Posts tagged ‘Neymar’

08/09/2012

Pipocas?

A sensação que Neymar deve ter sentido em campo hoje, na vitória tupiniquim sobre os sul-africanos, foi certamente uma das mais desagradáveis de sua curta e promissora carreira como futebolista. O que Mano sentiu lhe é mais próximo e comum. Até mesmo mais sensato e compreensível.

À torcida brasileira – paulista (paulistana) -, vaiar o técnico ex-Grêmio e Corinthians é algo mais óbvio. Os problemas todos, sejam de vertentes táticas ou técnicas na seleção, decorrem ou pressupõe-se que decorrem partindo da natureza do treinador. Mano, que mantém a sistemática do 4-2-3-1 desde o seu início na seleção em agosto de 2010, naquele amistoso diante dos EUA, pouco tentou modificar a natureza tática do esquema; uma mudança significativa foi na característica do miolo de meio-de-campo: na Copa América, deixou a versatilidade e agilidade de Leiva e Ramires para, um ano depois, nos Jogos Olímpicos, usar um sistema menos técnico, mais sólido e pragmático nesse mesmo setor, mas agora com os volantes Rômulo e Sandro.

A liga que Mano ainda não deu na seleção, hoje, porém, está posta numa perspectiva menos plena por motivos óbvios, de importância ainda mensurável mas muito grande.

Em uma coletiva morna, sem sal, como é de seu feitio, Menezes abriu a caixa de argumentações duvidosas e, de certo modo, pífias: quando perguntado sobre o porquê da escolha de substituição de Neymar em instantes finais do entrave diante da África do Sul, no Morumbi, ele pautou de forma enfática o aspecto da condição física da joia do futebol brasileiro.

E Neymar deixou o jogo aos 44 do segundo tempo.

O resultado de vitória brasileira – que teve Oscar na meia principal novamente – foi decepcionante pelo que foi e o que não foi, e não somente pelo que não foi. Foi ruim. Espetacularmente ruim. E poderia ter sido bom. Ainda que tenha sido contra uma seleção ultra coadjuvante no cenário continental. Pois foi o que ocorreu.

Hulk, o herói de MM, marcou nos dois últimos jogos com a seleção, ambos em momentos críticos; o primeiro tento, contra o México em Wembley, é algo diferente deste aqui: enquanto aquele dava um ar de redenção a Mano por alguns segundos e “mantinha” viva a esperança do ouro inédito, este aqui representa a salvação do absoluto abismo cósmico em que ele continua a tentar se jogar.

As pipocas amarelas, que não referem-se a todos os jogadores, não são verdadeiras; são frustrações dos torcedores, e provém da mais alta qualidade. Neymar, o pipoqueiro do dia, foi cutucado por um Mano muito controverso nas declarações do pós-jogo, e também pela torcida colorida em verde e amarelo que o vaiou. Como dizia um desses por aí, as vaias são os aplausos de quem não gostou.

Neymar, se não é pipoca – muito longe disso -, é o líder técnico da seleção no road de Mano Menezes. O caminho é mudar. Mudar o sistema, os objetos do sistema, e mudar também o local do jogo. Por isso o escolhido da vez da CBF é o Recife.

E a Mano: credenciar Neymar às vaias é injusto, mas não deve ser tanta pressão comparado ao que ele já sentiu. Neymar não pipoca. O problema é menos simples e mais amplo. É a seleção que MM não consegue dar jeito.

É o sufoco no Morumbi.
É a pressão do país que é sede do Mundial.
É o técnico que cutuca o ídolo teen.
É o time que nos faz pensar em Dunga.

É a pipoca que estoura; a situação é crítica.

Por: Felipe Saturnino

06/05/2012

Neymar na história. Mas modificando-a

“Ele vai fazer história” – foi o que pensei antes de falar para meu pai durante o jogo primo das finais do campeonato paulista. “Ele já está fazendo” – meu pai respondeu.

E corrigiu-me.

Neymar está na história, por, mais que tudo, fazê-la nova. Dos tempos épicos de Pelé, já sabemos as mágicas. Mas o que os santistas vivem no momento é algo não tão épico quanto ver o ‘maior da história’ jogar bola, e sim algo simplesmente épico. Cá não existe compreensão para comparação. Neymar já é histórico.

A recuperação da hegemonia santista no estadual voltou mais brilhante e eficaz do que a da era Luxemburgo nos anos de 2006 e 2007 permitia pensar. Hoje, o time encanta-nos. E não dá brecha. Naquele tempo, o São Paulo ainda incomodara um pouco na liderança, no primeiro ano de supremacia. Nos tempos de hoje, o time que mais incomodou foi o Santo André, nas finais acirradas de 2010.

Pois, ano passado, os corintianos não foram páreo. Uma vitória seca, branda, e emblemática, também, para levar o bi. O tri encaminhou-se hoje.

Os 3 a 0 de hoje não remetem especificamente à genialidade de Neymar, que surgira no jogo passado do Paulistão, porém, sim, remetem ao time que o Santos possui, que constroi vitórias significativas de forma efetiva. Óbvio que há o agregado dos talentos Neymar e Ganso.

Esses, aliás, que não deixaram de ser protagonistas no enredo do jogo.

Porém, mais que tudo, o que a vitória de hoje significa, mesmo que signifique um prático e merecido primeiro título de centenário ao Santos, significa também a colocação de Neymar em outro estágio na sua carreira no Santos. Isso era de se esperar. Mas os 104 gols são louváveis, e os transformam no maior artilheiro do período sem Pelé.

Ou seja, Neymar não ‘vai fazer história’ – a Copa de 2014 é secundário aqui -, e sim, já a faz. E a modifica.

Bem como meu pai disse.

Por: Felipe Saturnino

06/04/2012

O problema do Santos: Neymar e o volume

A questão vai afunilar nos próximos momentos de Libertadores, mas a opinião é válida desde agora: o Santos é o melhor time da competição. Mas não é o melhor NA competição!

O panorama: Inter mais móvel, mas Santos agressivo - principalmente na segunda etapa - com Neymar e o volume de jogo crescendo

A mudança na preposição, apesar de ser muito breve e quase não dizer nada – ou não mostrar nada ao leitor – diz muito – e mostra muito. Pois, dentre todos os brasileiros no maior torneio das Américas, o Fluminense é o ‘melhor’. Mas não o é legitimamente. É parcialmente, momentaneamente; circunstancialmente.

E são motivos bem simples que compõem e retocam a situação.

Neymar, o ponta-esquerda do 4-2-3-1 santista, é a máquina de absurdo talento e sobrenatural precisão que rege o resto do time. Seu trabalho é o mais fundamental, por ser o mais fundamental; é claro que se posta muito no questionamento de seu tamanho repertório e de sua capacidade acima da média, mas o garoto tem de arcar com as consequências defensivas – ele também compõe o corredor com o seu companheiro no flanco canhoto.

Além de tudo, decide num lance com a ligeira fintada e pode também levar um beque para a barca do inferno – Moledo que o diga. A pegada no santista no minuto 43 do segundo tempo de jogo foi feia. Até possivelmente para expulsão direta com vermelho. Não foi o caso.

A temática central, todavia, é a dificuldade em dar conta do 11 e do resto do time: por isso o considerar o mais qualificado de todos os nacionais na Liberta. O volume do jogo do Santos é intenso também, apesar de um Inter ‘envolvente’ com frequentes modificações na linha média-ofensiva de três atuantes – Dátolo, Dagoberto e Tinga jogaram por ali. E, também, apesar do gol rapidíssimo de Nei. Rafael nada fez: apenas admirou a magistral cobrança – que não condiz com a qualidade do lateral por completo, certamente.

Ainda assim, o Santos, por ter mais qualidade, envolveu e absorveu o Inter em questão de tempo. A compactação de Damião foi importante no período de vantagem: ele retornava para sustentar uma posição mais profunda no campo, formando uma linha ofensiva de quatro homens. É essa compactação tão fundamental que consiste a marcação.

E o jogo foi muito pouco atraente da vista tática: dos 4-2-3-1s, o mesmo dialeto, ambos conhecendo-se e utilizando o mesmo panorama sistemático. A diferença era que Ibson recuava um pouco no flanco direito, compondo um setor mais fundo no campo e gerando a ‘variação’ do 4-2-3-1 ‘torto’. O colorado era mais ‘reto’.

O Santos empatou aos 26, com Kardec – sem piada espírita. Gol de cabeça, após Juan cruzar. O uso do flanco direito da defesa do Inter foi o trunfo. Basicamente por Neymar.

Não tivesse sido Muriel, o Santos teria vencido. Na certa.

O ponto é que, mesmo diante de desvantagem, os paulistas souberam lidar com a situação, e foram guiados progressivamente pelas atitudes do melhor brasileiro que há em atividade – que partiu para as bolas, como é do feitio.

Com a presença de qualidade no meio-de-campo (a conexão Ganso-Neymar-Arouca) e presença forte nos flancos (principalmente o esquerdo) a equipe santista tende ao favoritismo nos confrontos seguintes para a Libertadores. Apenas cessará a participação se for possível neutralizar Neymar, primeiramente; a equipe cairia muito sem o craque mor, mas ainda assim seria razoavelmente perigosa.

Mas com ambas as razões para apontá-lo como melhor brasileiro DA competição atuando em conjunto, será difícil deter a equipe de Muricy. Neymar e o volume de jogo crescem, em dependência, mas auxiliam-se mutuamente.

E quem dera aquela espetacular bola do garoto entrasse: o mais espetacular ainda, Muriel, pegou.

Neymar - partindo para as bolas

Por: Felipe Saturnino

19/12/2011

Diferença

“Não sei se é imbatível, mas é o melhor time do mundo. Hoje aprendemos a jogar. O Barcelona foi muito superior, tem jogadores fantásticos. Serviu de lição para nós. O Barcelona ensinou a jogar futebol.”

O garoto Neymar ainda é craque. É o melhor brasileiro na atualidade do mundo futebolístico que, na sua totalidade, é dominado por um esquadrão azul-grená.

A ‘lição’ a que Neymar se referiu em sua coletiva após a derrota para o Barcelona pode se generalizar e ser amplificada em seu significado. O futebol jogado no campo, ou a filosofia que tanto invejamos e, mesmo assim, ainda nem implementamos no futebol brasileiro.

O placar de 4 a 0 não é vexame. É um fato. Outros times como Real Madrid e Manchester United também sofreram reveses assim.
O problema, porém, é analisarmos o contexto mais amplo do significado do placar.

A derrota não nos evidencia ‘decadência’ do futebol brasileiro, pois sabemos que a equipe de Guardiola é algo fora do comum. Nos mostra, porém, como um trabalho vindo de anos pode dar resultados aos nossos clubes.

A equipe barcelonista surgiu diferente em Yokohama: Thiago entrara para fazer o trabalho que Iniesta fez no entrave diante o Real Madrid.

Barça no 3-1-4-2, encurralando o Santos no 3-4-1-2

Porém, mais uma variação da equipe de Pep ficou evidenciada: o 3-1-4-2. E bastaram 16 minutos para os favoritos abrirem o marcador. Pintura de Messi.

Há de se dizer que, ficando no próprio significado do jogo, o Santos foi muito pouco ativo no primeiro tempo. O time de Muricy Ramalho veio de 3-4-1-2, já que os alas ficaram em um ponto mais baixo do campo para enfrentar Daniel Alves – o meia-direita do Barça no jogo – e Thiago Alcântara, que atuava no flanco esquerdo. O que se percebia de distinto, também, era o posicionamento de Neymar que modificava o lado do campo, ora sobre Puyol ora sobre Abidal.

No meio-campo central, os duelos de Arouca e Henrique ficaram mais delicados quando Fàbregas começou a rodar naquele setor do campo, comprovando mais uma diferença de vantagem dos catalães. A bola que naturalmente seria, em maior parte do tempo, do Barcelona, agora, ficaria ainda mais nos pés de jogadores como Xavi, Iniesta, Fàbregas e Messi.

Danilo era uma possibilidade santista pelo flanco direito, para aprofundar sobre Abidal e, daquele lugar, criar para o Santos. O que foi visto foi algo bem pior: ao invés de dar combate à Thiago, Danilo deixava-o avançar sobre o zagueiro do lado direito santista, Bruno Rodrigo. Mais do que nunca, os zagueiros estavam marcados para morrer, já que cada um dos ‘atacantes’ tinha uma possibilidade de atacar.

O resto é bobeira e muita obviedade.

Aos 23, Daniel Alves avançou pela direita e viu Xavi se infiltrando por dentro da área, com um Santos todo abafado e afundado em campo: 2 a 0. Depois, veio o passe magistral de Messi, com o calcanhar, para Daniel Alves cruzar, até a bola sobrar para Fàbregas fazer o seu: 3 a 0. E ainda, aos 36, Messi fez mais um para sacramentar a diferença existente entre o melhor do mundo e o campeão da Libertadores: 4 a 0.

O jogo em si, de um lado, nos deu a visão que o Santos não teve a ousadia para agredir. O Barcelona – como mostra-se no diagrama – encurralou o Santos com sua linha de 4 homens no meio-campo central dos brasileiros.

Mas a diferença de futebol, hoje, fica exposta por duas razões: pelo Barcelona ser o que é, e pelo porquê do Barcelona ser o que é. Talvez seja hora de pensarmos um pouco mais.

Afinal, a diferença de um time para o outro pode ser tão grande quanto de Messi para Neymar. Ao menos por hoje.

Vitória num contexto geral: Barcelona campeão e Messi, melhor do mundial e gênio do momento

Por: Felipe Saturnino

28/07/2011

Controle e hesitação

A rodada foi a melhor do campeonato, basicamente por dois jogos. Um deles, falarei brevemente, nas próximas linhas. O outro, bem, este gostaria de ter visto.

O São Paulo de Adilson Batista já tem uma cara. Joga em losango no meio-de-campo, um 4-3-1-2. Fez um ótimo jogo em uma vitória que, por muito pouco, não virou uma tragédia.
Com este losango no meio-de-campo, Adilson permite uma versatilidade na participação direta de seus volantes na criação do jogo. Com Denílson, Wellington e Carlinhos Paraíba dando suporte a Rivaldo na criação, o São Paulo andou muito bem na primeira etapa, com infiltrações e chegadas de trás bem eficientes. Carlinhos, super vaiado pelos coritibanos, fez ótimo jogo pelo lado esquerdo do meio-de-campo são-paulino, – enquanto por lá esteve, já que iria atuar pela lateral-esquerda no segundo tempo – marcando seu tento após uma boa trama são-paulina, aos 18. O Coritiba pressionou, mas pecou por dar espaço para infiltrações, por permitir participação dos volantes são-paulinos, e ainda por não ter criado demais chances claras de gol e também por não manter o ritmo inicial que havia neutralizado o São Paulo por alguns minutos no princípio.
Depois do primeiro gol veio o segundo gol, feito por Juan, e ainda o tento de Dagoberto, após uma jogada brilhantemente construída, por Wellington, Lucas e Rivaldo. Rivaldo que, aliás, centralizado, foi vértice adiantado no losango de meio-de-campo proposto por Batista.
Um time seguro na primeira etapa, marcando três gols em um Coritiba que deu chance para o adversário, mas havia pressionado no princípio.

No segundo tempo, Lucas fez o seu – golaço, que se diga, de fato. Um golaço mesmo. Encobriu o goleiro Edson Bastos, após erro na saída.
Com 4 a 0, a proposta mais do que sabida era recuar e espera para um contra-ataque. Ficou evidente quando Marlos entrou no lugar de Rivaldo.
Que se diga, o Coritiba, desde o final do segundo, estava jogando com 10 – perdera Davi, com vermelho direto, após reclamação acintosa. A expulsão não foi injusta, mas não entendi pelo vermelho direto. O mais sensato eram dois amarelos. Mesmo assim, o Coritiba, com um a menos, seria valente, com coragem suicida e invejável. Armou-se em um 3-3-3, com saída pela esquerda com Éverton e Aquino. Mas foi pela direita que o carnaval aconteceu. Rafinha triturou Carlinhos Paraíba por aquele setor – deixando clara a qualidade do meia coritibano.

O Coritiba, então, foi para cima; fez o primeiro com Rafinha, o segundo e o terceiro foram com Bill. Tudo pelo fato de o São Paulo, a princípio, ter tido o controle do jogo e, após disso, ter hesitado. A proposta do contra-ataque substituindo Rivaldo por Marlos foi clara; e certa. Marlos era o jogador para fazer a ligação e ao lado de Lucas e Dagoberto, seria fundamental para puxar contragolpes. O Sampa hesitou tanto em atacar que desperdiçou seus contagolpes, e ainda teve um prejuízo para o próximo jogo, com Denílson sendo expulso ao final do jogo.

A proposta de Adilson é clara: seguir o trabalho proposto com o 4-3-1-2, mantendo o losango no meio-de-campo, monopolizando as ações por meio de criação partindo desde os seus volantes até o meia vértice-avançado do losango. Com isso, os volantes dão suporte a ligação do jogo, e ainda podem marcar com qualidade. O São Paulo toma o controle do jogo com isso, e hoje poderia ter saído do Couto Pereira com uma goleada histórica. Porém, hesitou e se desesperou. Um pouco mais de paciência em armar contra-ataques pode garantir um resultado mais contundente do que o de hoje. Pode funcionar com Adilson.

São Paulo fez primeiro tempo sublime, mas hesitou e cedeu a bola ao Coritiba na segunda etapa

Este foi o jogo que vi, e foi um jogão, de verdade. Muito pelo descuido do São Paulo e pela coragem do Coxa. Agora, o jogo que eu queria ver e o jogo mais relevante foi o 5 a 4 do Flamengo sobre o Santos na Vila. Neymar fez um golaço, e Ronaldinho decidiu como decidia na época de Barça. Hoje, além da vitória chorada do São Paulo, outra coisa relevante é a vitória mais importante do campeonato para um time: a do Flamengo.

Por: Felipe Saturnino

26/07/2011

Nada relevante

Quando Dunga foi para a Copa do Mundo com aquela chamada esquadra sem tanto talento para diferenciá-la das outras, o Brasil sentiu na pele.
A equipe precisava de um diferencial que mudasse um pouco o panorama do jogo em questão.

Hoje, com Mano, a situação é diferente. Temos ótimos jogadores, alguns que podem, futuramente, apontar como melhores do mundo. O que falta, em lógica, é um time.
A equipe tem talento, tem bons jogadores em todos os setores, só resta a Mano montar um time que seja decente e competitivo. Pois, de fato, nenhuma das duas qualidades reunimos.

Quando o técnico da seleção convocou para o amistoso da Alemanha, sua teimosia permaneceu. Quando vi a convocação, ela se constatou.
Mano Menezes não convocara Hernanes, nem ao menos Marcelo. Permaneceu em André Santos e chamou Luiz Gustavo, volante do Bayern que pode jogar na lateral.

Pela lógica, devemos continuar com André Santos na lateral-esquerda – sabendo que o jogador do Bayern é uma opção aleatória, dando maior segurança a André, o titular da posição.

Quanto a Hernanes, não é compreensível. A equipe de Mano precisa de maior qualificação na saída de bola, e também necessita de maior suporte de um volante – que hoje joga mais adiantado na Lazio – para a criação, originalmente feita por PH Ganso. Sobre Marcelo, a mesma coisa. Se o jogador tem mesmo alguns defeitos em relação a seleção, o convoque e resolva a situação. Somente não comprometa a qualidade da equipe em uma posição que temos tão poucos jogadores de alto nível jogando – arrisco-me a dizer, só temos Marcelo.

No ataque, Robinho, Pato e Neymar foram mantidos. Fred e Jonas completam os atacantes. Esquece-se de Nilmar e Damião – este último acho, particularmente, estar em forma muito melhor que Fred. Pode ser bem verdade que nosso problema seja no ataque, porém, não creio que um desses últimos dois que citei resolva. Talvez uma mudança tática – atuar com dois atacantes, descartando o 4-2-3-1 – possa resultar em algo melhor.

Ralf é citável, uma boa nova. Pode ser utilizado a longo prazo, mesmo que não seja titular na minha seleção. Seu ótimo desempenho como primeiro volante no Corinthians o premia com uma vaga merecida.
Dedé, o bom zagueiro do Vasco também merece. Mesmo assim, não é titular na minha seleção.

Fernandinho é um meia mais periférico, o que para mim, descarta-o de ser utilizado como titular a princípio no confronto diante a Alemanha.

Sendo mantida a ideia que parece ser traçada, Mano permanecerá no 4-2-3-1 inicial de seu trabalho. Ele pode insistir no plano, mas, penso eu, não tem uma peça no banco que poderá mudar o esquema que se rende a criação de Ganso e a movimentação de Neymar, Robinho e Pato. Nem ao menos Hernanes foi chamado.

Por isso, a convocação não me agradou muito. Nada de tão relevante, somente coisas citáveis. Ralf e Dedé, por exemplo.

Nada que faça mudar a ideia de Mano, que continuará no 4-2-3-1.

Mas que acho que Mano não relevou sua convocação, é verdade.
E que a convocação não me agradou e não é relevante, também, verdade.

Mano - convocação irrelevante

Por: Felipe Saturnino