Posts tagged ‘Clássico’

21/08/2011

São Paulo x Palmeiras: o clássico dos que não convencem

“Clássico é clássico e vice-versa.”

“Clássico não tem favorito.”

“Clássico é jogo diferente.”

“Clássicos são sempre bons jogos.”

Verdades, dúvidas e mentiras. A primeira frase é emblemática, marcante. Mostra um pouco do que é um clássico.
Porém, clássicos têm favoritos, apesar de isso normalmente não se refletir em campo.
Clássico geralmente é eletrizante, emocionante. Pois é. E a última, bem, esta é uma mentira declarada e assinada.

Temos um exemplo de clássico comum: o Choque-Rei de hoje, tome este. Jogo morno, sem sal, mas com duelos táticos interessantes. Adilson “inventou” e foi de 3-5-2, com desdobramento em 3-4-1-2. João Filipe entrou na zaga para combater o problema mais que óbvio da proteção, numa tentativa de estabilizar o setor da defesa e da parte dos volantes. Estes – Wellington e Carlinhos Paraíba – não possuem as características que identificam um primeiro-volante.
O Palmeiras, por sua vez, tinha em campo um 4-3-2-1 mais que interessante. Era defensivo, mas inteligente. Era pouquíssimo criativo, mas muito marcador. Para entender, temos alguns confrontos tomados como base:

Juan x CicinhoPiris x LuanRivaldo x Chico (ou outro volante)

Juan foi péssimo no apoio e peca muito quando é exigido ao limite de sua qualidade em relação à marcação. Cicinho o prendeu até o fim da primeira etapa. Na outra ala, Piris e Luan duelaram para saber quem era mais consistente no apoio e na marcação. No final, quem saiu vitorioso foi o palmeirense. Rivaldo venceu o duelo em alguns momentos, mas o tripé de volantes da equipe alviverde – Chico, Márcio Araújo e Marcos Assunção – foi mais forte no geral.
Sem apoio qualificado no decorrer do jogo, a equipe do São Paulo teve de recorrer à centralização do jogo, com Rivaldo no centro da articulação. Tudo errado.
No final, o mais sensato seria recorrer ao 4-3-1-2 – pelo menos para mim. Com os volantes dando suporte à criação e atuando como apoiadores, o resultado poderia ter sido diferente. O problema seria a proteção da zaga, sabendo da ausência de um primeiro-volante e também que Denílson estava machucado.

O Palmeiras pode ficar feliz. Até pelo fato de ter empatado com uma equipe com maior limite técnico e ainda por ser fora de casa. A proposta de Felipão, mesmo com a mudança no segundo tempo para 4-2-3-1 com mais ofensividade, foi sempre manter um time postado de forma mais contundente e segura em campo. Quando Maikon Leite entrou na partida, o técnico quis segurar mais Cicinho para conter avanços de Dagoberto e Fernandinho pelo setor, mas, ainda assim, o ala tricolor fez um jogo deprimente. Juan, notoriamente, precisa de uma cobertura qualificada para a marcação. Neste caso, o primeiro-volante seria fundamental. Mas a equipe de Adilson não possui um destes.

Juan x Cicinho - o ala são-paulino foi deprimente na marcação

No mais, um jogo morno e inconvincente, configurando justamente o limite criativo e técnico do Palmeiras e a incompetência em ganhar pontos em casa do São Paulo.

Pois é, mais um fair play ao líder Corinthians, que também fez um jogo limitado e sucumbiu ao perder do Figueirense, sábado, no Pacaembu.

Por: Felipe Saturnino

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02/05/2011

Parâmetro?

Flamengo, sem brilho, mereceu. É suficiente para o Brasileirão? Questão de parâmetro.

Para alguns, isso nem se discute. Para alguns, os fatos que ocorrem no momento não se ligam. Por isso, todos dizem que não há parâmetro de medição entre congruência para estadual e campeonato brasileiro.

Fato mesmo, é que, em lógica, não há.
Em princípio, digamos que um time não se acerte ao decorrer de um estadual. O mesmo pode, muito bem, vencer o nacional. Foi o que aconteceu com o São Paulo em 2006, 2007 e 2008. No Paulistão dos respectivos anos, em 2006 foi vice-campeão, em 2007 foi eliminado pelo São Caetano, em jogo histórico para o time do ABC, com vitória no Morumbi. No ano seguinte, falhou no jogo contra o Palmeiras na volta, após vitória 2 a 1 em casa, e derrota por 2 a 0 no Palestra Itália, no fatídico dia da confusão generalizada dos vestiários da equipe tricolor.

Pois é, vemos que não há parâmetro. O São Paulo, desde 2005, não ganha um campeonato paulista. Porém, em 5 anos, conquistou 3 brasileirões.
Isso tudo que aqui é dito pode ser imposto ao Flamengo, que conquistou seu 32º estadual, o quinto sem sofrer alguma derrota. No período da década que já se foi, o Flamengo conquistou 5 vezes o estadual – 2001, 2004, 2007, 2008, 2009 – e no Brasileirão, nos anos de 2001, ficou em 24º, num campeonato de 28 clubes; em 2004, foi 17º, já nos pontos corridos; no ano de 2007, conseguiu uma das melhores posições, com o terceiro; em 2008, 5º, e só em 2009 que ocorreu “O título da década” para o Flamengo, com a conquista do Brasileirão. Nos anos anteriores a esse, exceção feita ao de 2007, a equipe ficou em segundo plano, com times de outros Estados ganhando forma no campeonato nacional. Talvez o apreço imenso do carioca ao seu estadual seja algo que não estamos aptos a ver. Quando digo isso, me refiro ao paulista. Não digo para todos, mas para alguns que conheço e desprezam o estadual.
Não é parâmetro. O time pode florescer no meio de uma temporada, após péssimo estadual e mesmo assim, tentar algo no Brasileirão. Por muitas vezes, conseguiu. No ano que passou, o Fluminense não chegou a uma final de Carioca, sendo eliminado na Guanabara e na Taça Rio por Vasco e Botafogo, respectivamente. Foi campeão brasileiro.

Nada disso importa, porém, se você venceu. O recado é para o Flamengo, que fez, talvez, a melhor apresentação do ano contra o Horizonte de Ceará.

Pouco interessa se você venceu seu maior rival, como Santos e Corinthians.
Palmeiras e São Paulo, após ótima primeira fase, caíram com detalhes, que jogaram para o ralo os primeiros 19 jogos do Paulistão.

O jogo que posso dizer que foi emocionante, Palmeiras e Corinthians, foi travadíssimo. Expulsão palmeirense logo na primeira etapa, após entrada faltosa de Danilo, me deixa na dúvida da interpretação do juiz. O palmeirense, ao primeiro momento, me pareceu o único a entrar violentamente, mesmo que tenha tocado na bola. Isso pouco importa, já que você faz ato faltoso. A questão foi se Liédson, também não fez falta. Ainda pensante, a expulsão foi válida. A questão é se Liédson não deveria ter sido mandado para fora.
No jogo em si, Valdívia foi brincar e se lesionou. O Palmeiras, com um a menos, foi melhor que a equipe corintiana. A equipe de Scolari conseguiu se acertar no jogo com a linha de 4 jogadores e somente Kléber a frente. O Corinthians, na base da pressão, chegava, sem poder de finalização. Após o gol de Leandro Amaro, a equipe de Tite resolveu ir para cima, com Willian, Liédson e JH. Este último cruzou no escanteio para o primeiro citado fazer o tento. 1 a 1.
A vitória corintiano nos pênaltis, foi merecida, pois a equipe foi melhor na disputa de penais. No jogo duro e puro, exalto o Palmeiras que jogou bem para um time com dez.
A respeito de Felipão, o argumento usado pelo árbitro é válido também. Ele expulsou somente porque o técnico do time alviverde fez um gesto com significado de roubo. Se não fosse isso, tivera Felipão ficado no banco. Mesmo se fosse isso, estivera eu apitando o confronto, expulsaria os dois. Ambos se agrediram verbalmente, mesmo com Felipão voltando às antigas e mostando seu velho lado, Tite também deu as suas.

Felipão reclamou, xingou, gritou, e foi embora. Depois, viu seu time ficar em vantagem com um a menos, e tomar gol de Willian. Nos penais, o Corinthians foi melhor

Agora, Santos e Corinthians disputam a final. E deu chance pro Corinthians, é difícil parar. Mesmo pensando que jogando dessa forma com a displicência, sem a criatividade e sem o poder de fogo apurado o campeão se resultará em Santos pela questão Ganso-Neymar-Elano, o Corinthians pode muito bem se acertar e “surpreender” na final. Esperemos até lá.

Ao Sampa, que seus torcedores não se aborreçam. A equipe tem time e bom jogo a evoluir para o ano inteiro. Que não seja uma simples eliminação a causa da demissão de Carpegiani. E que ele também se comporte melhor e fique menos ansioso quando as decisões da temporada estejam à flor da pele. E quarta tem confronto diante do Avaí, no Morumbi. Também esperemos até lá.

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Por: Felipe Saturnino

27/03/2011

Transcende

Porque transcende o clube em si. Transcendeu, excepcionalmente, o clássico de hoje.

Porque um goleiro de 100 gols transcende o que é o normal de um goleiro. E por isso, é um goleiro fora de série.

Porque transcende você gostar ou não, pois muitos vão admirar esse tal de Rogério Ceni.

Porque alguns dos torcedores rivais vão se perguntar porque esse cara joga no meu rival. E faz gol de falta. E de pênalti.

E é fora de série. E sempre vai ser lembrado.

Porque 100 gols não é coisa para qualquer um.

Porque foi o centésimo contra o time que ele nunca ganhava.

Porque transcende…

Rogério Ceni transcende um clube, uma rivalidade, um estádio, uma Libertadores, um Brasileirão, um gol, um centésimo gol. É um indivíduo chato de gostar, porque parece que não tem defeitos. Não tem erros. Faz tudo certo. E quando não faz, fala que errou. E dá a volta por cima.

Tudo isso pra dizer que Ceni é um sujeito que transcende coisas do futebol. E outras.

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Por: Felipe Saturnino

27/03/2011

Rogerio é centenário e São Paulo quebra tabu quase histórico

Os temperos fizeram com que o Majestoso desse Paulistão seja o melhor jogo do ano até agora.

Tudo aconteceu. Gol de fora da área, gente expulsa, defesa sensacional, chapéu, elástico e o mais importante: um centenário.
E Rogério tem que realmente entrar para história. Cem gols como goleiro é uma marca espetacular, para um goleiro.
Podemos dizer que, sejam 100 para um goleiro equivalente a 1000 para um atacante.
E hoje Rogério é centenário.

E o mais importante de tudo: tudo isso quebrou um tabu quase que histórico. A marca iria passar outra do São Paulo. Pois é. E Ceni não deixou. Não só porque fez o centésimo, mas sim porque defendeu umas duas bolas decisivas para o jogo. Uma foi com dois minutos da segunda etapa, mostrando o seu reflexo, mesmo quase sem cabelo. A outra, no finalzinho, com 2 a 1 no placar, em uma bicicleta de Liédson.

O fim do tabu foi mais emblemático do que o tabu em si. O centésimo gol de Ceni fala por si só.
Em 11 jogos sem perder do São Paulo, agora a equipe alvinegra será lembrada por tomar o centésimo gol de Ceni. Isso o que tornará essa rivalidade maior e maior até mesmo se consolidar a maior do Estado de São Paulo.

Parabéns São Paulo e Corinthians pelo ótimo jogo. Não gostei do pontapé de Dagoberto e do outro pior ainda de Dentinho – que perdeu a cabeça em hora totalmente errada.
Parabéns São Paulo por quebrar o tabu. E, especialmente, parabenizamos Rogério Ceni, por 100 gols.

Rogério Cem

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Por: Felipe Saturnino

27/03/2011

100º de Ceni, tabu e a rivalidade: clássico de hoje tem tempero

No Majetoso de hoje teremos mais do que apenas um clássico entre os dois melhores paulistas atualmente no estadual. Hoje teremos um jogo cheio de tempero, o que pode – e deve – representar promessa de um ótimo jogo.

O centésimo gol de Rogério Ceni com a camisa são-paulina é um dos temperos do jogo. E você, são-paulino, já pensou em ter seu ídolo marcando seu gol 100 no maior rival? E você corintiano, já pensou em ser lembrado pelos são-paulinos por terem levado o 100º gol de Ceni?
Na verdade, pouco isso importa se o Corinthians ganhar.
E ainda tem o tabu. Há 4 anos o Corinthians não perde do São Paulo. O tabu anterior havia sido do São Paulo, de 2003 à 2007.

Além de tudo isso, tem a óbvia rivalidade e a competição. Vai ser um bom jogo.

O São Paulo não terá Lucas, uma perda de muita falta para os são-paulinos. Porém, pode ter Rivaldo, que pode mudar o meio-de-campo e cadenciar o jogo. O que hoje caracteriza o jogo do São Paulo é essa velocidade que integra o jogo em geral. É um ponto a se destacar.
O Corinthians vem forte e tem Liédson. É um time mais “pesado” que o Sampa, é um time de mais marcação, porém vem embalado.

Com tudo isso, não vou palpitar. Se palpitasse iria de empate.

Enfim, vai ser um bom programa para a tarde. Não perca.

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Por: Felipe Saturnino