Posts tagged ‘Milan’

09/01/2012

Por que o Milan vence mas não empolga?

Há tempos o Milan não empolga. O primeiro semestre da temporada, apesar de uma boa Champions e a liderança do Calcio, foi um pouco que sonolento do time rossonero.

O losango de meio-de-campo do Milan no domingo de hoje: mudanças entre Boateng e Emanuelson e vitória por 2 a 0

O que explica a ‘preguiça’ do time é a eficiência. Exato.

A equipe consegue vencer e mantém um desenho tático com consistência. Utiliza sempre do 4-3-1-2, mudando o trequartista, jogador mais fundamental do esquema, o ‘1’ do esquema. Com esta mudança, pode-se mudar também os ‘carrileros’, os volantes periféricos que suportam o criador da equipe. Assim, o Milan faz dos jogos suas vitórias.

O que casou bem foi o misto de características do jogadores: Prince Boateng é uma joia. Muito disposto a jogar, com recursos e um bom arsenal de jogo. Pode ser ‘carrilero’ ou trequartista.
Emanuelson é canhoto, e pode ser jogador de lado ou o próprio trequartista. É bom jogador, mas não alia sua técnica ofensiva à rigidez defensiva, o que pode resultar numa perda do Milan em vantagem numérica no campo – no caso de Emanuelson tentar neutralizar um adversário marcando-o por seu setor.
Robinho é o cara do drible diferenciado que pode ser seguido de uma jogada brilhante ou um fiasco. Pode ser trequartista, mas entrou hoje como atacante ao lado de Ibrahimovic.

E estes são exemplos apenas para o trequartista. Mas o que tem que não empolga no Milan?

A rigidez. O time não tem o atrativo de outros e aquele jogador em fase primorosa que destroi os adversários. Mas, fundamentalmente, obter um meio-de-campo forte e uma transição ofensiva de qualidade é possível. Nisto, Massimo Alegri foi mais do que feliz ao ditar o Milan no 4-3-1-2. E a vitória contra a Atalanta foi um exemplo disso: 2 a 0 incontestável, mas sem empolgar.

Agora, no período pré-dérbi, é importante avaliar a situação para o uso do trequartista: sem Prince Boateng – já que estará na Copa Africana de Nações -, Aquilani pode entrar como ‘carrilero’. Com Emanuelson, a equipe pode perder um pouco da rigidez num ponto mais alto do campo, apesar do holandês ser um bom meia. Com Robinho, o drible e variação de jogo predomina.

Mais do que tudo, Allegri deve pensar em como parar a Internazionale vinda de 5 vitórias consecutivas e após um 4 a 0 diante o Parma em Giuseppe Meazza. Talvez seja o jogo para o Milan empolgar.

Com Emanuelson ou Robinho na posição de trequartista, o Milan terá mais força dos carrileros com Nocerino pela esquerda

Por: Felipe Saturnino

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13/09/2011

O equívoco de Guardiola e o ponto do Milan

Os catalães de Barcelona entraram em Camp Nou, mais uma vez, como favoritos. O melhor time do mundo. Um dos melhores esquadrões da história. Mas até erros podem acontecer com equipes tão fantásticas quanto essas que aparecem como fenômenos e tomam conta do futebol.

O Barcelona tomou, toma e não sabemos até que ponto monopolizará o esporte. Com o tiki-taka, a equipe manda na Europa e também no mundo. Porém, um gigante pode muito bem cair por algum equívoco próprio. Bingo.

O Milan, segundo maior campeão da Europa, sabia que não era nada de favorito. Era bem possível um atropelamento dos anfitriões. Allegri, com o seu 4-3-1-2, tendo base composta pelo ainda muito técnico Clarence Seedorf, tinha que temer o melhor do mundo. Aparentemente, não temeu.
Comprovou-se quando Pato marcou o primeiro, aos 24 segundos de jogo na Catalunha. O atacante brasileiro arrancou e, num toque, tirou Sergio Busquets e Mascherano da jogada.

O mais relevante aconteceu no momento pós-gol do Milan. O desenho de Guardiola, de um jeito ou de outro, estava se transformando em um outro tipo de esquema que tinha um lateral mutante – Daniel Alves era um ponta extremo pela direita, mas funcionava como um lateral, apoiando o corredor por completo. O 3-4-3 estava de volta ao Camp Nou, mas, desta vez, sem a configuração mais adequada: no meio-de-campo, Keita (primeiro-volante), Iniesta e Xavi (dupla de meias) eram os compositores. Daniel Alves abria ao extremo o lado direito, deixando três zagueiros para dois atacantes milaneses – estes que eram Cassano e Alexandre Pato. Messi era o falso nove, com Villa e Pedro aprofundando o jogo.
Um erro tático, que pode ter progredido de forma artificial ou natural, dependendo do pensamento de Pep Guardiola.

Nada que mudasse a beleza da jogada do craque genial Lionel Messi, concedendo um requentado passe para Pedro.
E também, nada que mudasse a beleza do gol de Villa. Uma falta cobrada incrivelmente bem aos 5 do segundo tempo.

Mas era um Barcelona errado. A configuração era equivocada dado o esquema que concedia a Iniesta a função de abrir o jogo pela extrema esquerda, e depois Fàbregas, que o substituiu. O espaço que a cabeça do círculo central dava ao Milan consolidava uma progressão ao time italiano que, cada vez mais, conseguia roubar bolas em um ponto alto do campo barcelonista.

O empate no fim – vindo de uma cabeçada do ótimo Thiago Silva – foi injusto. O Barcelona simplesmente dominou as ações. Todavia, há de se falar que o Milan empatou com o melhor do mundo fora de casa e, dito isso, mereceu o resultado. Pouco errou no jogo inteiro. E os equívocos de Guardiola tem de cessar. Senão, o Barcelona vai acumular um problema, seja artificial ou natural. Com as voltas de Piqué e Puyol, a situação se estabilizará, certamente. O que não desfavorece o adversário, que pode explorar o lado direito e seu corredor por completo, com as subidas do lateral mutante, Daniel Alves. E a cabeça de área deu espaço ao Milan. Bingo. Um ponto ao forte Milan.

Thiago Silva - a cabeçada e o ponto sonhado

Por: Felipe Saturnino

16/09/2010

Champions is back!

Começo meu novo post com uma frase de dote internacional. Nada mais, nada menos, a Champions está de volta. O maior campeonato de clubes do mundo.

Vamos então em alguns resultados por grupos:

No A houveram dois empates, ou seja, tudo igual no grupo: dois resultados iguais nos jogos entre Bremen x Spurs e Twente x Inter de Milão; os dois jogos foram 2 a 2. Por ora, eu mudo a opinião e digo que os Spurs, pelo que jogaram, tem muitas chances de ser a segunda força, já que, na teoria, a primeira é a Internazionale.
No B o Lyon venceu simples o time de Raúl lá em Gerland, enquanto o Benfica fez também seu dever de casa contra o Hapoel de Israel: 2 a 0.
No C, pra mim houve uma espécie de decepção com relação ao Manchester, que empatou com o Rangers, time escocês que não está lá essas coisas. Mesmo assim, tenho que afirmar que foi a estreia ana Liga, que na realidade, é sempre difícil, e a equipe ainda não está totalmente ajustada aos padrões que Ferguson deve utilizar para a temporada. O Valencia, no entanto, goleou com devastadores 4 a 0 o fraco Bursaspor da Turquia.
No D, o Barça simplesmente deu um nocaute de 5 sonoros gols nos gregos do Panathinaikos. Mesmo com os gregos abrindo o marcador, Messi fez dois, participou de outros dois, dando passe pra Dani Alves e Pedro deixando o dele, com Villa fazendo um ainda no primeiro tempo. Na Dinamarca o Copenhague venceu por incríveis um a zero o Rubin Kazan. Mesmo com uma certa ironia do autor desse post nesta frase, foi um ótimo resultado para a equipe dinamarquesa, em um dos confrontos diretos no grupo.
No E, o romeno Cluj venceu o time da terra de Federer, o Basel, por 2 a 1. Os dois mandões do grupo fizeram um bom entrave, com vitória pro lado do time de Louis Van Gaal, por 2 a 0, com um gol de Thomas Müller e outro de Klose.
E o F foi um pouco surpreendente para mim, ao menos. Não leitor, o Chelsea fez quatro a um no Zilina lá na Eslováquia, mas isso eu mais ou menos que esperava. A surpresa foi a vitória russa do Spartak sobre o time do Olympique de Marselha, lá em Marselha. Pior pro atual campeão francês que perdeu um dos confrontos diretos contra o time russo.
No G deu a lógica. O grupo da morte da Champions teve as duas vitórias lógicas, e bem construídas. O Milan jogou muito bem diante de um traiçoeiro Auxerre, que se afirmavam que tinha um forte contra-ataque, pode se considerar morto no grupo. A equipe não demonstrou nenhuma técnica para construir um ataque de qualidade, e o Milan com um time bem postado – mesmo que com uma defesa um pouco fraca – venceu com Gaúcho e Ibracadabra jogando bem e sendo fundamentais. O Real parece ter mostrado um pouco da sua cara Mourinho. Vitória de consistência e consciência diante da torcida madridista. 2 a 0 no Ajax, que sem Luis Suárez não demonstrou nada demais no decorrer do entrave entre as equipes espanhola e holandesa, respectivamente. Melhor para os times que juntos, possuem 16 títulos da Champions.
E o último, o H também deu a lógica. O Shaktar, ex-time do recém repatriado Ilsinho venceu em casa o Partizan. O outro jogo, entre Arsenal e Braga, vitória inglesa, só que não esperava que fosse por tanto: 6 tentos, em um jogo que tem e deve ser esquecido pelo ex-corintiano Felipe. Fabregas deixou sua marca no jogo e mostrou que, ao menos, parece estar com a cabeça no lugar após não ter ido ao Barça.

As próximas rodadas serão nos dias 28 e 29 de setembro.

Um adendo, no jogo entre United e Rangers, Valencia, dos Red Devils, sofreu uma fratura no tornozelo. O mais impressionante é que não houve participação do adversário. A cirurgia foi dada como bem-sucedida, porém ele deverá perder o restante da temporada.

Por: Felipe Saturnino