Posts tagged ‘Ph Ganso’

13/07/2012

Gansou.

Paulo Henrique Ganso há tempos não faz o que pode fazer. Ou até mesmo o que pensamos que ele minimamente pode fazer. Dono de um estilo clássico, o armador do time de Pelé já não ostenta aquele brilho que uma vez tivera com a camisa do praiano. PH vive uma fase de recesso de futebol – por mais que ainda o pratique, é como se não o fizesse.

O ‘craque’ fez uma apresentação satisfatória na final diante do Guarani, no jogo de ida da final do Paulistão que permaneceu com 3 a 0 favorecendo o Peixe ao final; pareceu ter sido tudo e só.

Ganso teve seu devido ápice com o Santos nas finais do campeonato paulista de 2010, naquele jogo contra o Santo André que acabou com 3 a 2 no marcador; PH ditou o ritmo, variando a velocidade do jogo com maestria. Deu passe de letra para gol de Neymar, cobrou escanteio pra ninguém, chapelou – bem, abriu a caixa de ferramentas e deu uma amostra grátis, que só custou ao Ramalhão, de quão completo ele era.

A confiança de Ganso caiu, mudou, foi modificada. Ele, que viajava num transe que só o Santos lhe permitiu, com campanhas ótimas em estadual e Copa do Brasil, simplesmente nunca mais conseguiu ser aquele Ganso novamente. O Ganso que o Santos queria, e que o Brasil precisava. Parece que acharam Oscar, afinal.
As tentativas de um Santos que tinha interesse em seu futebol, muito valorizado na época, de renovação mesmo após a contusão no Brasileirão, num jogo no Olímpico fazendo frente ao Grêmio – o mesmo Grêmio que ele enfiara um petardo na volta das semifinais da Copa do Brasil – aconteceram. Somente não vingaram.

Quiçá as constantes comparações com Neymar não merecessem tanta valorização assim de Paulo Henrique. Ou talvez ele nem mesmo as considerasse, talvez não as ouvisse e, então, não as conhecesse. Mas fato é que Ganso entrou num problema do qual ainda não escapou – ele não renovou com o Santos na época, e hoje a história repete-se.

As conversas que consideraram sua indecisão para com a continuação de seu futuro aqui, no futebol brasileiro, mais precisamente no Santos, aparentemente, não tiveram avanços. Delcyr Sonda anunciara no começo da semana que faria de tudo para que PH não ficasse no alvinegro litorâneo, e sim que rumasse ao Internacional do Rio Grande do Sul, pois Delcyr é colorado.

Ganso parece estar satisfeito com a condição de ‘marginalizado’. Tornou-se ‘reivindicador’ de ‘direitos’ nas seguintes oportunidades de renovação que o Santos lhe concedeu, entretanto, simplesmente deu de ombros, para todos os santistas. Não estava feliz, e deixou isso claro com a mais recente proposta que santistas lhe ofereceram – Ganso fez tudo mais claro quando disse que esperava mais na proposta. Não há erro em querer mais no contrato, mas sim constantemente negar-se da posição de atleta santista, e recorrer a mais e mais do com que se pode lidar. Luis Álvaro, presidente santista – ‘a.k.a.‘ LAOR -, estagnou-se de forma sensata. Sabe que tem um limite para proposições a seu 10, e não o ultrapassará. E Ganso sabe que essas reivindicações apenas prejudicam-lhe do ponto de vista pessoal. A imagem de Paulo Henrique, factualmente, está muito abalada.

A saída dessa ‘gansada’ de PH não parece ser mais óbvia: o Santos não é, não pode ser, de modo algum, em qualquer desfecho, pelo menos. Ganso tem que sair, pois pode não ter mais ‘ambiente’. Ou melhor, pode ficar, mas só se recorrer a um recomeço, com tal ímpeto que apenas sua casa – que, no final das contas, é mesmo o Santos – poderá admitir tamanhos imbróglios já passados.

Mas não parece que é o que ocorrerá.
A saída de fato deve ser o fora do Santos.

Na reunião – mais uma para PH – que acumulava como assunto único e principal o futuro da carreira de Ganso, reunião realizada ontem, asseguraram-se as posições fatais dos envolvidos no caso. Luis Álvaro confirmou afirmação de Ganso, que, segundo o presidente, não quer mais atuar pelo Santos. Delcyr Sonda não conseguiu ‘comprar todo o Ganso’ – mas, não seja por isso, Ganso pode ir ao Colorado ainda. E o Santos parece admitir deixar o Ganso voar. Afinal, nos praianos ele pode se afogar.

Enfim, Ganso ‘gansou’. Apenas ele – se ele sabe quais -, deve notar seus erros nessa curta empreitada que carrega com convicção sobre as suas próprias reivindicações. Somente ele conseguirá rotular os princípios que se utilizou para tamanhos conflitos gerados com o time que o criou. De forma conclusiva, ele, apenas ele pode conhecer os próprios enganos que aparentemente ele próprio cometeu. Tomara que ele os encontre, mas não que se arrepende. Afinal, se ele se arrepender, é porque sua carreira não deu certo. Não que ele mereça, porém, no que é um péssimo carisma, Ganso é um grande talento.

Ganso – não é o verdadeiro, mas serve para a foto

Por: Felipe Saturnino

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26/07/2011

Nada relevante

Quando Dunga foi para a Copa do Mundo com aquela chamada esquadra sem tanto talento para diferenciá-la das outras, o Brasil sentiu na pele.
A equipe precisava de um diferencial que mudasse um pouco o panorama do jogo em questão.

Hoje, com Mano, a situação é diferente. Temos ótimos jogadores, alguns que podem, futuramente, apontar como melhores do mundo. O que falta, em lógica, é um time.
A equipe tem talento, tem bons jogadores em todos os setores, só resta a Mano montar um time que seja decente e competitivo. Pois, de fato, nenhuma das duas qualidades reunimos.

Quando o técnico da seleção convocou para o amistoso da Alemanha, sua teimosia permaneceu. Quando vi a convocação, ela se constatou.
Mano Menezes não convocara Hernanes, nem ao menos Marcelo. Permaneceu em André Santos e chamou Luiz Gustavo, volante do Bayern que pode jogar na lateral.

Pela lógica, devemos continuar com André Santos na lateral-esquerda – sabendo que o jogador do Bayern é uma opção aleatória, dando maior segurança a André, o titular da posição.

Quanto a Hernanes, não é compreensível. A equipe de Mano precisa de maior qualificação na saída de bola, e também necessita de maior suporte de um volante – que hoje joga mais adiantado na Lazio – para a criação, originalmente feita por PH Ganso. Sobre Marcelo, a mesma coisa. Se o jogador tem mesmo alguns defeitos em relação a seleção, o convoque e resolva a situação. Somente não comprometa a qualidade da equipe em uma posição que temos tão poucos jogadores de alto nível jogando – arrisco-me a dizer, só temos Marcelo.

No ataque, Robinho, Pato e Neymar foram mantidos. Fred e Jonas completam os atacantes. Esquece-se de Nilmar e Damião – este último acho, particularmente, estar em forma muito melhor que Fred. Pode ser bem verdade que nosso problema seja no ataque, porém, não creio que um desses últimos dois que citei resolva. Talvez uma mudança tática – atuar com dois atacantes, descartando o 4-2-3-1 – possa resultar em algo melhor.

Ralf é citável, uma boa nova. Pode ser utilizado a longo prazo, mesmo que não seja titular na minha seleção. Seu ótimo desempenho como primeiro volante no Corinthians o premia com uma vaga merecida.
Dedé, o bom zagueiro do Vasco também merece. Mesmo assim, não é titular na minha seleção.

Fernandinho é um meia mais periférico, o que para mim, descarta-o de ser utilizado como titular a princípio no confronto diante a Alemanha.

Sendo mantida a ideia que parece ser traçada, Mano permanecerá no 4-2-3-1 inicial de seu trabalho. Ele pode insistir no plano, mas, penso eu, não tem uma peça no banco que poderá mudar o esquema que se rende a criação de Ganso e a movimentação de Neymar, Robinho e Pato. Nem ao menos Hernanes foi chamado.

Por isso, a convocação não me agradou muito. Nada de tão relevante, somente coisas citáveis. Ralf e Dedé, por exemplo.

Nada que faça mudar a ideia de Mano, que continuará no 4-2-3-1.

Mas que acho que Mano não relevou sua convocação, é verdade.
E que a convocação não me agradou e não é relevante, também, verdade.

Mano - convocação irrelevante

Por: Felipe Saturnino

02/07/2011

Copa América III – Chaves de Mano

Em breve tempo, o Brasil fará o “debut” na Copa América. Em pensar que tão pouco tempo de trabalho nos tenha dado um time coeso. Não deu.
Isto é uma constatação. Como analisar uma equipe que jogou pouco e pouco trabalho junta? Dá, mas há de se dizer que as críticas são bem menos impactantes e consistentes. O Brasil não teve tempo para trabalhar. Se tivesse, aí sim, teríamos críticas mais configuradas e elaboradas.

Não tivemos bons resultados nos amistosos pois não tivemos “chaves” em ação – leia-se também entrosamento, pois isto também não havia, com tão pouco tempo. Sem as mesmas chaves, um time coeso não se tem. E em tempo, que se diga, Mano tem um time na cabeça. Mas apenas o utilizou uma vez. No caso, a formação funcionou bem e de bom grado. Vitória convincente diante os americanos.

Quais são as chaves de Mano? Ganso é uma. Aliás, é a mais importante, efetiva, que faz falta na seleção. Amanhã talvez não faça tanta falta, afinal, teremos Ganso.
Pato é outra. A falta de um centroavante, em contraponto, que sabe sair e buscar jogo, era outra escassez na equipe brasileira. Escassez não em nome, mas em qualidade real.
O apoio de Daniel Alves, pela direita, é uma chave. Sabemos como é. Não é algo que achávamos distante, como a volta de Ganso – até mais fundamental que a de Pato.
Os integrantes do meio-de-campo – vide Neymar e Robinho – que atuarão no provável 4-2-3-1 amanhã também serão fundamentais. Terão participação especial na abertura lateral de espaços, atuando da ponta para dentro. Sim, então são fundamentais. Apenas exalto aqui Ganso, mais que Pato, pela deficiência evidente da Seleção Brasileira. A deficiência, no caso, é a evidenciada nos amistosos. Por isto os resultados inconvincentes nos dois últimos jogos. Essa dificuldade de fazer girar a bola, que não faz o Brasil mais time pela falta de um meia. Jádson não foi a mesma coisa. Com Ganso, o Brasil tem mais uma chave. Talvez a mais importante de todas.

Deficiência/dificuldade que parece ter uma solução. E a solução é chave para o sucesso de uma possível Seleção Brasileira em termos críticos. Esperemos amanhã.

Por: Felipe Saturnino

22/06/2011

Panoramas e caminhos

O Santos da quarta-feira passada apresentou uma retração de produtividade, quando se relaciona e se compara o mesmo time que abateu o Once Caldas e o Cerro Porteño. Há, mesmo assim, de se ressaltar que, um jogo de final é algo mais complexo que todos os entraves anteriores no torneio; a tensão, os erros, o nervosismo é muito maior do que tudo que ocorrera antes.

O panorama de hoje vai depender de tudo isso citado. E um pouco mais. Afinal, como você vai prever um panorama?

Não quero fazer fazer previsão, não tenho habilidades suficientes para o mesmo. Mas, não seria um risco pressupor alguns caminhos que o jogo pode tomar.

Santos no 4-3-1-2 com Ganso e Peñarol tentando se postar em um defensivo 4-4-1-1. Neste caso o jogo se torna mais favorável, circunstancialmente, ao Santos, por monopolizar as ações na faixa intermediária de campo, ditando o ritmo com alternâncias de velocidade – com infiltração de volantes – e cadencia de jogo, com Ganso comandando a troca de passes fluente pelo setor. No caso, o Peñarol se posta defensivamente. Nada que não possa ser dramático. Com o uso dos espaços supostamente deixados por laterais e volantes, se pode tirar vantagem de um esquema como este. Os pontos fortes seriam o contragolpe fluente pelos lados, com incidência de Mier e Corujo, com Martinuccio atuando centralizado, voltando e buscando bolas, e a marcação que deixaria ainda menos espaços à Neymar e aos volantes santistas. Para isso, há Ganso. Dependendo do encaixe tático, o meia santista baterá de frente com Freitas ou Aguiar. Na teoria, os dois vão se alternar na marcação ao articulador clássico.

Santos sem Ganso inicialmente e Peñarol bem postado, jogo mais parelho. O jogo seria mais parelho, já que o Santos do Uruguai, no Centenario, sem Ganso, foi um time com Arouca comandando as ações centrais, Elano postado à direita e Danilo pela esquerda. A equipe pecou na finalização e pouco criou na primeira etapa. Na segunda etapa, a mesma disposição tática propiciou mais chances de gol, graças à infiltração de Alex Sandro, apoiador canhoto, que fez um bom jogo. Zé Eduardo desperdiçou duas chances de gol. Neymar pouco fez. Muito se deve à marcação dos uruguaios ‘carboneros’ que se postarão da mesma forma que se postaram, definitivamente. O jogo tende a ficar mais parelho, o Peñarol teria quase o mesmo tipo de situação com a qual se deu de frente em seus domínios, há sete dias. Como na ida, olho em Martinuccio. Destaque e avisos, novamente, aos “wingers” Mier e Corujo, que atiçam o Peñarol com jogadas laterais, que são perigosas.

Santos da ida, sem Ganso, Peñarol com Estoyanoff. Uma possibilidade mais remota. Todavia, é uma possibilidade. Se Aguirre realmente quer um time com maior presença, dando mais calafrios aos santistas, a opção de Estoyanoff seria aconselhável. O meia-atacante, que entra bem em jogos, na última semana, no jogo de ida, entrou, e deu certo trabalho a um Alex Sandro que apoia bem e deixa espaços; hoje ele teria pela frente Léo. O lateral jogará. Estoyanoff, também?

Mini-jogos

Léo/Alex Sandro x Corujo/Estoyanoff – Corujo é menos atuador no campo ofensivo adversário, mas não deixa de ser perigoso. Pelo menos, o Peñarol é ideal com ele. Estoyanoff, em contraponto, é mais incisivo, agressivo, persistente, características notáveis em um atacante de média qualidade. Ou boa. Fato dado e constatado é que atrapalharia a vida de Léo. E também de Alex Sandro. Dois laterais que podem ter carências em marcação – apesar de achar Léo um ótimo lateral, em marcação e apoio.

Adriano x Martinuccio – Martinuccio é o jogador mais talentoso do time uruguaio. Porém, há de se ressaltar também que, mesmo sendo a esperança de desafogo do jogo do time uruguaio, o meia não tem características de cadencia, e sim características de mantimento do ritmo de velocidade, a que se impõe o Peñarol. Adriano, volante santista, marcara bem o meia camisa 10 dos ‘carboneros’. Agora é hora de ver o tira-teima final. Martinuccio terá de mudar, se desprender, ser mais jogador do que é. Claro que ressalto mais opções para jogo são fundamentais no caso. Mas, o camisa dez, em um time que repete-se com o da ida, seria ou será a maior esperança de talento de jogo.

Pará x Mier – Um embate interessante. Pará é bom lateral, melhorou com o decorrer do tempo. Não é o melhor da posição, mas sabe apoiar e no quesito de marcação vai bem no combate individual. Mier é robusto, forte, leva as bolas ao fundo e as cruza ou arruma um jeito de jogar mais eficientemente. O entrave é equilibrado. Aqui, tudo pode acontecer. O que se sabe é que Mier não terá vida fácil. Pará, para levar a bola à linha de fundo, se for a situação, terá de atravessar o meia esquerda do Peñarol e ainda, o lateral/zagueiro Dario Rodriguez.

Ganso/Arouca x Freitas e/ou Aguiar – Se Ganso confrontá-los – sim, a marcação se alternar entre os dois volantes – o Peñarol terá que se preocupar. Porém, mais um volante terá espaço numérico para se infiltrar. No caso, Arouca e/ou Elano. Na outra suposição de Arouca atuar como meia centralizador, o Santos sofrerá mais, já que todos sabem quem é esse tal de PH Ganso. Seus passes e suas jogadas sempre gerarão grandes chances ao definidores-chave, ou, até mesmo, aos citados volantes, que teriam mais comodidade ao avançarem no campo do Peñarol, sabendo do que podem receber.

Chave do jogo. Marcação pressão e, especialmente, movimentação e ocupação de espaços por Neymar, já que terá de procurar mais espaços para se movimentar, sabendo da marcação que terá pelo lado direito da defesa carbonera. Talvez, atuando por de trás do volantes, vindo partindo com a bola, costurando jogadores, o jogador dê liga. O seu jogo da ida representou-se por muito pouco perto do potencial de Neymar. E, desta vez, terá ao seu lado Ganso.

Por: Felipe Saturnino

09/05/2011

Foi bom? Foi morno

Depois de cada um dos dois presentes na final terem jogado 21 vezes, o que mais valeu, de fato, foram as últimas duas vezes que cada um duelou. Em preciso, a última. O Santos venceu o São Paulo e o Corinthians, em jogo movimentado mas de baixo nível técnico, derrotou o Palmeiras nos pênaltis.

E para aqueles que pensam que a final é o jogo de maior nível técnico, se engana. É um dos jogos mais travados. O Santos jogou muito na semifinal contra o São Paulo. Ganso foi meia-que-Muricy-pediu-a-Deus. Isso finaliza o assunto. A respeito do Corinthians, contra o Palmeiras, ficou devendo…

Mas enfim. Chegamos à decisão, tão esperada. Santos e Corinthians. Os últimos dois campeões paulistas, na respectiva ordem: Santos no ano passado e Corinthians em 2009.
No jogo em si, todos sabíamos que o Santos era superior tecnicamente. Nada que organização faça o que deve fazer. O Corinthians, ontem, jogou bem. Se organizou e fez um melhor primeiro tempo, com mais volume. Mesmo com Neymar finalizando na trave após boa jogada, a equipe alvinegra paulista não jogou mal.
Em um esquema que se caracterizava em um 4-3-3 em parte do jogo, o Corinthians conseguia ter mais a bola. O problema era finalizar.

O jogo corintiano poderia ser dado como 4-3-3 ou até mesmo como 4-2-3-1. Em vezes, até como 4-4-2, com efetividade tática de Jorge Henrique no meio-de-campo da equipe alvinegra. Liédson, em momentos, voltava para buscar jogo e atuar no lado esquerdo de seu ataque. Talvez tenha sido reflexo de poucos oportunidades que teve na primeira etapa. A bola não chegou e Liédson não teve a finalização, o seu forte. No lado do Santos, as coisas se resumiam a um 4-4-2. Houveram horas em que Ganso se posicionou ao lado direito, e a equipe parecia atuar em um 4-3-3. Neymar, indo da ponta esquerda para dentro tentava abrir espaços. Ele não apareceu muito nos primeiros 10, 15 minutos de jogo. Depois, porém, disso para a segunda etapa, ele jogou o que podia e ainda mais um pouco. Fez um bom jogo.
O que, talvez o corintiano devesse temer, seria a atuação de Wallace. Tomou um amarelo e depois não apareceu muito. Que me lembro, apoiou uma vez na lateral e foi só. Não pode se esperar muito de um zagueiro-lateral. Mas, no agregado, fez um de médio para bom jogo.
Ganso foi o problema. Jogou muito pouco para um cara de seu potencial. E a marcação nele nem era tão individual como por exemplo, era com Bruno César. Adriano, mesmo não estando em todos os lugares, “batia” com ele no posicionamento tático. Ainda com isso, Bruno César teve “A” chance do Corinthians no primeiro tempo.

No segundo tempo o jogo se contém ao que se deve falar de Neymar. Após um jogo abaixo do normal de Ganso que, nos meados finais da primeira etapa, se lesionou, Neymar começou a circular livremente no segundo tempo nas costas dos volantes. Ralf ficava com Alan Patrick e Paulinho tinha, a frente, o segundo volante santista, Danilo. Neymar jogava como queria. Do lado de Wallace, onde criou a melhor chance do Santos no segundo tempo. Acertou a bola no travessão. Foram três minutos que o Santos jogou muito: o 9, o 10 e o 11. Pois aos 9, Danilo encobriu Júlio César. E ainda aos dez, Neymar chutou no mesmo defensor da meta corintiana que matou os 30 milhões do coração.
Em teoria, Elano teria que aparecer mais, para dar aquele passe decisivo. Foi algo que aconteceu na bela sequência de três minutos santista. E foi isso.
No Corinthians, agora a equipe se parecia mais um o 4-5-1 do início do ano. E daí? E daí nada, mesmo. Após jogo parelho na primeira etapa, o Corinthians teve duas chances concretas: a de Liédson e a de Paulinho. Tite resolveu cortar Bruno César colocando Morais e também mandou para fora Dentinho com a entrada de Willian. O mesmo Dentinho que fez mais um jogo fraco. Muito pouco para o corintiano.
Outra coisa que chamo atenção aqui: Neymar jogou como jogador completo. Conseguiu armar as jogadas, e também finalizar em chances concretas.

Se Ganso jogou pouco, Willian não fez aquele tento salvador, e Neymar não fez o gol dele, mesmo após fazer uma das partidas mais completas em termos táticos, o jogo foi bom? Foi. Mas foi um pouco morno. Depois da tríplice sequência santista, o Corinthians foi construir chance concreta no final do jogo. Faltou alguma coisa, para ambos. E isso vai além de pontaria. Talvez um lampejo de alguém para dar mais brilho ao clássico. Ficou pra Vila.

*Amanhã devo falar um pouco do Palmeiras. Depois de 6 gols, a equipe está, ou parece estar, enfim, destruída.
*São Paulo, São Paulo. Se não se cuidar, vai pro saco o sonho da conquista da Copa do Brasil. Avaí é organizado. Por via das dúvidas, creio em empate. Mas vai ter que jogar mais.

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Por: Felipe Saturnino

23/03/2011

E agora, José?

Ganso podia ser mais do que é. Parece que não será mais.

Ganso não será mais do Santos, provavelmente após o período de agosto, na janela de transferências internacionais.

E agora, Ganso? E agora, Santos?

O que vão ser dos dois?

Um dependia do outro. O outro sabe que não dependia do outro tanto assim, já que pode jogar onde quiser.

E parece que agora, a história acabou. Ou melhor, acabará.

Ganso se sentiu desprezado pelo Santos para renovação do contrato. Acho que ele estava enganado. O Santos só atrasou o período pois ele estava machucado.
Entretanto, o Santos não moveu seus pauzinhos para rapidamente, após o período de lesão, ter PH de volta.

Agora, um acerto parece mais difícil ainda. Pior do que parecia anteriormente.

Agora, Ganso vai jogar até agosto onde, muito provável, vai pra Europa, muito possivelmente a Itália.

E agora Santos?

Óbvio que não vou soltar um dos famosos poemas de Carlos Drummond de Andrade aqui, no meio deste texto. Bem que poderia, mas teria que mudar algumas palavras. Se bem que o momento pede um poema de amor que, infelizmente, vai ser triste.

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Por: Felipe Saturnino