carmona, que travavam um duelo pelo lado esquerdo chileno, direito peruano. Não foi por isso que deixaram a peleja, e sim por terem se batido em um lance parado – oras, haviam tantas chances de isso ocorrer com a bola rolando. Assim sendo, os tempos mudaram. Valdívia entrou para ajudar o meio-de-campo construir um gol, que livraria o Chile da Argentina. Por conseguinte, naturalmente, o Chile terminou o jogo com Carmona e Medel pelo meio-de-campo, ao lado de Valdívia e Jiménez. Alexis Sánchez também entrou, fazendo o lado direto, aproximando-se de Suazo. A equipe terminou em algo do tipo como 3-2-2-2. O Peru se manteve mais conservador, mas mesmo assim teve as chances de vencer o jogo – acredite. Baseando-se em três zagueiro perdendo o lateral, a tática foi completar o lado com Revoredo e Vilchez.
Após um jogo muito parelho, com chances para ambos os lados, vimos um tal de Carrillo dar o jogo com um gol contra para os chilenos.

O melhor futebol da Copa América ainda é chileno, por ser o mais consistente, com toques verticais, movimentação dos “wingers”, conjunto equilibrado. Os argentinos fizeram a melhor exibição da Copa América, verdade sim. Falta, apenas, tornar a Argentina uma ameaça real, consolidando o bom futebol. Consolidando Messi também.

Os chilenos, então, mereceram. Sabendo, porém, que ambas as equipes tiveram duas chances ótimas para dar um passo à frente e seguir como primeiro do grupo.

Voltando para a ideia central, merecimento e justiça estão, para mim, distantes no futebol.
E o Chile saiu como líder de seu grupo, e é a melhor equipe da primeira fase da Copa América. Veremos se o time de Borghi seguirá pela frente e deixará de ser mais um coadjuvante de figurões como Argentina, Brasil e Uruguai, passando para, finalmente, uma campeã protagonista. Esperemos pra ver até o final de semana.

Por: Felipe Saturnino

12/07/2011

Copa América XII – Argentina 3 x 0 Costa Rica: Première albiceleste

A Argentina está feliz; não pelo fato de ter ganho – jogando bem – mas por Messi ter jogado muito. Não é tudo o que sabe, mas Messi deu suas caras para as Américas.

Se esperava muito do dez argentino, e hoje a atuação foi de gala. Claro que foi contra a Costa Rica, mas deve-se falar que é a mesma equipe que derrotou a Bolívia – time que empatou com a Argentina.
Assim também, esperava-se muito da Argentina, e hoje, bem, a atuação do time foi de gala. Se Messi jogou muito, o time ficou na mesma, também. Lio foi fundamental para o première argentino, com os três a zero bem constatados em Córdoba. Foram dois de Kun Agüero e um de Di María.

E Messi jogou muita bola. Batista insistiu em três homens de meio e três ao ataque; 4-3-3, com Di María se postando ao lado de Gago, mas avançado para frente por dentro. Messi começou o jogo pela direita, partindo para dentro. Agüero, da esquerda para dentro. Higuaín centralizado. Os costarriquenhos seguraram bem, se postavam de forma interessante, com praticamente 5 jogadores atrás; a saída de jogo pelo meio ocorria com as investidas pela esquerda de Elizondo, apoiado por Leal, o lateral. Na direita, Salvatierra ficou mais preso à Agüero, que fez uma ótima partida.

Chegando aonde quero chegar, Messi jogou bola demais. Há de se ponderar que a Costa Rica foi bem por todo o primeiro tempo – salvo o lance de gol argentino. Mas, de qualquer jeito, com Messi solto para flutuar, mas agora fazendo a criação com Di María e ainda com a participação eficiente de Fernando Gago, a Argentina iria vencer. E venceu, e venceu bem.

O melhor foi Messi, claro. Deixou umas 5 vezes um argentino na cara do gol para marcar o tento. Depois, pelos gols e sua importância, vem Agüero. Di María foi o terceiro melhor do confronto, por conseguir administrar o jogo com Lionel Messi, atuando da esquerda do meio, avançando para dentro.

Estas três atuações citadas, somadas ao conjunto que atuou como um bom conjunto no jogo de hoje, deram a Argentina uma vitória convincente. Resta saber se Batista manterá o esquema ou vai querer mudar para um 4-2-3-1, ou algo do tipo. Hoje funcionou bem. Aliás, hoje a Argentina fez um première de exibição. Pena que foi apenas na última partida da fase inicial de grupos. Tivera feito isso com a Bolívia, por exemplo, as críticas sobre Lio teriam sido menos impactantes.

Messi, Kun e Di María - o comando do première albiceleste

Cadenciemos e veremos então se Messi conseguirá manter o nível para a fase decisiva. Se ocorrer de fato, a concorrência que se cuide – isto inclui uruguaios, paraguaios, chilenos e claro, nós, brasileiros. Os argentinos não jogaram o melhor futebol da Copa América – este foi o Chile. Mas, com os jogadores que tem, ou melhor, com o Messi que tem, bem, fica difícil.
Que seja uma amostra, há o première albiceleste. Esperamos por mais, e por mais Messi.

Por: Felipe Saturnino

09/07/2011

Copa América X – Paraguai 2 x 2 Brasil: Paraguaios mereciam vencer e brasileiros mereciam perder

Futebol não tem merecimento. É lógico? É. O jogo é simples. Quem empurrar a bola para dentro da baliza mais vezes, vence. Simples assim. Se houvessem pontos adicionais para quem jogasse mais futebol, seria bem diferente. Mas, em suma, tem lógica, sim.

O Paraguai jogou mais que o Brasil. Óbvio que não foi “brilhante”, claro que não foi. Aliás, se fosse, o Brasil não conseguiria emparelhar o confronto. Os paraguaios jogaram bem nos minutos iniciais, foram mais eficientes, pouco erraram, e encaixotaram o Brasil em duas linhas de quatro homens. Quer dizer, encaixotaram em um termo. Outro termo é afirmar que o Brasil simplesmente jogou mal. Jogou pouco, de fato – apesar de considerar somente isso como fonte do resultado um pouco de muito simplismo. Porém, Ganso foi melhor hoje – mesmo sabendo que seu limite é maior. Ramires não fez um jogo eficiente em subidas ao ataque, ou mais especificamente, infiltrações. Lucas – do Liverpool – fez um jogo burocrático no meio-de-campo. Outro que tem mais chegada à frente, pode, então, fazer mais. Pois Ganso, bem, pode mais, mas não vem jogando o que pode, pois pode mais. E Neymar também pode mais. Assim como Pato – que fez um jogo péssimo. Jádson, bem, não me agrada muito. Mas, se o objetivo do jogo é colocar o objeto-alvo – a bola, no caso – para dentro da baliza, bem, neste caso, ele atuou bem. Dentro dos seus devidos termos. Atuou pela direita, dando suporte para Ganso na criação. Uma boa proposta de Mano.

O Brasil foi melhor hoje do que contra a Venezuela. O Paraguai, porém, foi melhor que um Brasil um pouco pobre em jogadas de criação, e também pobre em finalizações. Neste caso, finalizações que, de fato, trazem perigo ao adversário. Não lembro-me de muitas. Os adversários brasileiros, porém, tem um time com mais cara de time. Um conjunto, entendem?

Paraguaios - mereciam vencer


Os paraguaios são robustos, fortes. Não, não força física. Força expressa e incorporada de uma forma tática e estratégica. As duas linhas de quatro, com Estigarribia saindo eficientemente pela esquerda – este, aliás, participou do primeiro gol paraguaio. No resto da linha, três jogadores que não são criativos, mas que dão força ao Paraguai. Vera, Riveros e Ortigoza compuseram a linha paraguaia, com eficiência. O Brasil não casou com esta linha adversária; Ganso pode mais, mas atuou com um time robusto. Esta é a importância de uma infiltração e um tipo de elemento alternativo para aparecer pela frente. E Neymar não fazia um bom jogo.

Os gols paraguaios surgiram mais de erros brasileiros do que jogadas paraguaias. Porém, não podemos retirar os devidos méritos a um time que, mais robusto, marcou forte e que soube o que queria o tempo inteiro. De fato, acreditava que se o Brasil fosse perder para um time, perderia para os paraguaios, que são fortes e tem um time e um esquema bem claros. O Brasil, em contrapartida, está apenas se formando; muito pouco tempo de trabalho – o que não significa que a equipe não possa ser criticada. O Paraguai mereceu vencer, pois foi mais time, se postou bem e teve seus devidos méritos em um desempenho fraco do meio-de-campo brasileiro – isto inclui Neymar. Sabia o que queria; o Brasil, porém, ainda em formação, foi pouco eficiente em suas jogadas, mas empatou também com seus méritos – poucos, aliás. Agora, agradeçam a Fred o empate.

Fred - pelo empate, agradeçam a ele

E o Paraguai mereceu vencer, de fato. O Brasil, por pouca presença de um volante pela frente – mas não só por isso – fez um jogo pobre, apesar de ser melhor que diante a Venezuela, e mereceu perder. Mas, de fato, em jogar melhor, com mais claras estratégias e melhor desempenho de seus jogadores – principalmente os meias – o futebol não atribui merecimento. É um jogo fantástico, que, com um time empatando no último minuto, iguala até os ânimos, de um Brasil que pouco tem jogado, e um Paraguai que tem atuado bem, mas não tem vencido. Por isso, este é o futebol que conhecemos. Intrigante, não?

Por: Felipe Saturnino